Hospital Infantil, em Patos (PB), pode ser interditado. Foto: Reprodução/Google - Street View

Hospital Infantil, em Patos (PB), pode ser interditado. Foto: Reprodução/Google – Street View

O Hospital Infantil Noaldo Leite, em Patos, corre risco de ser interditado, conforme divulgado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) nesta sexta-feira (2). A medida pode ser tomada devido à falta de anestesiologistas no plantão da unidade. A previsão do CRM-PB é de que o atendimento seja suspenso já na próxima semana caso a situação não seja regularizada.

Em comunicado à imprensa, o CRM-PB divulgou que recebeu ofício assinado por um grupo de cirurgiões que atende na unidade hospitalar informando que as cirurgias serão paralisadas até que sejam contratados anestesiologistas para o hospital.

De acordo com o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, atualmente, não há profissionais de plantão na unidade. “O que apuramos em vistorias, juntamente com a Polícia Federal, é que o hospital dispõe apenas de anestesiologista em sobreaviso, que são convocados quando há necessidade de algum procedimento cirúrgico. Um hospital de emergência não pode funcionar desta forma”, destacou João Alberto.

O diretor explicou que, caso a contratação de anestesiologistas de plantão não seja efetivada até a próxima semana, o hospital será eticamente interditado e os médicos da unidade não poderão prestar qualquer tipo de atendimento.

“Essa é uma medida drástica e o conselho não tem interesse em interditar eticamente os médicos, porém da maneira que o hospital está funcionando não há segurança nem para os pacientes nem para os profissionais, que podem sofrer sanções judiciais caso não prestem o serviço adequadamente”, explicou.

O impasse envolvendo o Hospital Infantil Noaldo Leite teve início em março, quando uma criança faleceu após esperar oito horas por uma cirurgia, que não foi realizada em tempo hábil porque o anestesiologista, em sobreaviso, não conseguiu chegar à unidade antes do agravamento do estado de saúde do paciente.

O Hospital Infantil Noaldo Leite é o único na região de Patos com referência no atendimento de emergência e clínica-cirúrgica em pediatria. Com a interdição ética médica, dezenas de cirurgias e atendimentos serão suspensos.

Do Portal Correio

Anvisa proíbe 279 suplementos alimentares. Foto: Reprodução

Anvisa proíbe 279 suplementos alimentares. Foto: Reprodução

Estão proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) as vendas de 279 suplementos alimentares produzidos pela empresa Nutrigold do Brasil por falta de comprovação do registro de suplementos em cápsulas e comprimidos, classificados como novos alimentos. A agência também determinou o recolhimento dos produtos. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com a Anvisa, uma determinação anterior contra a empresa já havia proibido a fabricação, distribuição, venda e divulgação dos produtos, mas a empresa estava descumprindo.

A assessoria de imprensa da Nutrigold do Brasil, através de nota à imprensa, alega que 70% dos produtos proibidos são liberados para venda pois possuem isenção de registro.

Confira aqui a lista completa de suplementos proibidos

Militares das Forças Armadas também estarão nas ruas. Imagem ilustrativa/Reprodução

Militares das Forças Armadas também estarão nas ruas. Imagem ilustrativa/Reprodução

O governo federal, com a chegada do verão, intensifica a atuação contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ministros e autoridades visitarão as diferentes capitais do País nesta sexta-feira (02).

 

A meta é conscientizar a população sobre a importância do engajamento de todos na luta contra o Aedes aegypti. No Recife estará presente o ministro da Defesa Raul Jungmann.

 

A ação faz parte do Dia Nacional de Combate ao Mosquito, que acontece em todo o Brasil. A programação apresenta atividades integradas e simultâneas, desenvolvidas em articulação com prefeituras, governos estaduais e população.

 

Militares das Forças Armadas, agentes de saúde e de defesa civil, além de outras autoridades, também estarão nas ruas para promover o enfrentamento ao Aedes.

Segundo o Ministério da Saúde a epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos para cada 100 mil habitantes. Imagem ilustrativa

Segundo o Ministério da Saúde a epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos para cada 100 mil habitantes. Imagem ilustrativa

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (30) dados que revelam que 827 mil pessoas vivem com HIV/aids no Brasil. Dessas, cerca de 112 mil não sabem que estão infectados. Do total de pessoas soropositivas identificadas no país, 372 mil ainda não estão em tratamento, apesar de 260 mil delas já saberem que estão infectadas.

