Ficou decidido que a categoria continua em operação padrão e sem aderir ao Programa de Jornada Extra da Segurança Pública (PJES). Imagem ilustrativa / Reprodução
Ficou decidido que a categoria continua em operação padrão e sem aderir ao Programa de Jornada Extra da Segurança Pública (PJES). Imagem ilustrativa / Reprodução

A Polícia Militar e os Bombeiros militares de Pernambuco descartaram a possibilidade de greve. A decisão aconteceu em assembleia na frente do Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, na noite desta sexta-feira (9).

Representando a categoria, o deputado estadual Joel da Harpa reuniu-se no Palácio com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchoa, e o líder do Governo na Alepe, Waldemar Borges. Após o encontro ficou decidido que a categoria continua em operação padrão e sem aderir ao Programa de Jornada Extra da Segurança Pública (PJES).

Ficou acordado com o Governo do Estado que representantes dos PMs e bombeiros militares serão recebidos, novamente, dia 4 de janeiro de 2017, para nova rodada de negociação.

Durante a tarde e parte da noite desta sexta, os policiais e bombeiros militares fizeram manifestação no Recife. Eles se reuniram na praça do Derby, área central da capital, para debater sobre pleitos da categoria, como equiparação salarial e o Plano de Cargos e Salários. Decidiram não deliberar sobre greve, para que o ato não fosse considerado ilegal. Saíram, depois, em caminhada por ruas do Centro, em direção ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no bairro de Santo Antônio.

Logo no começo da assembleia na praça do Derby, o presidente e o vice da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares (ACS) foram detidos, sob alegação de que estariam descumprindo decisão judicial. À noite, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) publicou nova decisão estabelecendo aumento de R$ 100 mil para R$ 500 mil da multa diária por descumprimento da ordem de não se reunir para articular greve.

Também nesta sexta-feira, o presidente Michel Temer, atendendo à solicitação do Governo de Pernambuco, autorizou o uso de Forças Armadas para garantir a segurança no Estado caso os PMs deflagrassem greve. Estão de prontidão 3.500 homens do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Policiais militares e bombeiros descartam greve em Pernambuco, mas continuam operação padrão
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