Radialista Izaurino Brasil se tornará oficialmente cidadão de Belém do São Francisco. Foto: SJE.Com

Radialista Izaurino Brasil se tornará oficialmente cidadão de Belém do São Francisco. Foto: SJE.Com

O radialista Izaurino Brasil, que por vários anos atuou na Rádio Cultura de São José do Egito, com larga experiência principalmente no jornalismo policial – foi um dos mais destacados repórteres do setor em Recife, receberá nesta sexta (15) o Título de Cidadão de Belém do São Francisco.

Residindo no município pela segunda vez, Brasil apresenta programa jornalístico em emissora local, tem um blog e desenvolve projetos publicitários.

Natural de Angelim, no Agreste de Pernambuco, Izaurino Brasil é detentor de uma potente voz. Começou desde jovem na carreira de comunicador na Região Metropolita do Recife onde ficou muito conhecido por sua atuação no jornalismo policial, principalmente durante sua permanência no então exitoso e já extinto programa “O crime não compensa”.

Brasil tem, reconhecidamente, muitos serviços prestados à comunidade belemita, o que o credencia a receber essa homenagem.

Outras personalidades também serão agraciadas com tal honraria nesta solenidade, a exemplo do deputado federal Gonzaga Patriota.

 

Serviço:

Evento: Sessão Solene para entrega de Título de Cidadão Belemita

Onde: Câmara de Vereadores de Belém do São Francisco – PE

Quando: Sexta-feira, 15 de dezembro, às 10h

Na manhã deste domingo (12), a Polícia Federal cumpriu 31 mandados, entre condução coercitiva e busca e apreensão em 13 estados. Foto: ABr

Na manhã deste domingo (12), a Polícia Federal cumpriu 31 mandados, entre condução coercitiva e busca e apreensão em 13 estados. Foto: ABr

Em Pernambuco, foi cumprido apenas um mandado de condução coercitiva. Um candidato foi detido em São José do Egito, no Sertão pernambucano, a 404 quilômetros do Recife, logo após fazer a prova. Ele prestou depoimento na delegacia de Patos, na Paraíba, a 63 km de São José, e em seguida liberado.

Renato Madsen, delegado da Polícia Federal que conduz as investigações em Pernambuco disse que a PF começou a levantar esses históricos de alguns elementos que levantavam suspeitas. “Por exemplo pessoas que já tinham sido aprovadas em outras provas do Enem para cursos de alta dificuldade e que estavam de novo fazendo a prova”, afirmou o delegado. Juntando essas informações com outros dados, a polícia conseguiu identificar esses 31 suspeitos.

O delegado Renato Madsen disse ainda que não houve qualquer prejuízo às provas aplicadas no Estado. As investigações irão prosseguir e deve haver novos desdobramentos nos próximos dias.

 

Com informações do JC Online

Do Curiosamente – Diário de Pernambuco

Dona Alina defronte à Casa Lyra. Foto: Rafael Martins/Estúdio DP

Dona Alina defronte à Casa Lyra. Foto: Rafael Martins/Estúdio DP

Bem no Centro de São José do Egito, no Sertão pernambucano, um armarinho abre as portas todos os dias, há mais de cem anos, antes das nove da manhã. O casarão é fechado somente após as cinco da tarde e é o único da região a revender a marca de linhas de costura Corrente Laranja – todo bom costureiro poderá atestar a relevância dessa informação. O armarinho não dá dinheiro, isso fica bem claro. Dona Alila, a cativante senhora de 91 anos por trás do balcão, apura menos de R$ 10 por dia. E que ninguém se engane: ela vive da aposentadoria como professora e de pensão obtida com a viuvez. Se continua a abrir as portas do estabelecimento, coisa que há alguns anos não pode fazer sem a ajuda da amiga Lúcia, de quase metade de sua idade, é para preservar a lucidez, ver o movimento da cidade e manter vivas suas histórias de amor. Isso porque Dona Alila nem sempre foi uma senhora de 91 anos, viúva, com cinco gatos e rotina pacata no pequeno município do Pajeú. Muito antes de ser a guardiã da Casa Lyra, armarinho fundado em 1915, apaixonou-se à primeira vista e a vida mudou.