De acordo com o boletim, a taxa de detecção da aids em menores de 5 anos caiu 36% nos últimos seis anos, passando de 3,9 casos para cada 100 mil habitantes em 2010 para uma taxa de 2,5 casos em 2015.

A taxa em crianças nessa faixa etária é usada como indicador para monitoramento da transmissão vertical do HIV (transmissão de mãe para filho durante a gestação ou no momento do parto).

Segundo a pasta, a epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda assim, o número representa cerca de 41,1 mil novos casos ao ano.

Os números mostram também uma queda de 42,3% na mortalidade provocada pelo HIV/aids no Brasil nos últimos 20 anos. A taxa caiu de 9,7 óbitos para cada 100 mil habitantes em 1995 para 5,6 óbitos em cada 100 mil habitantes em 2015.

A cobertura do diagnóstico de HIV/aids no país passou de 80% em 2012 para 87% em 2015, o equivalente a 715 mil pessoas. A meta é chegar a 90% até 2020.

Os maiores incrementos, de acordo com os dados, foram observados na meta relacionada ao tratamento, que passou de 44% em 2012 para 64% em 2015. O número representa 455 mil pessoas.

Na meta referente à redução da carga viral, o país passou de 75% em 2012 para 90% em 2015, o equivalente a 410 mil pessoas.

Evento, em Gravatá, também contemplará as comunidades quilombolas. Arte: Reprodução

Evento, em Gravatá, também contemplará as comunidades quilombolas. Arte: Reprodução

Nesta quarta-feira (30) a Secretaria Estadual de Saúde realiza o 5º Encontro Estadual de Saúde da População Negra e o 2º Encontro com Comunidades Quilombolas, Gestores, Profissionais de Saúde e Controle Social, movimento negro, comunidades de terreiros e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento em Gravatá, no agreste pernambucano, das 8h às 17h.

Um dos principais objetivos será fortalecer a articulação de Pernambuco junto às 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), priorizando municípios que tenham comunidades quilombolas em seus territórios a fim de que sejam atualizadas as informações de saúde desses locais. Atualmente Pernambuco possui 137 comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares, todas distribuídas em 51 municípios.

Os encontros também permitirão informar e atualizar informações sobre a doença falciforme, considerada a doença genética mais frequente do mundo, as linhas de cuidado e o processo de regionalização da assistência.

Primeira Comissão de Ética Institucional do Hospital Geral Maria Rafael de Siqueira é empossada. Foto: Divulgação

Primeira Comissão de Ética Institucional do Hospital Geral Maria Rafael de Siqueira é empossada. Foto: Divulgação

A Comissão de Acompanhamento de Processos Éticos do Coren-PE (CAPE), representada pelas conselheiras Dra. Morgana Vilar e Dra. Catarina Solange Uguiette empossou, no dia 22 de novembro de 2016, a Primeira Comissão de Ética de Enfermagem (C.E.E.) Institucional do Hospital Geral Maria Rafael de Siqueira, em São José do Egito.

Foram empossadas as profissionais de enfermagem Deusilene Cavalcante de Souza (enfermeira), Simone Soares de Andrade e Maria Vanusa Sousa de Araújo (técnicas de enfermagem), integrantes do quadro efetivo e indicadas pela gestão – Dr. Henrique de Almeida Veras – ex-Diretor Geral e Dra. Marcela Brandão Lucena – Responsável Técnica/Diretora de Enfermagem do hospital.

“A Comissão de Ética Institucional é um braço do Coren dentro da instituição e também visa o exercício profissional ético e de qualidade”, afirmou Dr. Henrique de Almeida Veras, incentivador da formação desta Comissão no Hospital Maria Rafael de Siqueira.

São José do Egito conquista Selo Unicef Edição 2013-2016. Arte: Divulgação

São José do Egito conquista Selo Unicef Edição 2013-2016. Arte: Divulgação

São José do Egito conquista mais um importante prêmio. A prefeitura empreendeu esforços durantes quase 4 anos e a certificação do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) foi atingida. O município receberá o tão desejado Selo Unicef  – Edição 2013-2016, numa ação que mobilizou a colaboração mútua das secretarias de Educação, Saúde e Ação Social.

