interrogaçãoNa ETE – Escola Técnica Estadual Célia Siqueira, em São José do Egito, temos os cursos Técnicos de Administração e Meio ambiente.

Em setembro de 2016 o Rotary Club de São José do Egito, através de seu Presidente, Tarcízio Leite, fez palestra nesta escola sobre o Tema Gestão Pública – Educando para Cidadania.

Nesta oportunidade firmamos compromisso com a Escola para oferecer Estágio para os alunos do curso Técnico em Administração.

Encaminhamos a CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas de São José do Egito, ofício solicitando participar da parceria para o estágio.

Como os alunos estudam em horário integral, sugerimos à escola que o Rotary oferece treinamento para os alunos sobre o MEI – MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL – capacitando-os à constituição da empresa e orientação para o Microempreendedor Individual.

A ideia é que os alunos aos sábados façam o atendimento na sede da CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas – onde receberam a demanda e durante a semana irão executar o trabalho acompanhados por profissionais da Escola Técnica e do Rotary e no sábado seguinte, de volta ao atendimento na CDL, entreguem os documentos da empresa constituída, prontos para que ela possa funcionar.

Os alunos terão no site do Rotary, uma página, onde no link Serviços (https://rotaryclubsje.wixsite.com/rcsaojosedoegito/servicos) recebem toda orientação para atendimento ao Microempreendedor Individual.

Este trabalho terá início ainda neste mês de outubro proporcionando ao pequeno empreendedor a oportunidade de se legalizar e receber orientação, e ao aluno do curso Técnico em Administração a oportunidade de se capacitar para o mercado de trabalho.

Isto é “Rotary a Serviço da Humanidade”.

Esta matéria foi publicada no Saojosedoegito.Net no dia 19 de outubro de 2016, e como forma de dar uma satisfação aos nossos leitores, venho aqui informar que as palestras, o treinamento para os alunos selecionados e todos os nossos compromissos foram cumpridos.

Porque o estágio não aconteceu só quem pode informar é a ETE e seus parceiros, Rotary, e CDL, pois como profissional realizei tudo que foi proposto.

 

Texto: Tarcízio Leite

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ESTÁ QUENTE EM SUA CIDADE?

 

A nossa região é caracterizada por temperaturas elevadas durante quase todo o ano.

Nestes últimos meses a população tem reclamado bastante do calor intenso em praticamente toda região.

Dentro deste contexto tenho aqui a intenção de mais uma vez buscar discutir questões relacionadas ao meio ambiente, chamando atenção da sociedade e do poder público com relação aos descasos com a natureza.

A poucos dias tratamos em outro artigo publicado sobre a questão do reaproveitamento da água do Mercado e Açougue público em São José do Egito para arborização e manutenção de uma área verde na praça Antônio Jorge, que fica em frente ao mesmo.

Desta vez, gostaria também de questionar os critérios utilizados, se é que existem, para arborização das cidades, pois é bem visível a plantação de árvores que, além de não fazer parte da nossa região, não tem tratamento adequado inclusive no que diz respeito a sua poda.

Temos árvores em nossas praças que uma pessoa de estatura mediana não pode ficar em baixo em função da altura.

Em determinadas ruas não temos uma árvore, e alguns comerciantes ainda consideram inadequada a plantação em função do descarrego de mercadorias em frente ao seu estabelecimento.

Precisamos rever estes conceitos. Acredito que isto seja uma questão de planejamento.

Mas os Governos Municipais estão preocupados com o meio ambiente? E a população, está? Se estão, o que estão fazendo de concreto?

Não podemos esperar apenas pelos gestores públicos, independente da esfera e do problema, precisamos como cidadãos e cidadãs estar dispostos para apontar solução antes de ficar apenas apontando problemas, porém precisamos da abertura e disposição dos gestores públicos para ouvir e discutir a viabilidade.

Outro problema é a questão do desmatamento para loteamentos, onde podemos encontrar toda infraestrutura como meio fio e até calçamento, só não encontramos uma árvore plantada, mesmo as avenidas já estando planejadas.

