Exibição do filme “O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras”: A maior parte das locações foi em São José do Egito

Exibição do filme “O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras”: A maior parte das locações foi em São José do Egito

Com a produção “O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras” o diretor Petrônio Lorena, levou um bom público ao auditório da Escola Naná Patriota, na noite dessa sexta (9). A maior parte das locações do filme foi em São José do Egito entre os anos de 2010 a 2016.

O roteiro conta histórias de poetas a partir da poetisa Severina Branca, que estava presente na sessão e foi a grande homenageada.

Além de São José outras cidades em Pernambuco estão contando com exibições do filme que já ganhou prêmio internacional. “O silêncio da noite é que tem sido testemunha das minhas amarguras” será lançado oficialmente em salas de cinema de todo Brasil no dia 15 de março.

O filme teve incentivo do Governo do Estado através do Funcultura e apoio da Prefeitura municipal, através da Secretaria de Cultura, para exibição na Terra dos Poetas.

 

Com informações do Blog do Erbi

Profeta/poeta Manoel Luis morreu com 91 anos. Foto: Reprodução/Internet

Profeta/poeta Manoel Luis morreu com 91 anos. Foto: Reprodução/Internet

Na manhã desta terça (3) foi sepultado no Cemitério Sebastião Rabelo, em São José do Egito, o profeta/poeta Manoel Luis dos Santos. Ele estava internado no Hospital Maria Rafael de Siqueira e morreu nesta segunda (2). Nascido em 1926 nas redondezas do povoado Batatas, na Terra dos Poetas, foi um dos mais renomados astrólogos populares, referendado em larga escala por nordestinos, principalmente por agricultores.

O Almanaque do Nordeste Brasileiro, folheto lançado todos os anos com previsões e poemas, foi sua principal marca. Por mais de 60 anos a publicação aconteceu de forma ininterrupta e possivelmente se tornou a mais antiga no estilo em circulação no Brasil.

Desde adolescente este jornalista titular do blog teve a oportunidade de dialogar por horas com o profeta. Em 2010, desenvolvendo uma pesquisa para um projeto de conclusão de especialização, foi possível gravar em áudio o poeta contando suas histórias e recitando seus versos.

Em breve estaremos editando o conteúdo e disponibilizando-o na internet.

São José do Egito perde mais um grande nome da cultura popular!

Dr. José Soares da Silva morreu nesta sexta (4). Foto: Arquivo de Carmem Beatriz

Dr. José Soares da Silva morreu nesta sexta (4). Foto: Arquivo de Carmem Beatriz

Morreu às 9h da manhã desta sexta-feira (4) em Arcoverde o advogado, professor e poeta José Soares da Silva, mais conhecido como Dr. Zé Silva. Reconhecido como um dos profissionais com mais larga experiência no campo do Direito na região, Zé Silva nasceu em 1926 e deixa viúva a também educadora e poetisa Beatriz dos Passos e Silva e oito filhos (Tadeu, Paulo, Lamartine, Carmem Beatriz, Marcos, Cláudia, Cristina e Rita).

O corpo está sendo velado na central do Pasc, na Rua Dom José Pereira Alves, Centro de São José do Egito. O enterro será na manhã deste sábado (5).

A Terra dos Poetas se despede de um grande homem que edificou sua vida junto à família pregando a honestidade, retidão, justiça e espírito humanitário.

Nós que fazemos os blogs Geraldo Palmeira e Saojosedoegito.Net nos sentimos enlutados.

 

Dr. Zé Silva era um dos grandes oradores de São José do Egito. Foto: Arquivo de Carmem Beatriz

Dr. Zé Silva era um dos grandes oradores de São José do Egito. Foto: Arquivo de Carmem Beatriz

“Como é bom ser menino, ser criança,
Ter um mundo de sonhos, de ilusões,
Caminhar num caminho de emoções,
Aquecido no sol da esperança.
No entanto, esse tempo de bonança,
Como tudo que é bom, pouco demora.
Como a marcha dos anos me apavora
E a tudo transforma tão ligeiro!
Mocidade é um vento passageiro
Beija a face da gente e vai embora.”

