Posto itinerante para coleta de armas de fogo estará em São José do Egito

Posto de coleta de armas de fogo estará em SJE sexta e sábado próximos. Foto: Divulgação
Posto de coleta de armas de fogo estará em SJE sexta e sábado próximos. Foto: Divulgação

Na próxima sexta (30) e no sábado (1º) a Polícia Militar de Pernambuco estará com posto de coleta de armas de fogo da campanha do desarmamento em São José do Egito.

Uma van ficará estacionada das 8h às 17h na Rua Gov. Walfredo Siqueira (Rua da Baixa) – próximo a Mercearia de Dona Mocinha – recolhendo armas de fogo de forma voluntária.

Quem tiver arma de fogo em casa e quiser entregá-la deve dirigir-se ao posto de coleta mesmo ela estando sem registro. Não há necessidade de identificação do proprietário da peça.

Devolvendo uma arma de fogo o proprietário pode receber indenização em valores que variam de R$ 150,00 a R$ 450,00, dependendo.

É importante lembrar que quem desejar entregar arma de fogo deve preencher requerimento eletrônico de guia de trânsito disponibilizado no site do Ministério da Justiça. A obtenção dessa guia é obrigatória. Somente com ela o cidadão poderá transportar a arma até o local da entrega sem o risco de tê-la apreendida pela polícia durante o trajeto.

 

Com informações de Erbi Andrade

Artigo de Nenen Patriota sobre a polêmica envolvendo o projeto que dá a Tabira o título “Capital da Poesia”

Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook
Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

NOVENÁRIO DA VERDADE! (TÍTULO ALTERNATIVO: O SERTÃO NÃO QUER SER A CAPITAL)!
PRIMEIRA NOVENA ( PAI NOSSO QUE QUE ESTÁS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME) – O primeiro equívoco do deputado Antônio Moraes é imaginar que capital seja algo superior. Capital não é crédito, mérito ou honraria. Capital é centro administrativo e centro político de altíssima responsabilidade. Sertão não é descrédito, demérito ou desonra. Sertão é raiz, identidade indestrutível e PATRIMÔNIO Cultural da Resistência! Eis a distinção. Ela (capital) se sustenta por seus valores; ele (sertão), igualmente;

 

SEGUNDA NOVENA (VENHA A NÓS O VOSSO REINO) – O segundo equívoco (este imperdoável) é mandar elaborar um Projeto de Lei sem conhecimento da temática nem da história de um povo e, muito menos, de toda uma região, que inclusive, ultrapassa as fronteiras da divisa pajeuzeira;

 

TERCEIRA NOVENA (SEJA FEITA A VOSSA VONTADE) – Para esclarecer quem é ignorante na temática da Poesia Popular, é oportuno que se elenque os 30 municípios que carregam o aroma da poesia no sertão de Pernambuco e da Paraíba, excluindo-se naturalmente, os municípios de outras regiões dos dois estados. São 15 municípios paraibanos e 15 pernambucanos. Da Paraíba, são: 1- Teixeira; 2- Matureia; 3- Patos; 4- Imaculada; 5- Taperoá; 6- Ouro Velho; 7- Prata; 8- Sumé; 9- Monteiro; 10- Livramento; 11- Pombal; 12- Cajazeiras; 13- Pilar; 14-Desterro e 15- Princesa Isabel. Do sertão de Pernambuco, são: 1- São José do Belmonte; 2- Sertânia; 3- Arcoverde; 4-Serra Talhada; 5-Afogados da Ingazeira; 6- Iguaraci; 7- Ingazeira; 8- Tabira; 9- Triunfo; 10 – Carnaíba; 11- Tuparetama; 12- Santa Terezinha; 13- Brejinho; 14- Itapetim e 15- São José do Egito. Quem quiser, faça igual a mim, passe 40 anos pesquisando e saiba o histórico, a prática, o cotidiano, a trajetória e as tradições poéticas dos 30 municípios iluminados dos sertões de Pernambuco e da Paraíba;

 

QUARTA NOVENA (ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU) – Esclareça-se, também, que das 12 “cidades” citadas do Pajeú das Flores não há uniformidade similar entre elas. Cada qual teve e tem suas peculiaridades sui generis. Há uma relação parecida, mas o histórico faz-se distinto, inconfundível e autêntico;