Trinta por cento dos loteamentos são destinados para os municípios, porém não existe disposição dos seus gestores em construir uma área verde no loteamento, mesmo estando disposto na legislação de uso e parcelamento do solo (Lei 6766/79).

Assim também acontece com as ruas e avenidas de nossas cidades, como estamos relatando.

Estamos o tempo inteiro a reclamar do calor intenso, mas não estamos dispostos a discutir soluções para minimizar o problema.

Na década de setenta, não tínhamos calçamento na maioria das ruas e cada morador mantinha a frente de sua casa limpa e assim a rua permanecia limpa.

Hoje temos calçamento, asfalto, pagamos a taxa de limpeza pública para o município manter a cidade limpa, mas qual o cidadão ou cidadã que tem a disponibilidade de adotar uma árvore?

Adotar é diferente de plantar. Quando falo adotar seria plantar e cuidar, colocando água para mantê-la, pois desta forma poderíamos com o mesmo consumo d’agua proporcionar o verde nas nossas ruas, praças e avenidas, e minimizar a alta temperatura, pois a água pode e deve ser reutilizada.

Podemos reutilizar a água da pia para colocar nas plantas, a água do ar condicionado para lavar o carro ou cuidar do verde preservando o meio ambiente e melhorando a qualidade de vida.

Com isto podemos observar que a responsabilidade partilhada entre o governo e o povo pode gerar grandes benefícios economizando água, recursos financeiros, dentre outros, para melhoria da qualidade de vida.

O grande problema está na falta de conhecimento sobre a importância da educação ambiental para melhoria da qualidade de vida, e na vontade dos governantes de promover a política pública como instrumento de implementação de projetos de interesse coletivo com o melhor custo/benefício.

 

Tarcízio Leite

E-mail: tarcizio.leite@hotmail.com

WhatsApp: 87 9 9992-3163

 

Obs.: Os artigos de Tarcízio Leite vão sempre ao ar às quartas-feiras. Impreterivelmente nesta semana a coluna está sendo postada na quinta (29).

 

– As opiniões emitidas pelos colunistas e leitores são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião do Saojosedoegito.Net.

espiritonatalinoFELIZ NATAL!

Chegamos ao final de mais um ano onde as pessoas, normalmente, se preparam para ceia de Natal, passagem de ano, confraternização natalina, enfim, há uma grande motivação para festas e preparação para um ano novo.

Muitos dizem que é momento de fazer uma retrospectiva sobre o ano que está chegando ao fim para planejamento do ano que se aproxima. Você já teve tempo de fazer a sua?

Se não teve as redes de TV vão fazer, só não sei se a sua retrospectiva está inclusa na história que elas vão contar e que você com certeza quer assistir.

Como está a sua preparação para o Natal? Árvore pronta, ceia encomendada ou ingredientes já preparados, e os convites? Já entregou todos? Não esqueceu ninguém? Que bom, agora é só festejar.

Neste período a correria é muito grande, muitas vezes só temos tempo para comprar os presentes, preparar os ingredientes para ceia, entregar os convites e daí falta o tempo para nossa retrospectiva.

Mas como dizem, faz parte!

Vou aqui tentar fazer a minha reflexão ao invés de retrospectiva, e se você tiver tempo de acompanhar, nesta acredito que tenha alguma coisa que possa se encaixar na sua.

Um jovem se aproximou, e disse a Jesus: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: Se você quer entrar para a vida, guarde os mandamentos. O jovem perguntou: Quais os mandamentos? Jesus respondeu:

Não mate. Não cometa adultério. Não roube. Não levante falso testemunho. Honre seu pai e sua mãe. E ame seu próximo como a si mesmo.

Independente de nossa crença religiosa, vamos aqui ver se o que está escrito em Matheus 19 – 16 tem a ver com a nossa vida.

Como já disse, mesmo que você não acredite em Deus, você acha correto este mandamento: Não mate!

E o que entendemos por, NÃO MATE! Será apenas tirar a vida física das pessoas? Será que já matamos alguém?