Dona Alila e a Casa Lyra, fundada em 1915. Foto: Rafael Martins/Estúdio DP

Dona Alila e a Casa Lyra, fundada em 1915. Foto: Rafael Martins/Estúdio DP

Era a década de 1940 quando a roda do destino de Alila começou a girar: Alila passava as férias na casa da madrinha, em São José, e conheceu Mário Vieira de Lyra. Foi amor instantâneo e se provou longevo, de modo que ela passaria um mês na cidade em que, como se sabe, passou toda a vida. “Cheguei em 1946. Depois de algumas semanas, recebi uma carta da minha irmã Estela, pedindo que eu não desse conversa a um rapaz chamado Mário, por quem ela tinha se apaixonado pouco antes, quando visitava a cidade. Era justamente o rapaz por quem eu já estava apaixonada”, lembra Maria José Veras Lyra, a Dona Alila. Ela ri das coincidências da vida. Naquele mesmo ano, em respeito à irmã, arrumou as malas e voltou à cidade natal: o melhor a fazer era manter distância, antes que houvesse motivo de desafeto na família. Dias depois, contudo, o rapaz bateu ao portão da casa dos Vera, em Afogados da Ingazeira, e pediu a mão de Alila em casamento.

Interior da Casa Lyra. Foto: Rafael Martins/Estúdio DP

Interior da Casa Lyra. Foto: Rafael Martins/Estúdio DP

Foi em São José do Egito, portanto, que os primeiros meses em que Alila experimentava o amor foram se transformando em anos. E, então, viraram décadas – sete delas, para falar com precisão. E Alila foi se tornando pessoa de referência na região: já casada com Mário, conseguiu trabalho na Escola Estadual de Referência Oliveira Lima, onde atuou por 30 anos. “Quando meu sogro faleceu, em 1960, Mário assumiu o balcão da Casa Lyra, que o pai tinha fundado, mais ou menos na época em que virei diretora da escola”, ela recorda. Naquele tempo, a rotina que a transformou em figura ilustre no município era bastante puxada: “Eu chegava todos os dias às seis da manhã, abria a despensa para as meninas que preparavam a merenda e saía somente às onze da noite, depois das aulas de alfabetização de adultos. A minha vida era aquele colégio… Me sobrecarreguei tanto que adoeci”, conta. À frente da Oliveira Lima, sua segunda paixão, Dona Alila foi submetida a uma angioplastia e recebeu, além de um marca-passo, uma válvula artificial no coração.

 

Como Alila foi parar atrás do balcão da Casa Lyra é a parte mais curiosa – ao mesmo tempo bonita e triste – da história. Foi um gesto de delicadeza do destino, depois de dois golpes de dor. Em maio de 1987, enquanto organizava a festa de Dia das Mães no colégio, Alila recebeu um telefonema da cunhada que morava na capital do estado. Soube, ali, de seu afastamento da diretoria da Oliveira Lima, decisão já homologada pelo governo do estado no Diário Oficial da União. “Eu tinha passado a madrugada preparando um bolo para a homenagem às mães. Fiquei olhando aquele bolo na minha mesa, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. Fiquei muito magoada com (Miguel) Arraes, que era o governador… Muitos diretores foram substituídos no estado, não era nada pessoal. Mas foi tanta tristeza naquele dia, que eu pensei que minha vida tivesse acabado”, lembra Alila, que se emociona sempre que resgata os bons tempos na comunidade escolar. Hoje, ela garante, reza todos os dias pela alma de Arraes. Não fosse a destituição do cargo de diretora, não teria assumido a Casa Lyra quando foi preciso.

 

“No meu último dia na Oliveira Lima, telefonei para Mário e pedi que tirasse o Fusca da garagem para me buscar no fim da noite. Eu tinha muita coisa para carregar, não queria que ninguém me visse subindo a ladeira com minhas pastas na mão, chorando. Meu marido era meu melhor amigo, chorou comigo quando dei a notícia”, conta. Alila não sabia, mas aquela se revelaria sua última chance de conviver mais com o marido, que morreria três anos depois. “Fiquei devastada com a demissão, mas terminou sendo um presente para nós dois”, avalia, quase 30 anos depois. Nos últimos anos com Mário, aprendeu a manejar o estoque e o caixa do armazém Casa Lyra, que ela mesma transformou em armarinho nos anos 1990. Era mais fácil manusear linhas, botões, zíperes e carretéis – do armazém original, restam à venda somente parafusos, de todas as espessuras e tamanhos. “O armarinho me dá alegria, não dinheiro. E eu nunca tirei nem um dia de folga, porque aqui eu me mantenho ativa, faço contas, arrumo as coisas, vejo as pessoas, me lembro de Mário”, explica, outra vez apaixonada. Mas nem precisava, os motivos são todos muito claros. Lúcia de Souza Silva, 53 anos, lhe acompanha nos afazeres domésticos e do armarinho desde que o ex-marido partiu. Foi enviada por uma das cunhadas, a fim de preservar Alila da solidão.

