Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

NOVENÁRIO DA VERDADE! (TÍTULO ALTERNATIVO: O SERTÃO NÃO QUER SER A CAPITAL)!
PRIMEIRA NOVENA ( PAI NOSSO QUE QUE ESTÁS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME) – O primeiro equívoco do deputado Antônio Moraes é imaginar que capital seja algo superior. Capital não é crédito, mérito ou honraria. Capital é centro administrativo e centro político de altíssima responsabilidade. Sertão não é descrédito, demérito ou desonra. Sertão é raiz, identidade indestrutível e PATRIMÔNIO Cultural da Resistência! Eis a distinção. Ela (capital) se sustenta por seus valores; ele (sertão), igualmente;

 

SEGUNDA NOVENA (VENHA A NÓS O VOSSO REINO) – O segundo equívoco (este imperdoável) é mandar elaborar um Projeto de Lei sem conhecimento da temática nem da história de um povo e, muito menos, de toda uma região, que inclusive, ultrapassa as fronteiras da divisa pajeuzeira;

 

TERCEIRA NOVENA (SEJA FEITA A VOSSA VONTADE) – Para esclarecer quem é ignorante na temática da Poesia Popular, é oportuno que se elenque os 30 municípios que carregam o aroma da poesia no sertão de Pernambuco e da Paraíba, excluindo-se naturalmente, os municípios de outras regiões dos dois estados. São 15 municípios paraibanos e 15 pernambucanos. Da Paraíba, são: 1- Teixeira; 2- Matureia; 3- Patos; 4- Imaculada; 5- Taperoá; 6- Ouro Velho; 7- Prata; 8- Sumé; 9- Monteiro; 10- Livramento; 11- Pombal; 12- Cajazeiras; 13- Pilar; 14-Desterro e 15- Princesa Isabel. Do sertão de Pernambuco, são: 1- São José do Belmonte; 2- Sertânia; 3- Arcoverde; 4-Serra Talhada; 5-Afogados da Ingazeira; 6- Iguaraci; 7- Ingazeira; 8- Tabira; 9- Triunfo; 10 – Carnaíba; 11- Tuparetama; 12- Santa Terezinha; 13- Brejinho; 14- Itapetim e 15- São José do Egito. Quem quiser, faça igual a mim, passe 40 anos pesquisando e saiba o histórico, a prática, o cotidiano, a trajetória e as tradições poéticas dos 30 municípios iluminados dos sertões de Pernambuco e da Paraíba;

 

QUARTA NOVENA (ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU) – Esclareça-se, também, que das 12 “cidades” citadas do Pajeú das Flores não há uniformidade similar entre elas. Cada qual teve e tem suas peculiaridades sui generis. Há uma relação parecida, mas o histórico faz-se distinto, inconfundível e autêntico;

 

QUINTA NOVENA (O PÃO NOSSO DE CADA NOS DAI HOJE) – No Pajeú, Santa Cruz da Baixa Verde, Quixaba, Solidão e Calumbi não exalam a mesma verve poética dos demais 12 municípios. Há manifestações e potencialidades isoladas, mas não raízes e frutos cotidianos e genuínos de efervescência no campo da poesia. Tal fato não as torna menores. Simplesmente são universos paralelos;

 

SEXTA NOVENA (PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS) – Tabira não é apenas um centro de produção poética de inteligência genial. Tabira é o município da religiosidade arraigada na alma popular. Tabira tem muito mais. De Dona Nevinha Pires, Dedé Monteiro (e família), Sebastião Dias, Genildo Santana, Pedro de Alcântara, da APPTA, dos educandários de qualidade, das festas populares, da Missa do Poeta, dos Grupos de Dança, do comércio pujante, do Movimento de Música Alternativa, da culturalíssima Feira do Gado, dos vaqueiros, aboiadores, das bandas marciais extraordinárias e das crianças e adolescentes aprendendo versificação com os mestres todo o tempo, dentre outras aptidões. Tabira é, sem dúvida, a “Cidade das Tradições”, tal qual Teixeira, Monteiro, Patos, Brejinho, Itapetim, São José do Egito (única cidade do Brasil a ter a Disciplina de Poesia Popular), Tuparetama, Triunfo e Serra Talhada. Todas elas multiculturais. Tabira não precisa de oficialismo pasteurizado da legalidade em forma de “consolação”. Tabira não necessita de condecorações oriundas de proselitismo politiqueiro. Ela já é sublime pela própria natureza e grandeza de seu povo;