Será que quando alguém vem até nós, falar dos seus projetos, e não temos tempo para escutá-los porque a nossa preocupação é com o nosso trabalho, com a toalha que ficou em cima da cama, com a caminhada que não foi possível fazer, o que estamos fazendo com esta pessoa?

Será que quando rotulamos o aluno na escola, ou o filho em casa de incapaz, o que estamos fazendo?

E quando desprezamos os nossos pais, colocamos eles sempre em segundo plano, são sempre tratados como impotentes, incapazes, inúteis, o que estamos fazendo? Qual a nossa ação em relação a vida?

Não cometa adultério. Para os cristãos o que significa Adultério? Violação, transgressão da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial. Isto basta?

Simplificando, qual o nome mais comum que poderíamos dar a esta regra? Será que respeito não seria o suficiente e mais abrangente?

Considerando respeito, como está a relação de respeito em relação ao cônjuge? Tenho procurado respeitar ou apenas cumprir a regra do adultério onde não tenho relação carnal com outra pessoa? Isto basta?

E com os nossos filhos? Há uma relação mútua de respeito? Ou apenas de medo recíproco? Temos conseguido colocar limites, ou apenas proibições?

Não roube. Na linguagem jurídica e divina, seria o ato de subtrair coisa móvel alheia mediante grande ameaça ou violência.

E quando tiramos a paz, a esperança, a liberdade responsável, e algumas vezes sobre graves ameaças, que pela mente doentia, não nos damos conta, o que isto significa? Ou isto não acontece?

Não levante falso testemunho. Já pensamos sobre esta atitude? E o que é isto? Nada mais do que faltar com a verdade, mentir.

Este, assim como os outros, também leva a morte, pois quando falamos inverdades em relação a outra pessoa, acusamos de coisas que não temos certeza, não estamos apenas ferindo a honra, mas também provocando a angústia, a depressão, doenças da alma que desencadeiam outras doenças físicas capazes de subtrair-lhes a vida.

Honre seu pai e sua mãe. Poderíamos dizer que este seria um dos mandamentos direcionados aos filhos, que devem respeitar e admirar os seus pais.

Mas este seria um dos mandamentos mais universal, onde devemos respeitar e admirar nossos pais, dentre outros parentes, os nossos professores e alunos, a sociedade como um todo, pois se assim fosse teríamos uma sociedade mais justa e mais humana.

Vamos aproveitar para pensar: Estamos respeitando e admirando as outras pessoas? Estamos dando motivo para ser respeitados e admirados?

E por fim, ame seu próximo como a si mesmo. Quem ama a si mesmo, normalmente previne o seu próprio sofrimento. Portanto, se você ama ao seu próximo como a si mesmo, buscará prevenir o sofrimento dele.

Aqui se trata de uma questão simples do ponto de vista teórico e talvez complexa do ponto de vista prático.

Em primeiro lugar, você ama a si próprio? Se você ama seu próximo, de que forma?

É preciso diferenciar o amor do gostar, da paixão, do carinho e principalmente, do interesse.

As vezes estamos distantes fisicamente, mas o amor atencioso que transmitimos é bem mais intenso do que as reclamações que recebemos dos que estão presentes.

Mas não devemos esquecer que, amar não é suportar o outro, não é dar coisas materiais, é muito mais, é querer está perto para prevenir o sofrimento que possa estar por vir e aproveitar o presente, não só para afagar, mas para proporcionar paz, harmonia e coragem para suportar as adversidades da vida e viver a felicidade que a vida nos proporciona.

Um Feliz Natal, e que a manjedoura que se encontra em nossa sala seja apenas uma réplica da que se encontra em nosso coração.

Que neste natal, possamos abraçar a cada um como sinal de amor e não de obrigação, para que possamos crescer fortes e unidos no amor de Deus.

 

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CRISE ECONÔMICA OU POLÍTICA?

 

O nosso país está passando por uma grande crise econômica provocada por uma crise política, fruto de grandes escândalos financeiros.

