Velhos nomes especulados para a Assembleia Legislativa

Uchoa e Dias: Presidente e ex-presidente. Fotos: Alepe. Arte: AMC

Uchoa e Dias: Presidente e ex-presidente da Alepe. Fotos: Alepe. Arte: AMC

A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), prevista para ocorrer no dia 12 de dezembro, tem como principais nomes, especulados pelos próprios parlamentares, o atual presidente da Alepe, Guilherme Uchoa (PDT), que já está em seu quinto mandato consecutivo, e o atual terceiro secretário da Casa, Romário Dias (PSD), que já comandou o órgão por três vezes seguidas. Caso se confirme a candidatura de ambos e um dos dois vença, vão somar dezoito anos de gestão no Legislativo pernambucano. Entretanto, nos bastidores se especula a possibilidade de Dias disputar a primeira secretaria da Alepe, responsável pelas finanças do órgão, contra o atual primeiro-secretário Diogo Moraes (PSB).

Romário Dias tem se colocado abertamente como candidato à presidência da Alepe, enquanto Uchoa evita tratar diretamente do assunto. Dias, no entanto, já expressou seu desejo de não provocar divisão na Casa. “Eu sou candidato a presidente. Vou sentir o termômetro da Casa, só não quero dividi-la. Se ela tiver o sentimento de que pode ter outra pessoa para resolver os problemas. Eu hoje tenho contato com vários parlamentares e quando digo que posso não bater chapa é para não dividir a Assembleia”, disse em entrevista registrada durante a semana passada.

Romário Dias disputou a presidência da Alepe pela primeira em 2001, quando se elegeu com voto de 30, dos 49 deputados da Casa. Na ocasião, Romário enfrentou o próprio Uchoa, que teve 17 votos. Em 2003, na sua segunda eleição como candidato único, obteve 42 votos. Em 2004, ele teve sua disputa mais difícil para a presidência da Alepe, obtendo 26 votos contra 23 de Sebastião Rufino. A partir da eleição da Mesa Diretora em 2007, Uchoa se sagrou como presidente, vencendo com relativa facilidade as eleições para os biênios 2007-2008, 2009-2010, 2011-2012 e 2013-2014, ocasiões em que obteve, no mínimo, 46 votos, dentre os 49 possíveis. Já na eleição para o biênio 2015-2016, marcada por polêmicas relativas à legalidade de sua candidatura e pela falta de alternância na presidência da Alepe, Guilherme Uchoa obteve 38 votos.

A possibilidade de Romário disputar a presidência é interpretada por alguns como fruto da disposição da bancada de oposição em ocupar a terceira secretaria da Casa, o que resultaria em um rearranjo da atual composição da Mesa Diretora. Na eleição do primeiro biênio, a oposição ocupou dois cargos na Mesa, a vice-presidência, com Augusto Cesar (PTB), e a terceira secretaria com o próprio Romário Dias, então filiado ao PTB. A mudança de sigla e a ida de Romário para a bancada do Governo, fez com que a oposição perdesse representação na direção da Casa. De acordo com Silvio Costa Filho (PTB), o líder da oposição, a bancada pretende readquirir a terceira secretaria e já teria três nomes disposto a ocupar o cargo. “A bancada vai se reunir em primeiro de dezembro para discutir o assunto. Até o momento, além de Augusto Cesar para a vice-presidência, três deputados se colocaram à disposição para a segunda vaga, Socorro Pimentel (PSL), Julio Cavalcanti (PTB) e Bispo Ossésio (PRB)”, comentou. Já o vice-líder da oposição, Joel da Harpa (PTN), disse que a tendência é que a bancada oposicionista “vote coesa” na eleição.

 

Da Folha de Pernambuco


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