 

SÉTIMA NOVENA (ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO) – Contar poetas por metro quadrado ou somar quem lança mais livros é matemática inútil. O que mede a legitimidade poética de um município é sua história, sua trajetória e suas manifestações conhecidas no Nordeste, no restante do Brasil e fora dele;

 

OITAVA NOVENA (E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL…) – Eis a história inequívoca e inapelável. Por volta de 1720, surgiram os primeiros poetas cantadores na serra de Canudos (hoje, Teixeira), sendo o primeiro genial repentista Agostinho Nunes da Costa, nascido em 1797, pai de três filhos cantadores, dentre eles, Ugolino (mais poeta que o pai e os irmãos). Por volta de 1750, alguns repentistas seguiram a nascente do Rio Pajeú (localizada em Brejinho) e encontraram um lugarejo denominado Umburanas (hoje, Itapetim) e lá se alojaram. Por volta de 1780, muitas destas famílias e seus descendentes passaram a residir em uma povoação maior, chamada de São José das Queimadas e depois São José da Ingazeira (hoje, São José do Egito). Por mais que exponha bairrismo, nada mais coerente que Teixeira ser a TERRA-MÃE DA CANTORIA; Itapetim, O VENTRE IMORTAL DA POESIA e São José do Egito, O BERÇO IMORTAL DA POESIA. A sequência foi recorrente. O Rio cuidou de expandir o seu mais rico fruto… O pioneirismo ou nascedouro se manteve nas três estrelas reluzentes das duas regiões circunvizinhas. Teixeira ofuscou o passado e o resgatou; Itapetim sempre manteve o vigor e São José do Egito aglutinou mais e se tornou mais conhecida no Brasil e no exterior. Qualquer versão não passa de versão. O que externo aqui é fato;

 

9- NOVENA FINAL (AMÉM)! –
QUEM NOSSA HISTÓRIA DESMENTE
NÃO CORRÓI O PATRIMÔNIO
COMO O “DETURPADO” ANTÔNIO
MORAES, TÃO INCOERENTE
SEU GESTO FOI IMPRUDENTE
ILEGÍTIMO, BANAL
UM ERRO CRASSO, FATAL
POR SER NÉSCIO NA RAZÃO…
SERTÃO É SEMPRE SERTÃO
CAPITAL É CAPITAL!
(POR NENEN PATRIOTA – Em 24/06.2017)

Na sessão ordinária da Câmara SJE deste sábado (17) o vereador Alberto de Zé Loló (PT) discursou sobre a polêmica envolvendo projeto do deputado estadual Antônio Moraes que confere o título “Capital da Poesia” para Tabira.

Alberto Loló foi aparteado pelos vereadores Albérico Tiago, Rona Leite e Claudevan Filho.

Confira no vídeo o pronunciamento com apartes:

Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada

Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada

O Pajeú é um só!

 

Melhor do que receber títulos, somente a graça de merecê-los.

O Pajeú acompanhou na última semana a divulgação de um Projeto de Lei de autoria do Deputado Estadual Antônio Morais (PSDB) que torna Tabira a Capital Estadual da Poesia. Ponderar a grandeza cultural que Tabira gera e alimenta é redundância. Tabira é mãe de inspirados poetas e de fato, vive uma atmosfera de cultura popular que vai das urnas aos palcos.

No entanto, o País Pajeú – que reúne 17 cidades no eixo que respira a poesia popular – parecia já haver superado o obsoleto debate de quem é berço, quem é ventre, e quem é capital da poesia. Discussão que jamais colaborou com a valorização institucional da cultura popular e que atrasou a integração de uma região que unida é maior em arte e em trabalho.

A pirotecnia política de um projeto de lei dessa natureza fere de morte a arte que é produzida em todas as outras cidades. Não é hora de discutir quem gerou mais poetas, onde reside mais cantadores, muito menos qual cidade merece o título. A legitimidade de região da poesia foi conferida pela história. É uma legitimidade secular e corroborada pelo povo.