 

As placas na fachada da Casa Lyra ajudam a reconstruir os fatos. “Por este centenário, agradecemos aos nossos amigos Mário Lyra (Tatá) e Alila pela dedicação na continuidade desse trabalho”, diz uma delas, fixada no casarão em 2015, quando o armarinho completou um século de fundação. É um registro da história de amor de Alila, a única que ela viveu. “Fui felicíssima. Diziam que éramos o casal número um da cidade e não porque a gente tivesse luxo, não era isso. Era porque andávamos juntos para todo canto, participávamos de tudo que acontecia em São José do Egito. Enquanto foi vivo, Mário fez absolutamente tudo o que eu quis, acredita? Depois, ainda me deixou a Casa Lyra, que me mantém viva e lúcida até hoje”, ela conta. Os dois não tiveram filhos, mas pode-se dizer que estão perpetuados na memória do município, nas paredes do armarinho secular. Sobre quantas histórias se diz o mesmo? Para agradecer a generosidade do destino, Dona Alila vai à missa nas primeiras sextas-feiras de cada mês. Ela espera sempre por mais “visitas”, como chama os clientes, para ter com quem conversar. Recebe com menos frequência os fornecedores, pois tem feito menos pedidos diante da baixa demanda, e não acha justo com Lúcia, nem com os gatos, repetir sua história mais uma vez – eles sabem tudo de cor. Mas a história de Dona Alila tem sido, para si mesma e para os outros, um presente. Ela mesma pode assegurar que algo de extraordinário lhe moldou o percurso: “A vida que eu quis, do jeitinho que eu sonhava, caiu aqui, minha filha, bem na palma da minha mão.”

 

>> Para visitar

Dona Alila abre as portas da Casa Lyra entre as 8h e as 9h, todos os dias, quando é recebida pelo gato Papaizinho, criado ali dentro. Por volta das 17h30, segue para casa junto com Lúcia e encontra os outros quatro gatos de estimação – Chuchu, Suzi, Kiko e Florzinha. A Casa Lyra fica na Rua João Pessoa, n. 49, no Centro de São José do Egito, no Sertão de Pernambuco.

 

Reportagem de Larissa Lins com fotografias de Rafael Martins

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Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

NOVENÁRIO DA VERDADE! (TÍTULO ALTERNATIVO: O SERTÃO NÃO QUER SER A CAPITAL)!
PRIMEIRA NOVENA ( PAI NOSSO QUE QUE ESTÁS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME) – O primeiro equívoco do deputado Antônio Moraes é imaginar que capital seja algo superior. Capital não é crédito, mérito ou honraria. Capital é centro administrativo e centro político de altíssima responsabilidade. Sertão não é descrédito, demérito ou desonra. Sertão é raiz, identidade indestrutível e PATRIMÔNIO Cultural da Resistência! Eis a distinção. Ela (capital) se sustenta por seus valores; ele (sertão), igualmente;

 

SEGUNDA NOVENA (VENHA A NÓS O VOSSO REINO) – O segundo equívoco (este imperdoável) é mandar elaborar um Projeto de Lei sem conhecimento da temática nem da história de um povo e, muito menos, de toda uma região, que inclusive, ultrapassa as fronteiras da divisa pajeuzeira;

 