 

QUINTA NOVENA (O PÃO NOSSO DE CADA NOS DAI HOJE) – No Pajeú, Santa Cruz da Baixa Verde, Quixaba, Solidão e Calumbi não exalam a mesma verve poética dos demais 12 municípios. Há manifestações e potencialidades isoladas, mas não raízes e frutos cotidianos e genuínos de efervescência no campo da poesia. Tal fato não as torna menores. Simplesmente são universos paralelos;

 

SEXTA NOVENA (PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS) – Tabira não é apenas um centro de produção poética de inteligência genial. Tabira é o município da religiosidade arraigada na alma popular. Tabira tem muito mais. De Dona Nevinha Pires, Dedé Monteiro (e família), Sebastião Dias, Genildo Santana, Pedro de Alcântara, da APPTA, dos educandários de qualidade, das festas populares, da Missa do Poeta, dos Grupos de Dança, do comércio pujante, do Movimento de Música Alternativa, da culturalíssima Feira do Gado, dos vaqueiros, aboiadores, das bandas marciais extraordinárias e das crianças e adolescentes aprendendo versificação com os mestres todo o tempo, dentre outras aptidões. Tabira é, sem dúvida, a “Cidade das Tradições”, tal qual Teixeira, Monteiro, Patos, Brejinho, Itapetim, São José do Egito (única cidade do Brasil a ter a Disciplina de Poesia Popular), Tuparetama, Triunfo e Serra Talhada. Todas elas multiculturais. Tabira não precisa de oficialismo pasteurizado da legalidade em forma de “consolação”. Tabira não necessita de condecorações oriundas de proselitismo politiqueiro. Ela já é sublime pela própria natureza e grandeza de seu povo;

 

SÉTIMA NOVENA (ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO) – Contar poetas por metro quadrado ou somar quem lança mais livros é matemática inútil. O que mede a legitimidade poética de um município é sua história, sua trajetória e suas manifestações conhecidas no Nordeste, no restante do Brasil e fora dele;

 

OITAVA NOVENA (E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL…) – Eis a história inequívoca e inapelável. Por volta de 1720, surgiram os primeiros poetas cantadores na serra de Canudos (hoje, Teixeira), sendo o primeiro genial repentista Agostinho Nunes da Costa, nascido em 1797, pai de três filhos cantadores, dentre eles, Ugolino (mais poeta que o pai e os irmãos). Por volta de 1750, alguns repentistas seguiram a nascente do Rio Pajeú (localizada em Brejinho) e encontraram um lugarejo denominado Umburanas (hoje, Itapetim) e lá se alojaram. Por volta de 1780, muitas destas famílias e seus descendentes passaram a residir em uma povoação maior, chamada de São José das Queimadas e depois São José da Ingazeira (hoje, São José do Egito). Por mais que exponha bairrismo, nada mais coerente que Teixeira ser a TERRA-MÃE DA CANTORIA; Itapetim, O VENTRE IMORTAL DA POESIA e São José do Egito, O BERÇO IMORTAL DA POESIA. A sequência foi recorrente. O Rio cuidou de expandir o seu mais rico fruto… O pioneirismo ou nascedouro se manteve nas três estrelas reluzentes das duas regiões circunvizinhas. Teixeira ofuscou o passado e o resgatou; Itapetim sempre manteve o vigor e São José do Egito aglutinou mais e se tornou mais conhecida no Brasil e no exterior. Qualquer versão não passa de versão. O que externo aqui é fato;

 

9- NOVENA FINAL (AMÉM)! –
QUEM NOSSA HISTÓRIA DESMENTE
NÃO CORRÓI O PATRIMÔNIO
COMO O “DETURPADO” ANTÔNIO
MORAES, TÃO INCOERENTE
SEU GESTO FOI IMPRUDENTE
ILEGÍTIMO, BANAL
UM ERRO CRASSO, FATAL
POR SER NÉSCIO NA RAZÃO…
SERTÃO É SEMPRE SERTÃO
CAPITAL É CAPITAL!
(POR NENEN PATRIOTA – Em 24/06.2017)

Rotary SJE promove atividades nesta quinta (22)

Projeto Leitura Itinerante

O Rotary Club de São José do Egito entregou no Fórum local livros que ficarão expostos na recepção da instituição para serem lidos pelo público e que também poderão ser levados por qualquer cidadão que se interessar.