O povo ainda embriagado pelo pleito eleitoral que acaba de acontecer nos municípios brasileiros, continua a defender bandeiras em função da crise e da defesa do empreguismo inconsequente.

Defende-se a moral e a ética, desde que estas não façam parte da sua conduta, pois enquanto defendem estes princípios, buscam-se cargos e empregos no setor público sem o compromisso de melhorar da qualidade de vida do cidadão.

É preciso investir na educação e na formação cidadã para que possamos transformar os interesses privados em desenvolvimento econômico e social, onde o propósito não seja repetir os atos inconsequentes em função da falta da ética e da moral estampados em algumas instituições.

É necessário que a sociedade passe a entender que dar emprego é contratar, e contrato no serviço público nem sempre gera renda, mas gera despesas e pode diminuir a qualidade de vida das pessoas em função da falta de educação, saúde, saneamento básico, por falta de recursos financeiros.

Gerar emprego e renda no serviço público é quando esta contratação se dá por empresas que vêm executar obras contratadas pelo município que aplica os impostos arrecadados do cidadão, sejam estes, municipal, estadual ou federal, pois desta forma proporciona INVESTIMENTO para o desenvolvimento econômico e social do Estado e dos municípios, ou quando esta contratação não é apenas a oferta de cargos.

Precisamos analisar os fatos para não sermos influenciados por pessoas sem compromisso social, por discursos demagógicos de pessoas que têm condição econômica e capacidade técnica, mas não têm a coragem e a determinação de empreender para gerar emprego, renda e qualidade de vida para o povo, pois a sua preocupação é sempre com o seu bem-estar.

Todo cidadão e cidadã têm o direito de escolha, mas também tem responsabilidade com suas escolhas, e para isto é necessário o desenvolvimento não apenas da educação formal, mas da formação cidadã onde os princípios éticos e moral sejam trabalhados não só na escola, mas também na família, célula mater da sociedade.

Dentro destes princípios, defendo o que os políticos quando gestores não têm o menor compromisso e interesse que aconteça, pois muitas vezes conduzidos por pessoas egocêntricas, quando não são elas próprias, impedem o desenvolvimento da educação fiscal e financeira dentro das escolas e das comunidades, apenas por falta de conhecimento.

Por isto, se faz necessário que as pessoas passem a se candidatar para serem gestores públicos, servidores públicos, e não continuar com a concepção de ser servido pelo poder público, pois quando o povo começar a perceber esta lógica, é possível que os gestores mudem a forma de gerir e coloquem servidores comprometidos com o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida do seu povo.

 

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O desafio de inovar, mesmo na crise

 

Na última quarta-feira, dia 23 de novembro, publiquei um artigo com o título “Valorização do Professor” neste mesmo espaço (http://saojosedoegito.net/?p=1363) onde faço alguns questionamentos.

Dentro destes questionamentos, quero aqui apresentar propostas para realização das ações que deverão ser discutidas, inclusive com a população, quando possível.

No mês de janeiro de 2017, independente dos gestores terem sido eleitos ou reeleitos, teremos o início de novas gestões onde algo de diferente deve ser implantado e implementado nos municípios.

Está na hora de descartar as velhas práticas da política eleitoreira e colocar em prática as políticas públicas.

Está na hora de parar de reclamar da falta de educação e de limites que os pais não dão aos seus filhos e convidar os pais a participar da escola dos seus filhos.

Isto é difícil? E o que é fácil? Ou é preferível fazer o que é mais conveniente?

Quando falo da climatização das salas de aulas, de gelágua, é porque vejo um momento oportuno de se trabalhar a educação financeira junto com a educação intelectual para formação cidadã.

Por que nossas cidades necessitam de sinal de trânsito e aplicação de multa para quem não o respeitar?

Porque não temos respeito pelas pessoas, em função da falta de educação e limites dados pelos pais.

Se não temos, somos forçados a obedecer através da imposição de penalidades.

Portanto, é hora de convidar alunos e pais na escola e trabalhar a educação financeira e a educação para formação de cidadãos.

