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O desafio de inovar, mesmo na crise

 

Na última quarta-feira, dia 23 de novembro, publiquei um artigo com o título “Valorização do Professor” neste mesmo espaço (http://saojosedoegito.net/?p=1363) onde faço alguns questionamentos.

Dentro destes questionamentos, quero aqui apresentar propostas para realização das ações que deverão ser discutidas, inclusive com a população, quando possível.

No mês de janeiro de 2017, independente dos gestores terem sido eleitos ou reeleitos, teremos o início de novas gestões onde algo de diferente deve ser implantado e implementado nos municípios.

Está na hora de descartar as velhas práticas da política eleitoreira e colocar em prática as políticas públicas.

Está na hora de parar de reclamar da falta de educação e de limites que os pais não dão aos seus filhos e convidar os pais a participar da escola dos seus filhos.

Isto é difícil? E o que é fácil? Ou é preferível fazer o que é mais conveniente?

Quando falo da climatização das salas de aulas, de gelágua, é porque vejo um momento oportuno de se trabalhar a educação financeira junto com a educação intelectual para formação cidadã.

Por que nossas cidades necessitam de sinal de trânsito e aplicação de multa para quem não o respeitar?

Porque não temos respeito pelas pessoas, em função da falta de educação e limites dados pelos pais.

Se não temos, somos forçados a obedecer através da imposição de penalidades.

Portanto, é hora de convidar alunos e pais na escola e trabalhar a educação financeira e a educação para formação de cidadãos.

Dentro deste processo é de extrema necessidade convidar os pais, os conselhos escolares, Conselhos Tutelar, se for o caso Ministério Público e pactuar o compartilhamento de responsabilidades.

Os municípios promovam a recuperação de suas escolas e daí o “Pacto será pela Educação”, onde deve-se apresentar os gastos com a manutenção da escola, dentre eles, pintura de sala de aula, consertos de mobiliários como carteiras escolares, reposição de vidros quebrados recuperação de portas e janelas, banheiros e mostrar a necessidade e importância da educação doméstica para conservação do patrimônio público.

Os alunos que mantiverem salas com paredes e carteiras escolares em perfeito estado, receberão ar condicionado e gelágua em sala de aula, tendo em vista o valor economizado com a possível manutenção que seria feita.

Com isto começamos a educar, e preservando a sala de aula, será possível preservar o restante da escola, pois a educação não será no sentido apenas da premiação, mais da responsabilidade de se preservar o patrimônio público.

Trabalhando esta educação nas escolas, de forma concreta, ela poderá se estender pelas ruas e podemos ter uma cidade limpa e mais humanizada através do respeito.

Poderemos no futuro ter profissionais mais humanizados, principalmente na saúde, onde estejam mais dispostos a trabalhar em função da vida e menos voltados apenas para o dinheiro.

Isto é um trabalho que pode não ser realizado em um ano ou em uma gestão de quatro anos, mas é necessário iniciar, pois onde não se começa não se pode terminar.

Quanto à informatização das escolas é possível sim. É possível informatizar de forma que as matrículas realizadas nas escolas sejam acompanhadas em tempo real pela Secretaria de Educação.

Que o boletim do aluno seja publicado em redes de computadores e que as reuniões com os pais sejam para apresentar os pontos fortes e fracos dos seus filhos e orientar na sua caminhada.

Que os professores possam fazer a chamada e registrar suas aulas em tempo real de forma eletrônica.

Tornando possível também acompanhar o desempenho dos profissionais para que os planos de carreiras possam projetar a valorização do profissional educador, observando o seu desempenho e dedicação ao magistério.

Com isto é possível dar a oportunidade de profissionais qualificados desenvolverem um trabalho de qualidade que promovam a educação, pois sabemos que a falta de critérios para avaliar os profissionais muitas vezes provocam injustiças e desvaloriza o magistério e desestimulam o profissional que recebe as mesmas vantagens de quem nada produz.

Você já imaginou quantos profissionais da educação não desenvolvem um trabalho a altura do de sua capacidade por falta de estímulo?

Você já imaginou quantos profissionais da educação desenvolvem um trabalho de péssima qualidade e são suportados por serem concursados e muitas vezes apadrinhados?

Só com critérios técnicos e seriedade dentro da administração pública é possível promover a justiça entre os servidores da educação.

É preciso que o poder público se desapegue do empreguismo e da distribuição de cargos, esqueça de fazer o que todos fazem e queira fazer a diferença, e se volte para uma administração pública colocando pessoas comprometidas com o desenvolvimento da educação.

 

– As opiniões emitidas pelos colunistas e leitores são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião do Saojosedoegito.Net.

Coluna da Quarta – Por Tarcízio Leite
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