O Projeto Leitura Itinerante tem o intuito de proporcionar o incentivo à leitura, devendo assim o cidadão procurar ler e repassar para outras pessoas que venham despertar o interesse.

Rotary Club SJE empreende no Fórum Projeto Leitura Itinerante. Foto: Rotary Club SJE
Rotary Club SJE empreende no Fórum Projeto Leitura Itinerante. Foto: Rotary Club SJE

Rotary e Maçonaria doam cadeiras de rodas ao Fórum e Ministério Público

Uma parceria entre Rotary e Loja Maçônica de São José do Egito resultou na doação de três cadeiras de rodas nesta quinta (22) – duas para o Fórum e uma para o Ministério Público.

As cadeiras servirão às pessoas com deficiência física ou aquelas que apresentam problemas de locomoção e carecem resolver assuntos de seus interesses nestas instituições.

rotary_maçonaria_cadeiras_01
Rotary SJE e Maçonaria entregam cadeiras de rodas no Fórum e Ministério Público. Foto: Rotary Club SJE

Com informações de Tarcízio Leite

Nesta quinta Câmara SJE realiza sessão para votação de matérias, entre elas redução de recesso e reuniões itinerantes

Câmara de Vereadores de São José do Egito. Foto: Saojosedoegito.Net/GP
Câmara de Vereadores de São José do Egito. Foto: Saojosedoegito.Net/GP

Nesta quinta-feira (22) a Câmara de Vereadores de São José do Egito realizará sessão ordinária às 9h. A convocação partiu do presidente Antônio Andrade para a votação de algumas matérias, entre elas a implantação das sessões itinerantes no segundo semestre deste ano, a redução do recesso parlamentar do meio do ano e o anúncio de retorno do projeto Parlamento Jovem, com a divulgação do calendário de atividades.

De acordo com informações repassadas ao blog, Andrade ainda deve convocar sessão extraordinária para o dia 03 de julho, para que o projeto de redução do recesso do meio do ano entre em segunda votação, como exige a Lei Orgânica.

No próximo mês de agosto já serão iniciadas as sessões itinerantes. No segundo semestre serão nove reuniões realizadas em distritos, povoados, vilas e comunidades rurais. Os lugares e datas serão divulgados na sessão desta quinta (22).

Sábado (24) será feriado em São José do Egito e a feira foi antecipada para sexta (23)

Sábado (24), dia de São João, será feriado em São José
Sábado (24), dia de São João, será feriado em São José

No próximo sábado (24), dia de São João, será feriado em São José do Egito. A data faz parte do calendário onde constam quatro feriados oficializados através de lei.

Neste ano a data cai num sábado, dia da feira livre em São José. Em função do feriado a prefeitura comunicou que a feira será realizada na sexta (23).

Vereador Rogaciano Jorge solicita implantação de sistema que garanta internet grátis para moradores da zona rural de São José do Egito

Rogaciano Jorge. Foto: Marcello Patriota
Rogaciano Jorge. Foto: Marcello Patriota

O vereador Rogaciano Jorge (PSB) empreendeu uma indicação interessante para moradores da zona rural. Aprovada na última sessão ordinária da Câmara de São José do Egito, sábado (17), a matéria dá ao Poder Executivo a ideia de implantação de um sistema Wi-Fi que garanta internet grátis para atender quem mora fora da sede do município.

Aprovada por unanimidade, a Indicação nº 112/2017, propõe ainda que a prefeitura analise se há viabilidade financeira e havendo possibilidade que envie à Casa do Povo projeto com a criação desse sistema.

O vereador Rogaciano Jorge é da base de situação e aliado de primeira linha do prefeito Evandro Valadares (PSB).

Confirmada a realização da II Fenesje (Feira de Negócios de São José do Egito)

Em 2017 a Fenesje será no Pátio de Eventos. Arte: Divulgação
Em 2017 a Fenesje será no Pátio de Eventos. Arte: Divulgação

Foi lançado o projeto para realização da II Fenesje (Feira de Negócios de São José do Egito). O Conselho de Desenvolvimento, a CDL e a Adesje já iniciam a divulgação da pré-inscrição de quem deseja colocar stand durante os três dias do evento.