Somos, enquanto pajeuzeiros e produtores do belo, invisíveis aos olhos políticos quando o assunto é investimento. Quando agonizamos na ânsia de elaborar um plano de política cultural que contemple cada cidade. Não vejo a Assembleia Legislativa de Pernambuco empenhar nenhum esforço na hora de reconhecer que existe uma região que exportou gênios e continua a fomentar espontaneamente a formação cultural de milhares de jovens.

Não é proposto nenhum projeto de lei que reconheça a contribuição do Pajeú na formação da história e da identidade do povo de Pernambuco. Não existe no Palácio da Princesas uma porta aberta quando o assunto é discutir e investir na cultura sertaneja.

É esse tipo de Projeto de Lei que o Pajeú precisa.

É o título de Região que reconhece e valoriza os artistas e os produtores culturais.

Muito do potencial inclusive econômico da nossa terra poderia ser potencializado pela gestão cultural responsável e estruturada, mas quando finalmente um olhar político resolve nos enxergar o que consegue propor é o retorno de um debate pequeno e que envergonha o patamar cultural que a região conquistou.

Tabira é a terra das tradições. Mãe do patrimônio vivo Dedé Monteiro. Elegeu por duas vezes um poeta repentista para o executivo municipal. Mas compreendo que eleger uma cidade que apesar de indiscutível destaque no cenário cultural não é exceção de uma região é simplesmente fechar os olhos para outras 16 que com ou sem título, fomentam, aquecem e imprime os valores da poesia na formação dos seus cidadãos.

Nós precisamos de integração. De uma política cultural que compreenda e valorize as diversas potencialidades da nossa região de forma paritária.

Tenho absoluta certeza que não é projeto de lei de Deputado Estadual que por ser votado em determinado município vai arrancar a legitimidade que a história já concedeu a um povo e uma região.

Enquanto os olhos políticos estiverem concentrados em faturar politicamente em cima da cultura, a causa poesia popular será manuseada como objeto de adorno e bravata partidária, longe da reverência justa que merece.

Não precisamos de mais títulos. Nossos títulos foram construídos no empenho de dezenas de cantadores de viola que elevaram o nome da nossa região Brasil a fora. Nosso título nasceu com Os irmãos Batistas (que só deletaram sentimentos e acumularam fãs), com Rogaciano Leite, Zezé Lulu, Job Patriota, Zé Catota, João Paraibano e diversas estrelas que compõe a constelação Pajeú.

Nosso título continua sendo legitimado. A safra nova não decepciona e se multiplica com uma força e uma rapidez que parece o embalo de um martelo a desafio ou de um galope a beira mar.

O título que o Pajeú precisa não é eleger uma Capital. É reivindicar investimento para fortalecer a integração de cada uma cidade irmã. Nós somos Tabira, São José, Tuparetama, Itapetim, Solidão, Carnaíba, Quixaba, Serra Talhada, Triunfo, Ingazeira, Afogados da Ingazeira, Santa Terezinha, Calumbi, Santa Cruz da Baixa Verde, Iguaracy.

Somos um soneto de Dedé Monteiro na voz de Antônio Marinho!

Somos um só povo, uma só arte e uma só história.

O capital que precisamos não é no sentido de cidade, é no sentido de recurso. Só assim seremos do tamanho do que produzimos. Integrados e exportando para o mundo a poesia popular em todas as suas dimensões.

 

Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada.

 

* Este artigo reflete a opinião do blog

Antônio Moraes, deputado autor do projeto. Foto: Alepe

Antônio Moraes, deputado autor do projeto. Foto: Alepe

Mal foi divulgado nas redes sociais, o projeto de Lei Ordinária 1408/2107 do Deputado Estadual Antônio Moraes está gerando polêmica na região do Pajeú.

Apresentado em 30 de maio, confere a Tabira o título de Capital da Poesia. Segundo o Deputado em sua justificativa,  “Tabira é conhecida como a Terra dos Poetas”. O Deputado usa trecho de texto do Wikipedia sobre a história do município na argumentação.

“Em 1865, por iniciativa própria, na fazenda de propriedade do Sr. Gonçalo Gomes, formou-se uma pequena feira, para comercialização de produtos da região,  no território que viria a se constituir posteriormente no município de Tabira”. Segue contando a história até  a emancipação, quando a lei  estadual nº 418, de 31 de dezembro de 1948, desmembrou o município de Afogados da Ingazeira.