Dentro deste processo é de extrema necessidade convidar os pais, os conselhos escolares, Conselhos Tutelar, se for o caso Ministério Público e pactuar o compartilhamento de responsabilidades.

Os municípios promovam a recuperação de suas escolas e daí o “Pacto será pela Educação”, onde deve-se apresentar os gastos com a manutenção da escola, dentre eles, pintura de sala de aula, consertos de mobiliários como carteiras escolares, reposição de vidros quebrados recuperação de portas e janelas, banheiros e mostrar a necessidade e importância da educação doméstica para conservação do patrimônio público.

Os alunos que mantiverem salas com paredes e carteiras escolares em perfeito estado, receberão ar condicionado e gelágua em sala de aula, tendo em vista o valor economizado com a possível manutenção que seria feita.

Com isto começamos a educar, e preservando a sala de aula, será possível preservar o restante da escola, pois a educação não será no sentido apenas da premiação, mais da responsabilidade de se preservar o patrimônio público.

Trabalhando esta educação nas escolas, de forma concreta, ela poderá se estender pelas ruas e podemos ter uma cidade limpa e mais humanizada através do respeito.

Poderemos no futuro ter profissionais mais humanizados, principalmente na saúde, onde estejam mais dispostos a trabalhar em função da vida e menos voltados apenas para o dinheiro.

Isto é um trabalho que pode não ser realizado em um ano ou em uma gestão de quatro anos, mas é necessário iniciar, pois onde não se começa não se pode terminar.

Quanto à informatização das escolas é possível sim. É possível informatizar de forma que as matrículas realizadas nas escolas sejam acompanhadas em tempo real pela Secretaria de Educação.

Que o boletim do aluno seja publicado em redes de computadores e que as reuniões com os pais sejam para apresentar os pontos fortes e fracos dos seus filhos e orientar na sua caminhada.

Que os professores possam fazer a chamada e registrar suas aulas em tempo real de forma eletrônica.

Tornando possível também acompanhar o desempenho dos profissionais para que os planos de carreiras possam projetar a valorização do profissional educador, observando o seu desempenho e dedicação ao magistério.

Com isto é possível dar a oportunidade de profissionais qualificados desenvolverem um trabalho de qualidade que promovam a educação, pois sabemos que a falta de critérios para avaliar os profissionais muitas vezes provocam injustiças e desvaloriza o magistério e desestimulam o profissional que recebe as mesmas vantagens de quem nada produz.

Você já imaginou quantos profissionais da educação não desenvolvem um trabalho a altura do de sua capacidade por falta de estímulo?

Você já imaginou quantos profissionais da educação desenvolvem um trabalho de péssima qualidade e são suportados por serem concursados e muitas vezes apadrinhados?

Só com critérios técnicos e seriedade dentro da administração pública é possível promover a justiça entre os servidores da educação.

É preciso que o poder público se desapegue do empreguismo e da distribuição de cargos, esqueça de fazer o que todos fazem e queira fazer a diferença, e se volte para uma administração pública colocando pessoas comprometidas com o desenvolvimento da educação.

 

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VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR

 

Muito se fala na valorização do professor, mas o que pensam os profissionais da educação sobre isto? O que está sendo trabalhado de forma concreta neste sentido? O que pensam e o que fazem os gestores públicos?

Precisamos analisar alguns aspectos para que isto fique bem claro para o cidadão e também para o profissional da educação, que muitas vezes não se valoriza, principalmente quando lhes são oferecidos cargos e eles entendem como vantagens.

A valorização do professor não se limita a remuneração, mas também a um plano de carreira onde não seja necessário ficar mendigando cargos de diretor, secretário, dentre outros para que possa ter uma melhor remuneração, ou seja, deixar de ensinar.

É preciso condições mínimas de trabalho, e o que seria isto na visão dos profissionais de educação, dos gestores e pais de alunos?

