Arte: Reprodução

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A Chapecoense anunciou, nesta quinta-feira (08), que exibirá novas estrelas no escudo para homenagear as vítimas do acidente aéreo do dia 29 de novembro, ocorrido em Medellín.

São duas estrelas. A do alto do símbolo faz menção à conquista da Copa Sul-Americana de 2016 – a Conmebol decidiu dar o título do torneio à equipe catarinense após sugestão do adversário do time na decisão, o Atlético Nacional.

“Ela é branca em sinal de paz. A paz encontrada pelos nossos Eternos Campeões. Além disso, a cor branca simboliza a luz que nos guiará adiante”, explica o clube.

A segunda estrela foi colocada dentro da letra F, de futebol, do escudo. “É a forma sutil, mas impactante, de eternizar os que dedicavam suas vidas à Chapecoense”.

Na imagem divulgada pelas redes sociais, é notável também a retirada das quatro estrelas anteriores, que representavam as quatro conquistas estaduais.

O avião que levava o time da Chapecoense para a primeira final da sua história caiu próximo a Medellín, no dia 29 de novembro. Das 77 pessoas que embarcaram na aeronave, 71 morreram. Os seis sobreviventes seguem sob cuidados na Colômbia, entre eles quatro brasileiros.

Confira o comunicado da Chape na íntegra:

Devido à uma fatalidade, entramos para a história. Isso é indiscutível e imutável. Indiscutível, também, é que mesmo cientes de que iniciamos, agora, um novo momento, manteremos a essência. Seguiremos escrevendo a história que vinha sendo traçada, com tanto carinho. Mas não sem eternizaremos – na memória, coração e escudo – o legado de afeto, solidariedade e união. Mais do que isso, o amor e comprometimento que todos os que partiram tinham para com a Chapecoense.

Partindo disso, propomos a reformulação do nosso escudo. Uma forma de eternizar no peito a lembrança de tudo o que foi despertado nesse momento de adversidade. Detalhes singelos foram acrescentados à nossa marca:

A primeira estrela faz menção à conquista da Copa Sul-Americana 2016. Ela é branca em sinal de paz. A paz encontrada pelos nossos Eternos Campeões. Além disso, a cor branca simboliza a luz que nos guiará adiante.

Já a segunda estrela no interior da letra F – que refere ao futebol – é a forma sutil, mas impactante, de eternizar os que dedicavam suas vidas à Chapecoense.

 

Do Uol

Foto: Reprodução

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A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) declarou, no início da tarde de hoje (5), a Associação Chapecoense de Futebol campeã da Copa Sul-Americana de Futebol de 2016. O time catarinense terá direito a prêmio de US$ 2 milhões pelo título e a uma vaga para disputar a Copa Libertadores da América de 2017.

O Club Atlético Nacional, que faria a final com a Chapecoense e solicitou à Conmebol que o time catarinense fosse reconhecido como campeão, receberá o Prêmio Centenário Conmebol Fair Play.

“A atitude de promover o futebol na América do Sul, num espírito de paz, compreensão e justiça, ao considerar que os valores desportivos sempre prevalecem sobre os interesses comerciais, o Conselho [da Conmebol] decidiu dar ao Atletico Nacional Club o Centenario Conmebol Fair Play, que consiste na soma de US$ 1 milhão como prêmio”, diz nota divulgada pela entidade.

No acidente, ocorrido na madrugada da última terça-feira (29), nas proximidades da cidade de Medellín, morreram 71 pessoas, entre tripulantes, jogadores e dirigentes da Chapecoense e jornalistas que viajavam para a cobertura do primeiro jogo da final. Apenas seis pessoas sobreviveram à queda do avião: dois tripulantes, um jornalista e três jogadores.

Museu Palácio Joaquim Nabuco recebeu luzes verdes em alusão a uma das cores da Chapecoense. Foto: Henrique Genecy

Museu Palácio Joaquim Nabuco recebeu luzes verdes em alusão a uma das cores da Chapecoense. Foto: Henrique Genecy

O Museu Palácio Joaquim Nabuco, sede do Poder Legislativo de Pernambnuco, está iluminado de verde em solidariedade às vítimas do acidente aéreo com jogadores do time da Chapecoense, de Santa Catarina, ocorrido na noite da última segunda (28), na Colômbia. O edifício histórico permanecerá iluminado no período de luto oficial. De acordo com o primeiro-secretário da Alepe, deputado Diogo Moraes (PSB), a iniciativa é uma homenagem às vidas que partiram precocemente.