Em 2017 a feira acontece nos dias 7,8 e 9 de setembro; ano passado foi realizada em dezembro. Outra novidade é que o evento será no Pátio de Eventos Miguel Arraes de Alencar, no Planalto. Ano passado foi na Av. Marechal Rondon.

A pré-inscrição pode ser feita nas sede da CDL (Rua Gov. Walfredo Siqueira – Rua da Baixa) e da Adesje (Rua João Pessoa – antigo Centro de Cultura).

Em pronunciamento, vereador Alberto de Zé Loló fala sobre polêmico projeto que confere a Tabira o título “Capital da Poesia”

Na sessão ordinária da Câmara SJE deste sábado (17) o vereador Alberto de Zé Loló (PT) discursou sobre a polêmica envolvendo projeto do deputado estadual Antônio Moraes que confere o título “Capital da Poesia” para Tabira.

Alberto Loló foi aparteado pelos vereadores Albérico Tiago, Rona Leite e Claudevan Filho.

Confira no vídeo o pronunciamento com apartes:

Artigo: O Pajeú é um só! > Por Mariana Teles (sobre a polêmica envolvendo o tema “Capital da Poesia”)

Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada
Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada

O Pajeú é um só!

 

Melhor do que receber títulos, somente a graça de merecê-los.

O Pajeú acompanhou na última semana a divulgação de um Projeto de Lei de autoria do Deputado Estadual Antônio Morais (PSDB) que torna Tabira a Capital Estadual da Poesia. Ponderar a grandeza cultural que Tabira gera e alimenta é redundância. Tabira é mãe de inspirados poetas e de fato, vive uma atmosfera de cultura popular que vai das urnas aos palcos.

No entanto, o País Pajeú – que reúne 17 cidades no eixo que respira a poesia popular – parecia já haver superado o obsoleto debate de quem é berço, quem é ventre, e quem é capital da poesia. Discussão que jamais colaborou com a valorização institucional da cultura popular e que atrasou a integração de uma região que unida é maior em arte e em trabalho.

A pirotecnia política de um projeto de lei dessa natureza fere de morte a arte que é produzida em todas as outras cidades. Não é hora de discutir quem gerou mais poetas, onde reside mais cantadores, muito menos qual cidade merece o título. A legitimidade de região da poesia foi conferida pela história. É uma legitimidade secular e corroborada pelo povo.

Somos, enquanto pajeuzeiros e produtores do belo, invisíveis aos olhos políticos quando o assunto é investimento. Quando agonizamos na ânsia de elaborar um plano de política cultural que contemple cada cidade. Não vejo a Assembleia Legislativa de Pernambuco empenhar nenhum esforço na hora de reconhecer que existe uma região que exportou gênios e continua a fomentar espontaneamente a formação cultural de milhares de jovens.

Não é proposto nenhum projeto de lei que reconheça a contribuição do Pajeú na formação da história e da identidade do povo de Pernambuco. Não existe no Palácio da Princesas uma porta aberta quando o assunto é discutir e investir na cultura sertaneja.

É esse tipo de Projeto de Lei que o Pajeú precisa.

É o título de Região que reconhece e valoriza os artistas e os produtores culturais.

Muito do potencial inclusive econômico da nossa terra poderia ser potencializado pela gestão cultural responsável e estruturada, mas quando finalmente um olhar político resolve nos enxergar o que consegue propor é o retorno de um debate pequeno e que envergonha o patamar cultural que a região conquistou.

Tabira é a terra das tradições. Mãe do patrimônio vivo Dedé Monteiro. Elegeu por duas vezes um poeta repentista para o executivo municipal. Mas compreendo que eleger uma cidade que apesar de indiscutível destaque no cenário cultural não é exceção de uma região é simplesmente fechar os olhos para outras 16 que com ou sem título, fomentam, aquecem e imprime os valores da poesia na formação dos seus cidadãos.

Nós precisamos de integração. De uma política cultural que compreenda e valorize as diversas potencialidades da nossa região de forma paritária.

Tenho absoluta certeza que não é projeto de lei de Deputado Estadual que por ser votado em determinado município vai arrancar a legitimidade que a história já concedeu a um povo e uma região.

Enquanto os olhos políticos estiverem concentrados em faturar politicamente em cima da cultura, a causa poesia popular será manuseada como objeto de adorno e bravata partidária, longe da reverência justa que merece.