Enquanto diretores, secretários e outros profissionais da educação trabalham em pequenas salas climatizadas, os professores trabalham com um número de alunos que chegam em média a 38, em salas totalmente quentes, sem ventiladores, porque os que têm não funcionam, material de péssima qualidade e na maioria das vezes colocam do próprio bolso e ainda têm que pedir aos pais de alunos.

Enquanto os gestores de uma escola trabalham com sistemas informatizados, o professor tem que preencher uma caderneta colocando frequência, notas, parecer do aluno, dentre outros, tudo manuscrito.

A administração da escola é diferenciada em todos os sentidos, enquanto têm banheiros exclusivos, os professores usam os dos alunos, onde não têm, na maioria das vezes descargas funcionando, como é o caso de nossa cidade.

Água, os professores têm que levar de casa, pois nas escolas, em sua maioria, não têm água tratada, gelágua só na sala dos gestores.

A questão não é se os gestores têm esse direito, até acho que devem ter, mas por que o professor, com em média 38 alunos em sala de aula, será que não tem?

Respeito, acabamos de relatar a sua falta pelos gestores, e os alunos e pais de alunos?

Se o poder público acha que nada pode fazer, o que nós como cidadãos e pais de alunos podemos fazer?

O mínimo seria educar os nossos filhos para que eles passem a respeitar o professor dentro e fora da escola. Procurar fazer visitas periódicas à escola, não com a finalidade de fiscalizar os filhos, mas de valorizar o ato de participar da escola e estimular a desenvolver o conhecimento.

Estamos colocando os nossos filhos na escola para que tenhamos tempo livre para trabalhar; para o professor educar ou para formação intelectual?

Precisamos tratar o professor como formador e não como cuidador de crianças e jovens, pois este papel é dos pais, e isto também faz parte da valorização profissional.

Qual a atenção que os gestores públicos dão para a formação destes profissionais?

Mesmo sendo legalmente obrigado a contratação através de concurso público, isto muitas vezes não acontece por este Brasil afora, e qual o critério utilizado para contratação deste profissional?

Qual a atenção direcionada para a formação continuada dos profissionais da educação?

Tudo isto faz parte da valorização, não só do professor, mas da educação.

E a remuneração destes profissionais, como é tratada? É preciso deixar claro que elevar os salários dos profissionais do magistério é uma opção mais política do que técnica.

Implica em ver a Educação como a principal fonte sustentável de desenvolvimento de um país, ou seja, é questão de prioridade.

Os municípios, muitas vezes são os mais penalizados, pois os recursos vêm da União, como o FUNDEB, por isto é preciso administrar bem, principalmente as contratações, para que nesta divisão se tenha recurso para desenvolvimento e manutenção da educação.

De todas as receitas que o município recebe, exceto convênios e programas, vinte e cinco por cento deverá também ser aplicado no desenvolvimento da educação.

Para isto é necessário, uma gestão financeira onde se coloque o profissional da educação como prioridade, oferecendo não só remuneração, mas condições dignas de trabalho, saindo assim destes discursos demagógicos onde o profissional não tem, muitas vezes, condições mínimas para trabalhar. É preciso, primeiro, humanizar e valorizar a educação.

Mais uma vez coloco: Se o poder público não faz a sua parte, nós enquanto pais e cidadãos temos a obrigação de fazer a nossa e depois cobrar.

 

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Arte: Reprodução

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GREVE

Algumas universidades brasileiras, dentre outros órgãos, mais uma vez entram em greve, ou estão discutindo proposta de greve.

Sabemos que a greve é um direito do trabalhador garantido na Constituição Brasileira, e portanto, não há o que se questionar.

Sabemos que a greve nas universidades não é só em função de reivindicações salariais, além deste ponto, existem outros em pauta, tipo a falta de material em laboratórios, dentre outros que não vamos aqui discutir.

Um movimento de forma ordeira e com propostas bem definidas é uma forma não de pressionar, mas de discutir como os gestores públicos a situação das instituições, inclusive levando o debate sobre a remuneração dos profissionais.