TERCEIRA NOVENA (SEJA FEITA A VOSSA VONTADE) – Para esclarecer quem é ignorante na temática da Poesia Popular, é oportuno que se elenque os 30 municípios que carregam o aroma da poesia no sertão de Pernambuco e da Paraíba, excluindo-se naturalmente, os municípios de outras regiões dos dois estados. São 15 municípios paraibanos e 15 pernambucanos. Da Paraíba, são: 1- Teixeira; 2- Matureia; 3- Patos; 4- Imaculada; 5- Taperoá; 6- Ouro Velho; 7- Prata; 8- Sumé; 9- Monteiro; 10- Livramento; 11- Pombal; 12- Cajazeiras; 13- Pilar; 14-Desterro e 15- Princesa Isabel. Do sertão de Pernambuco, são: 1- São José do Belmonte; 2- Sertânia; 3- Arcoverde; 4-Serra Talhada; 5-Afogados da Ingazeira; 6- Iguaraci; 7- Ingazeira; 8- Tabira; 9- Triunfo; 10 – Carnaíba; 11- Tuparetama; 12- Santa Terezinha; 13- Brejinho; 14- Itapetim e 15- São José do Egito. Quem quiser, faça igual a mim, passe 40 anos pesquisando e saiba o histórico, a prática, o cotidiano, a trajetória e as tradições poéticas dos 30 municípios iluminados dos sertões de Pernambuco e da Paraíba;

 

QUARTA NOVENA (ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU) – Esclareça-se, também, que das 12 “cidades” citadas do Pajeú das Flores não há uniformidade similar entre elas. Cada qual teve e tem suas peculiaridades sui generis. Há uma relação parecida, mas o histórico faz-se distinto, inconfundível e autêntico;

 

QUINTA NOVENA (O PÃO NOSSO DE CADA NOS DAI HOJE) – No Pajeú, Santa Cruz da Baixa Verde, Quixaba, Solidão e Calumbi não exalam a mesma verve poética dos demais 12 municípios. Há manifestações e potencialidades isoladas, mas não raízes e frutos cotidianos e genuínos de efervescência no campo da poesia. Tal fato não as torna menores. Simplesmente são universos paralelos;

 

SEXTA NOVENA (PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS) – Tabira não é apenas um centro de produção poética de inteligência genial. Tabira é o município da religiosidade arraigada na alma popular. Tabira tem muito mais. De Dona Nevinha Pires, Dedé Monteiro (e família), Sebastião Dias, Genildo Santana, Pedro de Alcântara, da APPTA, dos educandários de qualidade, das festas populares, da Missa do Poeta, dos Grupos de Dança, do comércio pujante, do Movimento de Música Alternativa, da culturalíssima Feira do Gado, dos vaqueiros, aboiadores, das bandas marciais extraordinárias e das crianças e adolescentes aprendendo versificação com os mestres todo o tempo, dentre outras aptidões. Tabira é, sem dúvida, a “Cidade das Tradições”, tal qual Teixeira, Monteiro, Patos, Brejinho, Itapetim, São José do Egito (única cidade do Brasil a ter a Disciplina de Poesia Popular), Tuparetama, Triunfo e Serra Talhada. Todas elas multiculturais. Tabira não precisa de oficialismo pasteurizado da legalidade em forma de “consolação”. Tabira não necessita de condecorações oriundas de proselitismo politiqueiro. Ela já é sublime pela própria natureza e grandeza de seu povo;

 

SÉTIMA NOVENA (ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO) – Contar poetas por metro quadrado ou somar quem lança mais livros é matemática inútil. O que mede a legitimidade poética de um município é sua história, sua trajetória e suas manifestações conhecidas no Nordeste, no restante do Brasil e fora dele;

 

OITAVA NOVENA (E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL…) – Eis a história inequívoca e inapelável. Por volta de 1720, surgiram os primeiros poetas cantadores na serra de Canudos (hoje, Teixeira), sendo o primeiro genial repentista Agostinho Nunes da Costa, nascido em 1797, pai de três filhos cantadores, dentre eles, Ugolino (mais poeta que o pai e os irmãos). Por volta de 1750, alguns repentistas seguiram a nascente do Rio Pajeú (localizada em Brejinho) e encontraram um lugarejo denominado Umburanas (hoje, Itapetim) e lá se alojaram. Por volta de 1780, muitas destas famílias e seus descendentes passaram a residir em uma povoação maior, chamada de São José das Queimadas e depois São José da Ingazeira (hoje, São José do Egito). Por mais que exponha bairrismo, nada mais coerente que Teixeira ser a TERRA-MÃE DA CANTORIA; Itapetim, O VENTRE IMORTAL DA POESIA e São José do Egito, O BERÇO IMORTAL DA POESIA. A sequência foi recorrente. O Rio cuidou de expandir o seu mais rico fruto… O pioneirismo ou nascedouro se manteve nas três estrelas reluzentes das duas regiões circunvizinhas. Teixeira ofuscou o passado e o resgatou; Itapetim sempre manteve o vigor e São José do Egito aglutinou mais e se tornou mais conhecida no Brasil e no exterior. Qualquer versão não passa de versão. O que externo aqui é fato;