Zé Silva

Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

NOVENÁRIO DA VERDADE! (TÍTULO ALTERNATIVO: O SERTÃO NÃO QUER SER A CAPITAL)!
PRIMEIRA NOVENA ( PAI NOSSO QUE QUE ESTÁS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME) – O primeiro equívoco do deputado Antônio Moraes é imaginar que capital seja algo superior. Capital não é crédito, mérito ou honraria. Capital é centro administrativo e centro político de altíssima responsabilidade. Sertão não é descrédito, demérito ou desonra. Sertão é raiz, identidade indestrutível e PATRIMÔNIO Cultural da Resistência! Eis a distinção. Ela (capital) se sustenta por seus valores; ele (sertão), igualmente;

 

SEGUNDA NOVENA (VENHA A NÓS O VOSSO REINO) – O segundo equívoco (este imperdoável) é mandar elaborar um Projeto de Lei sem conhecimento da temática nem da história de um povo e, muito menos, de toda uma região, que inclusive, ultrapassa as fronteiras da divisa pajeuzeira;

 

TERCEIRA NOVENA (SEJA FEITA A VOSSA VONTADE) – Para esclarecer quem é ignorante na temática da Poesia Popular, é oportuno que se elenque os 30 municípios que carregam o aroma da poesia no sertão de Pernambuco e da Paraíba, excluindo-se naturalmente, os municípios de outras regiões dos dois estados. São 15 municípios paraibanos e 15 pernambucanos. Da Paraíba, são: 1- Teixeira; 2- Matureia; 3- Patos; 4- Imaculada; 5- Taperoá; 6- Ouro Velho; 7- Prata; 8- Sumé; 9- Monteiro; 10- Livramento; 11- Pombal; 12- Cajazeiras; 13- Pilar; 14-Desterro e 15- Princesa Isabel. Do sertão de Pernambuco, são: 1- São José do Belmonte; 2- Sertânia; 3- Arcoverde; 4-Serra Talhada; 5-Afogados da Ingazeira; 6- Iguaraci; 7- Ingazeira; 8- Tabira; 9- Triunfo; 10 – Carnaíba; 11- Tuparetama; 12- Santa Terezinha; 13- Brejinho; 14- Itapetim e 15- São José do Egito. Quem quiser, faça igual a mim, passe 40 anos pesquisando e saiba o histórico, a prática, o cotidiano, a trajetória e as tradições poéticas dos 30 municípios iluminados dos sertões de Pernambuco e da Paraíba;

 

QUARTA NOVENA (ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU) – Esclareça-se, também, que das 12 “cidades” citadas do Pajeú das Flores não há uniformidade similar entre elas. Cada qual teve e tem suas peculiaridades sui generis. Há uma relação parecida, mas o histórico faz-se distinto, inconfundível e autêntico;

 

QUINTA NOVENA (O PÃO NOSSO DE CADA NOS DAI HOJE) – No Pajeú, Santa Cruz da Baixa Verde, Quixaba, Solidão e Calumbi não exalam a mesma verve poética dos demais 12 municípios. Há manifestações e potencialidades isoladas, mas não raízes e frutos cotidianos e genuínos de efervescência no campo da poesia. Tal fato não as torna menores. Simplesmente são universos paralelos;

 

