Professores da ETE Célia Siqueira paralisam atividades. Foto: Facebook/ETE Célia Siqueira

Professores da ETE Célia Siqueira paralisam atividades. Foto: Facebook/ETE Célia Siqueira

Através de redes sociais a Escola Técnica Estadual Professora Célia Siqueira, em São José do Egito, confirma que seus professores, após reunião, resolveram aderir à paralisação nacional e suspenderam suas atividades desta quarta (15) até a segunda (20).

O diretor da ETE, Niedson do N. Amaral, esclareceu ainda que após assembleia a ser realizada pela categoria no dia 20 os professores decidirão se retornam às aulas ou se continuam em greve.

Na nota, a escola informa que durante esse período a instituição estará aberta com suas atividades administrativas funcionando em horário comercial, bem como confirma que as aulas da EAD e do Subsequente continuam sem alterações.

UFPE em greve. Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

UFPE em greve. Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

A quarta-feira (16) foi o primeiro dia útil da greve por tempo indeterminado dos professores dos três campi da UFPE. Segundo a Associação dos Docentes (Adufepe), 80% da instituição ficou paralisada, tanto na graduação quanto na pós-graduação. Além desses profissionais, estudantes e servidores técnico-administrativos também participam da mobilização, que envolve a ocupação de 11 prédios da universidade no Recife, em Caruaru, no Agreste, e em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul. Cerca de 43 mil discentes estão sem aulas.

“Historicamente, a pós-graduação dificilmente entrava em paralisação. Os professores da pós não paravam, mas com o movimento das ocupações, a entrada do aluno da pós também está comprometida. Nós temos alguns centros que continuam funcionando e não têm ocupação, parte dos professores ainda dão aula, como é o caso do CTG, CCSA, CIN e CCN”, elenca Augusto Barreto, presidente da Adufepe.

De acordo com o balanço da assessoria de imprensa da UFPE, os prédios ocupados são os centros acadêmicos de Vitória (CAV), do Agreste (CAA), de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), de Artes e Comunicação (CAC), de Educação (CE) e de Biociências (CB), além da FDR e do Núcleo de Educação Física e Desportos (NEFD), do Departamento de Enfermagem e dos Núcleos Integrados de Atividades de Ensino (Niates) CB-CCS e CFCH-CCSA. A última greve de professores da UFPE aconteceu em 2012 e durou quatro meses.

Hoje, a Adufepe se reúne para montar uma agenda diária de mobilizações, assembleias e atividades. Um debate com a reitoria da universidade será feito em breve, mas a data não está confirmada.

A principal reivindicação é a democratização dos espaços deliberativos da universidade, ou seja, mais participação dos estudantes nas decisões universitárias. Eles também pedem por paridade entre professores, alunos e técnicos no conselho universitário, restaurante universitário nos três campi, reabertura da casa do estudante masculina do Recife, entre outros pontos.

 

 

Da Folha de Pernambuco