 

9- NOVENA FINAL (AMÉM)! –
QUEM NOSSA HISTÓRIA DESMENTE
NÃO CORRÓI O PATRIMÔNIO
COMO O “DETURPADO” ANTÔNIO
MORAES, TÃO INCOERENTE
SEU GESTO FOI IMPRUDENTE
ILEGÍTIMO, BANAL
UM ERRO CRASSO, FATAL
POR SER NÉSCIO NA RAZÃO…
SERTÃO É SEMPRE SERTÃO
CAPITAL É CAPITAL!
(POR NENEN PATRIOTA – Em 24/06.2017)

O secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco Nilton Mota solicitou à Conab 30 mil toneladas de milho para distribuição em todo o Estado. Foto: Divulgação

O secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco Nilton Mota solicitou à Conab 30 mil toneladas de milho para distribuição em todo o Estado. Foto: Divulgação

Foi autorizado o início da venda de milho em São José do Egito, Bom Conselho, Limoeiro e Floresta. O anúncio, feito em Petrolina pelo ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Eumar Novacki, vai beneficiar produtores de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou para este ano a liberação de 250 mil toneladas do produto para o Programa Vendas em Balcão, das quais 200 mil toneladas serão destinadas aos estados nordestinos, em virtude da estiagem prolongada. Para reforçar os estoques, o secretário de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, Nilton Mota, solicitou à Conab 30 mil toneladas de milho para distribuição em todo o Estado.

“Neste momento de desafios, é fundamental esse apoio aos nossos produtores. Por isso, estamos somando esforços dos governos Federal e Estadual, com o apoio das prefeituras, para ofertar o milho em condições especiais, incluindo o subsídio do ICMS concedido pelo governador Paulo Câmara, que permitiu uma redução em média de 50% no valor da saca do produto”, argumentou o secretário.

Delegado Ubiratan Rocha foi entrevistado por Nill Júnior, na Rádio Pajeú. Foto: Blog Nill Júnior

Delegado Ubiratan Rocha foi entrevistado por Nill Júnior, na Rádio Pajeú. Foto: Blog Nill Júnior

O Delegado Ubiratan Rocha disse em entrevista ao Debate das Dez da Rádio Pajeú que discorda radical e frontalmente da Portaria 2497, assinada em 24/05/2017 pelo Secretário de Defesa Social Antonio Gioia, que om transferiu da Delegacia de São José do Egito para Sertânia, no Moxotó. O Delegado procurou o programa para externar sua insatisfação.

Segundo Rocha, a decisão teria sido fruto da “condução arbitrária e autoritária” do Delegado Regional Jorge Damasceno. A portaria define como motivação para a saída de Ubiratan a necessidade de “promover o relacionamento e parceria entre as corporações de segurança pública”. Diz ainda que “o comportamento da referida autoridade policial estás comprometendo a disciplina e causando transtorno à gestão, o que deste modo inviabiliza a permanência nesta região”.

Diz o Delegado que a portaria o atinge moralmente e que lutará até o fim para defender seu nome e atuação na Polícia Civil. Ele confirmou que ingressará com Mandado de segurança parta reverter a decisão, bem como ingressará com pedido de indenização por danos morais. Na versão por ele apresentada, a questão teria relação com uma determinação para que qualquer conduzido à Delegacia de São José do Egito fizesse antes exame traumatológico. “É um procedimento de praxe por exemplo para que se ingresse à cadeia”, justificou.