E segue: “De ruas e lugares inspiradores, a poesia é uma constante na cidade, despontando de forma espontânea no cotidiano da população. Com diversos poetas Tabirenses, suas belezas são constantemente declamadas, em  versos que se unem para formar estrofes lindas, que exaltam e enaltecem sua  história”.

E conclui: “Pelo exposto, como plenamente justificado, o pleito desta proposição é conceder  a cidade de Tabira o Título de Capital da Poesia, tendo em vista a sua  veemência em nos presentear com sensíveis poetas e a poesias de qualidade. Resta-nos solicitar dos nossos ilustres pares desta Casa Legislativa sua  necessária aprovação”. Curioso é que não cita sequer Dedé Monteiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco, na justificativa, o que poderia atenuar a polêmica.

O projeto passou por analise da Comissão de Redação, Constituição e Justiça em 13 de junho. O relator, Rodrigo Novaes, não viu problemas na proposição. “Não viola a autonomia municipal, visto que se limita a  conceder título à cidade, qualificando-a e tornando-a mais conhecida no âmbito  regional. Feitas essas considerações, o parecer do relator é pela aprovação do Projeto”. Foram favoráveis ao relatório Aluísio Lessa, Antônio Moraes, Lucas Ramos, Ricardo Costa, Rodrigo Novaes, Romário Dias, Sílvio Costa Filho, Tony Gel.

A polêmica se da principalmente em cidades do Alto Pajeú, como São José do Egito e Itapetim. A primeira, inclusive, já é conhecida popularmente como Capital da Poesia. Segundo o blog apurou, o movimento poético da cidade não absorveu a aprovação. Há rumores de que o tema deve render. Política. Negativo tem sido o debate separatista e até de questionamento entre as cidades que o projeto deflagrou nas redes sociais.

Não se sabe se o prefeito Sebastião Dias teve conhecimento ou estimulou a proposição. O Diretor de Cultura, Zé Carlos do Pajeú, também poeta, disse a pessoas próximas não saber do projeto. Ivan Dias, filho de Sebastião Dias, que é jornalista, atua no gabinete de Moraes.

 

Nill Júnior

 

Confira o parecer da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça ao Projeto de Lei Ordinária 1408/2017

Foto: Reprodução/Nill Júnior

Foto: Reprodução/Nill Júnior

A Companhia Pernambucana de Saneamento –COMPESA – comunica a População em geral que desde o dia 17° deste mês, está com o sistema da Adutora do Pajeú parado devido a um estouramento entre a Estação Elevatória 03 e 04.

Com isso, está paralisado o abastecimento nas cidades de Afogados da Ingazeira, Carnaiba, Quixaba, Tuparetama e Distrito de Jabitacá. Também há redução da vazão de São José do Egito.  Em Tabira o sistema parou ontem, porém hoje está funcionando.

“Por tal motivo ficará com o abastecimento suspenso não tendo ainda previsão de retorno. Assim que o problema for resolvido volta a comunicar”.O comunicado é assinado por Eduardo José de Brito, Coordenador de Produção da GNR Alto Pajeú.

 

De Nill Júnior

56 municípios de Pernambuco em situação de emergência; todos do Pajeú estão na lista. Foto: Reprodução

56 municípios de Pernambuco em situação de emergência; todos do Pajeú estão na lista. Foto: Reprodução

Pernambuco teve o reconhecimento de 56 municípios em situação de emergência pelo Ministério da Integração Nacional. Ao todo, 272 cidades da Paraíba, Piauí, Bahia, Sergipe, Minas Gerais e Mato Grosso, além de Pernambuco, estão em situação crítica. Por causa deste longo período de estiagem a única saída é recorrer ao fornecimento de água a partir da Operação Carro-Pipa Federal, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

Este reconhecimento permite ainda que os municípios tenham direito a benefícios, como aquisição de cestas básicas no Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, a renegociação de dívidas no setor de agricultura junto ao Banco do Brasil e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo lista divulgada no Diário Oficial da União, os municípios pernambucanos em situação de emergência são (em negrito, municípios do Pajeú):

