conversa-de-segunda-felipe-juniorVAMOS PENSAR EM CULTURA?

A cultura é de todos e deve, necessariamente, e por direito, abranger os cidadãos sem distinção de gênero, raça ou preferência. Um dos seus requisitos é a qualidade, visto que o seu objetivo é educar e formar uma sociedade dinâmica e sustentável com suas tradições, crenças e moral.

Ela não permite exclusão. Ela se dá pela grandeza do diálogo. Onde será que existe cultura formativa em cantores, grupos e bandas que gritam pro povo, tipo “tem rapariga aí?”; ou “é tapa na xereca, papai”; ou “acunha, Riquelme!”; ou “chupa, Mon Amour!”; ou “mete gaia! mete gaia! mete gaia!”; ou “ei, novinha, vamos sair pro motel?”?

O grande problema das prefeituras é que pagam valores absurdos para esse tipo de manifestação (recuso-me a chamar de cultura) e, para a cultura popular e artistas locais, quando pagam, são valores extremamente insignificantes. Deve-se pensar políticas públicas de qualidade cultural, onde se encontre um denominador comum que seja diretamente proporcional ao valor artístico. Segundo as propostas do Por + Cultura, deve-se exigir um percentual de 70% nas contratações para os artistas da terra, além de incentivar a produção musical dos aspirantes à arte da música.

De que adianta pagar muito para alguns para produzir pouco ou quase nada ou nada? É o que se chama na teoria administrativa de processo eficaz e ineficiente.

Não tenho nada contra o forró estilizado, aliás gosto muito, mas convenhamos que nem tudo podemos nomenclaturar de forró estilizado. Cultura é para todos os tipos de gosto, mas quando os cofres públicos pagam esse tipo de manifestação que citei acima, correm o sério risco de deseducar sua gente.

É o meu ponto de vista. E aí, vamos pensar sobre cultura?

 

 

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COLUNA: Conversa de Segunda – Por Felipe Júnior
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