A decisão teria gerado insatisfação do Regional, que teria passado a pressioná-lo para reverter a determinação. “A partir daí ele chegou a dizer que eu o proibi de usar as dependências da Delegacia o que não é verdade”. Dia 19 de abril – afirma o Delegado – uma reunião com o Diretor da Dinter II José Rivelino e o Regional Damasceno tentou demovê-lo da decisão. “Não voltei atrás. Desde 19 de abril soube eu seria transferido”. Afirmou ter apoio dos colegas. “Vários não querem assumir a Delegacia pela distância ou porque me apoiam. Há 40 dias ninguém quer assumir. Nos apoiam mas não falam com medo do militarismo”.

O Delegado defendeu sua atuação a frente da Delegacia. “São José não tem homicídios há um ano e dois meses. Dos 15 homicídios este ano, nenhum foi na cidade. Passei a integrar uma força tarefa de combate a assaltos a bancos no Estado. O Coordenador pediu nossa permanência mesmo depois da transferência”. Ele também falou de Operações que coordenou como “Ades”, “Mercúrio” e “Pombo Correio”. E disse que nas passagens por Tabira e Afogados, assim como quando assumiu internamente a regional, teve apoio dos colegas, agentes e escrivães.

Ubiratan afirmou que outros dois colegas, os Delegados Edson Augusto e Paulo Andrade também teria sido transferidos por perseguição.

Ele questionou a falta de informações como a Comunicação Interna (CI) que teria motivado seu afastamento. “Até agora não recebi nem CI de transferência. A portaria o Dr Jorge guardou no gabinete. Agiu de forma arbitrária, autoritária como conduz a seccional”.

A Associação de Delegados de Polícia  do Estado de Pernambuco (ADEPPE) foi comunicada segundo o Delegado. “Já temos documentos para ingressar com Mandado de Segurança. Falta ter ciência da CI, essencial para meu direito de defesa”.

O Delegado afirmou não ter problemas com Sertânia, para onde foi transferido. “A questão é a forma. Desde fevereiro eu costurava ida para Petrolina, porque minha esposa iria para Policia Científica. Assumiria o DEPATRI. Em meio a essa questão fui consultado sobre antecipar minha ida. Mas agora não quero ir”, afirmou.

 

Nill Júnior

Ex-deputado José Marcos foi homenageado na Alepe. Foto: Henrique Genecy/Alepe

Ex-deputado José Marcos foi homenageado na Alepe. Foto: Henrique Genecy/Alepe

Os 50 anos de vida pública do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) José Marcos de Lima foram comemorados no Plenário do Museu Palácio Joaquim Nabuco. Por solicitação do deputado Rogério Leão (PR), a Reunião Solene ocorreu na noite desta segunda (22).

Natural de São José do Egito, Sertão do Pajeú, o ex-parlamentar entrou na vida pública em 1974, quando foi eleito vereador do município e, posteriormente, prefeito da cidade. Além da atuação política, tornou-se empresário das áreas de saúde, radiodifusão e construção civil.

Ingressou na Assembleia em 1990, onde cumpriu três mandatos consecutivos. Na Alepe, foi primeiro-secretário no biênio 1995/1997 e, em 1999, assumiu a presidência do Legislativo pernambucano, permanecendo até o início de 2001. Nesse período, chegou a ocupar, interinamente, a chefia do Executivo estadual, por motivo de viagem do então governador Jarbas Vasconcelos.

Nos anos que se seguiram, José Marcos também esteve à frente de outros cargos públicos. Entre eles, o de presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e de secretário de Infraestrutura de Jaboatão dos Guararapes. Em 2006, o ex-deputado foi coordenador-geral da campanha de Eduardo Campos ao Governo do Estado.

Ao coordenar a Reunião Solene, o presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa (PDT), ressaltou que José Marcos conseguiu a desapropriação de um imóvel localizado ao lado da Alepe, o que possibilitou a construção do Edifício Governador Miguel Arraes, onde funcionará o novo Plenário da Casa Joaquim Nabuco. O prédio deverá ser inaugurado ainda neste semestre. “Será a melhor e mais estruturada sede de um Poder Legislativo no País”, afirmou Uchoa, destacando, ainda, o espírito empreendedor e a habilidade política do ex-deputado. “Ele sempre revelou capacidade e dedicação”, prosseguiu.