Porém, deverá ser observado pelos comandos de greve como estes instrumentos são utilizados e a possibilidade de êxito, pois dentro deste processo, dentro da educação, estão os estudantes que atrasam e deixam de concluir os seus cursos.

É preciso analisar se a decisão é de greve para discussão de propostas pela melhoria na qualidade da educação ou se é apenas um período de férias onde muitos vão para casa, outros para os seus empreendimentos particulares, como escritórios e consultórios, apenas paralisando as suas atividades nos setores onde têm vínculos empregatícios?

Assistimos alguns movimentos grevistas onde profissionais simplesmente abandonam os seus postos de trabalho, vão para casa descansar ou para os seus serviços privados e não levam em conta o objetivo real da greve que é lutar por melhorias salariais e outras reivindicações propostas para a classe.

Isto não se chama greve, mais sim férias ou recesso para cuidar de atividades privadas.

Portanto devemos estar atentos e discutir estas questões que muitas vezes não percebemos o quanto nos afetam.

Não sou contra a greve, pelo contrário, é justo e necessário que aconteça, porém de forma organizada, ordeira e com propósitos definidos e que as paralisações tenham como objetivo lutar por direitos da classe, discutir propostas e não simplesmente abandonar o posto de trabalho aproveitando para um recesso em suas atividades.

Pois os vencimentos (salários) dos servidores públicos são pagos pelo contribuinte, pelo cidadão que pensa que não paga imposto porque não sabe que o verdadeiro imposto está embutido no preço dos produtos que ele adquire no seu dia-a-dia.

Portanto, quando há uma greve, independente do setor, quem paga a conta é o contribuinte, é o cidadão, por isso devemos estar atentos a estes movimentos, apoiar com responsabilidade e cobrando responsabilidade de quem o promove.

Este é um debate que é interessante ser construído buscando a justiça para todos e não simplesmente defendendo bandeiras em função do jogo político.

As únicas bandeiras que devemos levantar são as bandeiras da paz e da justiça onde os únicos vencedores que precisamos defender é o povo que trabalha, paga impostos para manter o serviço público funcionando em defesa de cada cidadão e cidadã.

Tarcízio Leite – 16 de novembro de 2016.

 

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liberdade

É importante trabalhar a liberdade, porém em primeiro lugar precisamos entender o que isso significa.

É preciso diferenciar liberdade do desapego.

Liberdade não significa fazer o que você quer.

Significa nos libertar das opressões, do ódio, do rancor, dos vícios, das preocupações com a vida das pessoas, inclusive nos livrar da vaidade pois isto pode diminuir as angústias e nos trazer paz e prazer no que fazemos.

“É bom lembrar que precisamos nos preocupar com as pessoas, o que é bem diferente de se preocupar com a vida das pessoas”.

A liberdade nos dá a oportunidade de amar e ser amado, enquanto o apego aprisiona, escraviza e destrói.

Não precisamos nos apegar às pessoas, precisamos amá-las.

Não precisamos nos apegar às coisas materiais, precisamos saber a importância da sua utilidade para que elas possam ser instrumentos de prazer e não de sofrimento, principalmente das pessoas que em tese, dizemos que amamos, mas não somos capazes de proporcionar a felicidade em função do egocentrismo.

O apego e a vaidade são instrumentos preocupantes, uma vez podam a oportunidade e a liberdade de construir.

É neste sentido que necessitamos de nos libertar da vaidade, do apego e principalmente do reconhecimento, uma vez que o egocentrismo e a vaidade causam ciúmes e impedem pessoas de incentivar os benfeitores através do simples fato de reconhecer.

O apego é a necessidade do ter para satisfação do ego (egocentrismo).

O amor é um sentimento que leva a pessoa a necessidade de fazer outra pessoa feliz.

Por isso escuta a voz silenciosa da emoção, sente a necessidade do outro e sente-se feliz com a felicidade do outro.

Diferente do apego (egocentrismo) onde as pessoas se sentem perturbadas com o sucesso do outro.

Isso confirma que a felicidade está na liberdade, quando esta liberdade significa compromisso e não apego.

 

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