Não precisamos de mais títulos. Nossos títulos foram construídos no empenho de dezenas de cantadores de viola que elevaram o nome da nossa região Brasil a fora. Nosso título nasceu com Os irmãos Batistas (que só deletaram sentimentos e acumularam fãs), com Rogaciano Leite, Zezé Lulu, Job Patriota, Zé Catota, João Paraibano e diversas estrelas que compõe a constelação Pajeú.

Nosso título continua sendo legitimado. A safra nova não decepciona e se multiplica com uma força e uma rapidez que parece o embalo de um martelo a desafio ou de um galope a beira mar.

O título que o Pajeú precisa não é eleger uma Capital. É reivindicar investimento para fortalecer a integração de cada uma cidade irmã. Nós somos Tabira, São José, Tuparetama, Itapetim, Solidão, Carnaíba, Quixaba, Serra Talhada, Triunfo, Ingazeira, Afogados da Ingazeira, Santa Terezinha, Calumbi, Santa Cruz da Baixa Verde, Iguaracy.

Somos um soneto de Dedé Monteiro na voz de Antônio Marinho!

Somos um só povo, uma só arte e uma só história.

O capital que precisamos não é no sentido de cidade, é no sentido de recurso. Só assim seremos do tamanho do que produzimos. Integrados e exportando para o mundo a poesia popular em todas as suas dimensões.

 

Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada.

 

* Este artigo reflete a opinião do blog

Última sessão da Câmara SJE no primeiro semestre com debates quentes e votação de matérias

Última sessão ordinária da Câmara SJE no primeiro semestre de 2017. Fotos: Ascom Câmara SJE
Última sessão ordinária da Câmara SJE no primeiro semestre de 2017. Fotos: Ascom Câmara SJE

Última sessão da Câmara SJE no primeiro semestre com debates quentes e votação de matérias

Hoje (17) aconteceu a última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de São José do Egito neste primeiro semestre de 2017. No próximo sábado (24) será feriado na Terra dos Poetas e de 1º a 31 de julho o legislativo estará em recesso parlamentar. Como vem ocorrendo nas últimas reuniões, o grande expediente, com os pronunciamentos, abriu os trabalhos. Após os debates na tribuna e os tradicionais apartes, o pequeno expediente entrou em cena com as leituras das matérias que constavam na pauta da ordem do dia. A condução dos trabalhos foi do presidente Antônio Andrade (PSB).

A oposição ao governo municipal apresentou diversas denúncias relacionadas à administração pública e a situação participou dos debates defendendo posicionamentos da atual gestão.

Ainda foi debatida a polêmica em torno de projeto de autoria do deputado estadual Antônio Moraes que dá o título “Capital da Poesia” à Tabira. É de conhecimento público a tradição de São José do Egito carregar há décadas essa homenagem. O discurso do vereador Alberto de Zé Loló foi todo baseado em repudiar o projeto e esclarecer que esse tipo de matéria “apenas contribui para segregar e não congregar culturalmente os municípios”. Vários parlamentares apartearam Loló e manifestaram-se também contrários ao ato de Moraes. A Câmara deve encaminhar à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nos próximos dias carta se posicionando sobre a matéria.

Dentro do campo das discussões de matérias de origem da própria câmara, além de indicações, requerimentos e moções, o destaque se dá para projetos de autoria dos vereadores Rona Leite (PT) e Albérico Tiago (PR).

Do petista foi aprovado o PL nº 005/2017 instituindo o Dia do Gari, que oficialmente passa a ser comemorado em São José no dia 16 de maio. Do republicano entrou em discussão o PL nº 007/2017 que denomina diversas ruas no bairro Morada Nova. A matéria está agora em apreciação e deve ser votada apenas no segundo semestre.

A sessão contou ainda com a participação do secretário municipal de Agricultura Marcos Brito que trouxe esclarecimentos acerca de questionamentos emitidos por parlamentares no tocante à escavação de cisternas por parte da prefeitura.

A próxima sessão da Câmara SJE será em 05 de agosto. Durante o recesso a Casa do Povo funciona com expediente interno. Apenas não haverá reunião plenária ou de comissões.

câmara_sje_170617_002 câmara_sje_170617_003