Rogério Leão salientou a contribuição de José Marcos para o Estado, seja como político, empreendedor ou como agropecuarista. “Sua administração em São José do Egito é lembrada até hoje. Na Alepe, fez trabalho digno e honroso, informatizando a Casa quando foi primeiro-secretário”, enalteceu, enfatizando que, como presidente, ele trabalhou para aproximar o Legislativo de todos os setores da sociedade. Leão entregou ao homenageado uma placa comemorativa da Assembleia.

Presente à cerimônia, o ex-deputado federal Inocêncio Oliveira também se pronunciou. “Falar de José Marcos é a coisa mais simples do mundo. Feliz do município que contou com o seu apoio, pois ele sempre foi um homem à frente do seu tempo.”

Em seu discurso, José Marcos afirmou estar emocionado ao ocupar novamente a tribuna da Alepe. Ele fez elogios a Guilherme Uchoa, que foi primeiro-secretário durante sua gestão como presidente da Casa. “Nós, deputados, fazemos as leis, mas, como um Poder aberto, muitas vezes somos incompreendidos pela sociedade.” E acrescentou: “Para mim, é motivo de muito orgulho e satisfação voltar à Assembleia. Isso só me remete a um pensamento: agradecimento.”

Sessão Solene da Alepe em homenagem aos 50 anos de vida pública do ex-deputado José Marcos de Lima. Fotos: Henrique Genecy/Alepe

Sessão Solene da Alepe em homenagem aos 50 anos de vida pública do ex-deputado José Marcos de Lima. Fotos: Henrique Genecy/Alepe

Diversos amigos de José Marcos compareceram à solene. É o caso dos vereadores egipcienses Alberto Silva, David Teixeira, Rona Leite e Albérico Tiago, este último foi convidado a fazer parte da composição da mesa dos trabalhos, ao lado de Uchôa, José Marcos, Inocêncio,e do desembargador Fausto Freitas.

Também estiveram presentes os deputados Isaltino Nascimento, Priscila Krause, Júlio Cavalcanti e Augusto César, além dos ex-parlamentares Sebastião Rufino, Sérgio Leite, André Campos e Roldão Joaquim. O ex-prefeito de São José do Egito Romério Guimarães e os ex-vereadores Joel Gomes (Tuparetama), Nenen Dudu e Zé Bilú (São José do Egito) também acompanharam a solenidade, além de outros amigos do homenageado.

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Matéria da Alepe ampliada pelo blog

As fortes chuvas que atingiram o Pajeú também chegaram ao Cariri paraibano. Nossa redação fez uma coleção de fotos através de pesquisas em blogs das duas regiões. O volume de água em alguns locais impressiona, principalmente ambas ainda estando com muitos municípios apresentando sérios problemas de abastecimento.

Em São José do Egito curiosos esperaram na ponte que dá acesso ao povoado Grossos a chegada da água no Rio Pajeú após a barragem de São Vicente estourar. As fotos e o vídeo foram obtidos por Jaquinho Batista e enviadas aos blogs Geraldo Palmeira e Marcello Patriota.

ponte dos grossos_01

rio pajeú - grossos

Veja o vídeo:

O Rio Pajeú, no trecho próximo ao Sitio Lagoa do Mato, perto do povoado Curralinho e da Fazenda São Pedro, em São Jose do Egito, recebeu muita água principalmente porque barragens estouraram em seu percurso, entre elas a do distrito São Vicente, em Itapetim. As fotos a seguir foi obtida por Lucivânia Araújo / Blog Marcello Patriota.

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As próximas imagens, que estampam os blogs do Pajeú, mostram como ficou o açude de São Vicente e trecho da PE 263, que dá acesso a esse distrito de Itapetim. Fotos: Whatsapp/Blog Marcello Patriota

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barragem são vicente_02

Nas primeiras horas desta quinta-feira (13) chuva e ventania provocaram estragos no Centro de Monteiro (PB). Foto: Blog Cariri Ligado

monteiro

Após chuvas intensas em Desterro e mais moderadas em Taperoá, municípios paraibanos, o Rio Taperoá transbordou e a água segue para o açude de Boqueirão, que abastece diversas cidades do estado. Fotos: Blog De Olho no Cariri

rio taperoá_01

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O açude de Sumé (PB) recebeu grande quantidade de água após as chuvas na quarta (12) e na madrugada desta quinta (13). A barragem recebeu quase três metros de água. Foto: Blog Cariri Ligado

açude sumé