O Unicef comunicou oficialmente a conquista na tarde desta terça-feira (22) quando encaminhou o convite para a solenidade de entrega ao prefeito Dr. Romério Guimarães e à articuladora municipal professora Margarida Silva.

O evento para entrega do Certificado do Selo Unicef vai acontecer no Teatro Santa Izabel, no Recife, na manhã do dia 12 de dezembro próximo.

No mesmo dia em que a OMS retirou a zika de sua lista emergenical, o País prorroga e amplia os protocolos de verificação. Arte: Reprodução

No mesmo dia em que a OMS retirou a zika de sua lista emergenical, o País prorroga e amplia os protocolos de verificação. Arte: Reprodução

O governo brasileiro decidiu prorrogar a situação de emergência nacional em saúde pública relacionada ao aumento de casos de microcefalia associados ao vírus zika.

Dessa forma, o decreto de 11 de novembro de 2015 fica mantido por tempo indeterminado. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, ontem. A declaração ocorre no mesmo dia em que uma nova reunião do comitê de emergência da OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou que a zika e complicações neurológicas relacionadas ao vírus não constituem mais uma emergência de saúde internacional.

Barros também apresentou estratégias de ampliação de diagnóstico e cuidado das gestantes. Para tanto houve a formalização de acompanhamento por três anos dos bebês suspeitos da síndrome de zika congênita (SZC), não só daqueles que apresentam a microcefalia. Dessa forma, fica entendido que mulheres que apresentaram sintomas do vírus durante a gestação devem ter os filhos monitorados, mesmo que aparentemente os filhos tenham nascido saudáveis. Em Pernambuco, tal procedimento já é adotado, inclusive com prazo superior, de cinco anos de acompanhamento.

Além da microcefalia, já foram identificadas outras malformações, como problemas na visão, audição ou nos membros nos bebês infectados intrautero pelo vírus. Essas alterações podem ser observadas nos três primeiros anos do bebê, período fundamental para o seu desenvolvimento. O Ministério da Saúde (MS) destacou que a investigação dos casos da doença nas gestantes e nos bebês também será reforçada com a disponibilidade do Teste Rápido de zika, que mostra se já houve infecção pelo vírus. Em outubro deste ano, foi anunciada a compra de 3,5 milhões testes e o primeiro lote, de 2,5 milhões, chega até o fim do ano para o SUS. O investimento na aquisição foi de R$ 119 milhões.

Além disso, o MS também passou a recomendar uma segunda ultrassonografia no pré-natal. O exame deverá ser realizado no primeiro trimestre, como já era previsto, e repetido por volta do sétimo mês de gravidez. Para dar apoio a essa estratégia diagnostica fetal, Barros assinou portaria que libera R$ 52,6 milhões para o custeio de 2,1 milhões de exames neste período gestacional. A Secretária Estadual de Saúde de Pernambuco já havia instituído essa nova rotina de ultrassom. De 2 de dezembro de 2015 até 24 de setembro de 2016, o Estado registrou 4.467 gestantes com exantema, sendo destas 29 com detecção de microcefalia intrautero.

 

Com agências

David Heymann durante a coletiva desta sexta-feira. Foto: Reprodução/OMS/Facebook

David Heymann durante a coletiva desta sexta-feira. Foto: Reprodução/OMS/Facebook

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (18) em Genebra, na Suíça, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou que o vírus da zika e seus transtornos neurológicos associados não são mais uma emergência sanitária internacional. No entanto, a comissão disse que deverá continuar com uma “ação endurecida” contra todas as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Estavam presentes o presidente do Comitê de Emergências da OMS, David Heymann, e o especialista Pete Saloman, que informaram que desde fevereiro a organização tem dado uma “robusta reposta ao vírus” e que um novo grupo será escalado para continuar os trabalhos.

Com o fim da emergência para o controle do vírus da zika, essa nova equipe deverá criar um programa a longo prazo a ser instalado pela OMS. Neste ano, a epidemia afetou mais de 75 países e, no Brasil, gerou mais 200 mil casos reportados ao Ministério da Saúde. (AG)