Afogados da Ingazeira, Afrânio, Araripina, Arcoverde, Belém do São Francisco, Betânia, Bodocó, Brejinho, Cabrobó, Calumbi, Carnaíba, Carnaubeira da Penha, Cedro, Custódia, Dormentes, Exu, Flores, Floresta, Granito, Ibimirim, Iguaracy, Inajá, Ingazeira, Ipubi, Itacuruba, Itapetim, Jatobá, Lagora Grande, Manari, Mirandiba, Moreilândia, Orocó, Ouricuri, Parnamirim, Petrolândia, Petrolina, Quixaba, Salgueiro, Santa Cruz, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Filomena, Santa Maria da Boa Vista, Santa Terezinha, São do Belmonte, São José do Egito, Serra Talhada, Serrita, Sertânia, Solidão, Tabira, Tacaratu, Terra Nova, Trindade, Triunfo, Tuparetama e Verdejante.

silvia-patricio-acusada-de-mandar-matar-paulinha

Sílvia Patrício quando esperava para prestar depoimento na delegacia

A Polícia Civil efetuou a prisão de um homem e uma mulher que teriam matado a esposa de um vereador eleito de Tabira, no Sertão de Pernambuco. Érica da Silva Souza Leite, de 30 anos, era casada com o sargento reformado da Polícia Militar de Pernambuco Marcílio Fernandes Valadares Vieira, que também é dentista, e foi morta nessa terça-feira.

O crime aconteceu na manhã dessa terça, por volta das 10h, na zona urbana de Tabira. Ela foi assassinada com golpe de faca no pescoço, na calçada da casa onde morava, quando voltava da academia. Após o crime, a polícia realizou buscas na área, por meio do 23º BPM, Malhas da Lei, Ciosac, Polícia Civil e Guara Municipal.

O acusado foi encontrado na divida das cidades de Tabira e Solidão. Também foi localizada a faca utilizada no crime ainda com vestígios de sangue. Em depoimento, José Tenório, conhecido como Zé Galego, de 58 anos, confessou o crime. Ele apontou a fisioterapeuta Maria Silvaneide da Silva Patrício, conhecida como Paquira, de 44 anos, como mandante do crime. Paquita é ex-mulher do vereador eleito.

Paquita e Zé Galego foram autuados em flagrante por homicídio duplamente qualificado – por motivo torpe e a traição. Os presos serão levados ainda nesta quarta-feira (2) para audiência de custódia, no plantão judiciário de Afogados da Ingazeira. O inquérito policial será concluído, no prazo de 10 dias, pelo delegado Thiago Souza, titular de Tabira.

 

Fonte: FolhaPE

ze-galego-assassino-de-paulinha-de-marcilio-pires-tabiraAgora a tarde foi capturado o acusado de assassinato de Érica de Souza Leite, 30 anos, conhecida como Paulinha, casada com o odontólogo e vereador eleito de Tabira Marcílio Pires.

José Tenório (Zé Galego), que mora em Afogados da Ingazeira foi localizado próximo ao Sítio Oitis, estrada para Solidão. Ele não tinha passagem pela polícia. O acusado está sendo interrogado na Delegacia de Afogados da Ingazeira.

O crime ocorreu na manhã desta terça (1º) quando a vítima foi morta defronte à sua residência a facadas, uma das quais, fatal, atingiu o seu pescoço. Paulinha, como era conhecida, ainda foi levada ao hospital municipal mas já chegou sem vida.

paula-ericaFoi assassinada na manhã de hoje (1º) em Tabira a esposa do vereador eleito Marcílio Pires. Érica Paula Leite, 30 anos, conhecida  como Paulinha, foi morta a facadas por um homem ainda não identificado. Ela teria sido atingida por uma facada no pescoço e não resistiu.

Ainda não há muita riqueza de detalhes sobre o episódio, mas as primeiras informações começam a chegar. Há grande movimentação de viaturas na cidade. Segundo Anchieta Santos ao programa manhã Total, entre 9h30 e 10h, ela chegou em casa, vindo da Academia.

Um homem não  identificado tocou a campainha. Quando ela abriu a porta, foi atingida com uma facada no pescoço. Paulinha já deu entrada no hospital de Tabira sem vida.

O criminoso teria saído do local caminhando. Os indícios seriam de crime de encomenda. Eles tinham uma filha.

Em abril de 2015, o odontólogo, que é Major reformado da PM e já foi diretor do HR Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, havia se queixado de ter sua vida violada em uma rede social.

A polícia já iniciou as investigações em torno do caso. A cidade está em choque.

 

Fonte: Nill Júnior