SEXTA NOVENA (PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS) – Tabira não é apenas um centro de produção poética de inteligência genial. Tabira é o município da religiosidade arraigada na alma popular. Tabira tem muito mais. De Dona Nevinha Pires, Dedé Monteiro (e família), Sebastião Dias, Genildo Santana, Pedro de Alcântara, da APPTA, dos educandários de qualidade, das festas populares, da Missa do Poeta, dos Grupos de Dança, do comércio pujante, do Movimento de Música Alternativa, da culturalíssima Feira do Gado, dos vaqueiros, aboiadores, das bandas marciais extraordinárias e das crianças e adolescentes aprendendo versificação com os mestres todo o tempo, dentre outras aptidões. Tabira é, sem dúvida, a “Cidade das Tradições”, tal qual Teixeira, Monteiro, Patos, Brejinho, Itapetim, São José do Egito (única cidade do Brasil a ter a Disciplina de Poesia Popular), Tuparetama, Triunfo e Serra Talhada. Todas elas multiculturais. Tabira não precisa de oficialismo pasteurizado da legalidade em forma de “consolação”. Tabira não necessita de condecorações oriundas de proselitismo politiqueiro. Ela já é sublime pela própria natureza e grandeza de seu povo;

 

SÉTIMA NOVENA (ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO) – Contar poetas por metro quadrado ou somar quem lança mais livros é matemática inútil. O que mede a legitimidade poética de um município é sua história, sua trajetória e suas manifestações conhecidas no Nordeste, no restante do Brasil e fora dele;

 

OITAVA NOVENA (E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL…) – Eis a história inequívoca e inapelável. Por volta de 1720, surgiram os primeiros poetas cantadores na serra de Canudos (hoje, Teixeira), sendo o primeiro genial repentista Agostinho Nunes da Costa, nascido em 1797, pai de três filhos cantadores, dentre eles, Ugolino (mais poeta que o pai e os irmãos). Por volta de 1750, alguns repentistas seguiram a nascente do Rio Pajeú (localizada em Brejinho) e encontraram um lugarejo denominado Umburanas (hoje, Itapetim) e lá se alojaram. Por volta de 1780, muitas destas famílias e seus descendentes passaram a residir em uma povoação maior, chamada de São José das Queimadas e depois São José da Ingazeira (hoje, São José do Egito). Por mais que exponha bairrismo, nada mais coerente que Teixeira ser a TERRA-MÃE DA CANTORIA; Itapetim, O VENTRE IMORTAL DA POESIA e São José do Egito, O BERÇO IMORTAL DA POESIA. A sequência foi recorrente. O Rio cuidou de expandir o seu mais rico fruto… O pioneirismo ou nascedouro se manteve nas três estrelas reluzentes das duas regiões circunvizinhas. Teixeira ofuscou o passado e o resgatou; Itapetim sempre manteve o vigor e São José do Egito aglutinou mais e se tornou mais conhecida no Brasil e no exterior. Qualquer versão não passa de versão. O que externo aqui é fato;

 

9- NOVENA FINAL (AMÉM)! –
QUEM NOSSA HISTÓRIA DESMENTE
NÃO CORRÓI O PATRIMÔNIO
COMO O “DETURPADO” ANTÔNIO
MORAES, TÃO INCOERENTE
SEU GESTO FOI IMPRUDENTE
ILEGÍTIMO, BANAL
UM ERRO CRASSO, FATAL
POR SER NÉSCIO NA RAZÃO…
SERTÃO É SEMPRE SERTÃO
CAPITAL É CAPITAL!
(POR NENEN PATRIOTA – Em 24/06.2017)

Na sessão ordinária da Câmara SJE deste sábado (17) o vereador Alberto de Zé Loló (PT) discursou sobre a polêmica envolvendo projeto do deputado estadual Antônio Moraes que confere o título “Capital da Poesia” para Tabira.

Alberto Loló foi aparteado pelos vereadores Albérico Tiago, Rona Leite e Claudevan Filho.

Confira no vídeo o pronunciamento com apartes:

márcio rochaSão José do Egito berço amado

Terra linda de verve transbordante

Onde nasce um poeta a cada instante

Em que o peito se sente emocionado

Ser teu filho e levar o teu legado

É pra mim um presente, uma alegria

És a rima, o repente, a cantoria

És a fonte da minha inspiração

Quanto orgulho ser fruto do teu chão

Ó meu Berço Imortal da Poesia

 

Márcio Rocha, 07/03/2017.