“A notícia do acidente aéreo comoveu nosso País e o mundo. A tristeza de perder 71 vidas é enorme, mas Deus, em sua infinita bondade, permitiu que seis pessoas sobrevivessem. Não podemos deixar de declarar, em especial, a nossa solidariedade às famílias dos dois pernambucanos mortos na tragédia: o capitão do time, Cleber Santana, nascido em Abreu e Lima, no Grande Recife, e o atacante Everton Kempes, natural de Carpina, na Zona da Mata do Estado. Neste momento, só podemos pedir a Deus que conforte o coração de familiares e amigos dos jogadores, da delegação, dos jornalistas e da tripulação.”

Acidente de avião deixa futebol mundial em luto. Arte: Reprodução

Acidente de avião deixa futebol mundial em luto. Arte: Reprodução

Os números finais da tragédia foram divulgados no final da tarde brasileira por Carlos Iván Márquez Pérez, diretor geral da Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres. São 71 mortos e seis feridos.

19 jogadores da Chapecoense, a comissão técnica encabeçada por Caio Júnior, dirigentes do clube, o presidente da Federação Catarinense (Delfim Peixoto), jornalistas da Fox Sports (dentre eles o ex-meia Mario Sérgio) e Globo faleceram na queda.

Sobreviveram três jogadores da Chapecoense (Alan Ruschel, Follmann e Neto), o jornalista Rafael Henzel e os tripulantes Erwin Tumiri e Ximena Suarez.

O goleiro Danilo chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Em princípio se falou que 81 pessoas estavam a bordo entre 72 passageiros e nove tripulantes. Depois, porém, confirmou-se que quatro destes passageiros acabaram não embarcando.

Os tripulantes que não sobreviveram foram os pilotos Miguel Quiroga, Ovar Goitia e Sisy Arias e os comissários Alex Quispe, Gustavo Encinas e Ángel Lugo, além do passageiro Rommel Vacaflores, todos bolivianos – a aeronave da empresa Lamia era do país andino.

 

A lista com todos os passageiros, de acordo com a Aeronáutica da Colômbia (em negrito os sobreviventes):

 

Atletas Alan Ruschel, Ananias, Arthur Maia, Bruno Rangel, Juninho, Cléber Santana, Danilo, Dener, Filipe Machado, Jakson Follmann, Gil, Gimenez, Kempes, Lucas Gomes, Matheus Biteco, Neto, Sérgio Manoel, William Thiego, Tiaguinho, Josimar, Marcelo, Mateus Caramelo

Comissão técnica – Caio Júnior, Eduardo de Castro Filho, Anderson Paixão, Anderson Roberto Martins, Marcio Bestene Koury, Rafael Gobbato, Luiz Cesar Martins Cunha, Luiz Felipe Grohs, Sergio Luis Ferreira de Jesus, Anderson Donizette Lucas, Adriano Wulff Bitencourt, Cleberson Fernando da Silva, Emerson Fabio di Domenico, Eduardo Luiz Preuss, Mario Luiz Stumpf, Sandro Luiz Pallaoro

Dirigentes – Nilson Folle Junior, Decio Sebastião Burtet Filho, Jandir Bondignon, Gilberto Pace Thomas, Mauro Dal Bello, Edir Félix de Marco, Davií Barela Bavi, Ricardo Philippi Porto, Delfim Peixoto

Jornalistas – Victorino Chermont, Rodrigo Santana Gonçalves, Deva Pascovitch, Licacio Pereira Junior, Paulo Júlio Clement, Mario Sérgio, Guilherme Marques, Ari de Araújo Junior, Guilherme Laars, Giovane Klein Victória, Bruno Mauri da Silva, Djalma Araújo Neto, André Luis Goulart Podiacki, Laion Machado Espíndola, Rafael Henzel, Renan Carlos Agnolin, Fernando Schardong, Edson Luiz Ebeliny, Gelson Galiotto, Douglas Dorneles, Jacir Biavatti

Tripulação – Miguel Quiróga, Ovar Goytia, Sisy Arias, Romel Vacaflores, Ximena Suarez, Alex Quispe, Gustavo Encina, Erwin Tumiri, Angel Lugo