Arte: Reprodução
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GREVE

Algumas universidades brasileiras, dentre outros órgãos, mais uma vez entram em greve, ou estão discutindo proposta de greve.

Sabemos que a greve é um direito do trabalhador garantido na Constituição Brasileira, e portanto, não há o que se questionar.

Sabemos que a greve nas universidades não é só em função de reivindicações salariais, além deste ponto, existem outros em pauta, tipo a falta de material em laboratórios, dentre outros que não vamos aqui discutir.

Um movimento de forma ordeira e com propostas bem definidas é uma forma não de pressionar, mas de discutir como os gestores públicos a situação das instituições, inclusive levando o debate sobre a remuneração dos profissionais.

Porém, deverá ser observado pelos comandos de greve como estes instrumentos são utilizados e a possibilidade de êxito, pois dentro deste processo, dentro da educação, estão os estudantes que atrasam e deixam de concluir os seus cursos.

É preciso analisar se a decisão é de greve para discussão de propostas pela melhoria na qualidade da educação ou se é apenas um período de férias onde muitos vão para casa, outros para os seus empreendimentos particulares, como escritórios e consultórios, apenas paralisando as suas atividades nos setores onde têm vínculos empregatícios?

Assistimos alguns movimentos grevistas onde profissionais simplesmente abandonam os seus postos de trabalho, vão para casa descansar ou para os seus serviços privados e não levam em conta o objetivo real da greve que é lutar por melhorias salariais e outras reivindicações propostas para a classe.

Isto não se chama greve, mais sim férias ou recesso para cuidar de atividades privadas.

Portanto devemos estar atentos e discutir estas questões que muitas vezes não percebemos o quanto nos afetam.

Não sou contra a greve, pelo contrário, é justo e necessário que aconteça, porém de forma organizada, ordeira e com propósitos definidos e que as paralisações tenham como objetivo lutar por direitos da classe, discutir propostas e não simplesmente abandonar o posto de trabalho aproveitando para um recesso em suas atividades.

Pois os vencimentos (salários) dos servidores públicos são pagos pelo contribuinte, pelo cidadão que pensa que não paga imposto porque não sabe que o verdadeiro imposto está embutido no preço dos produtos que ele adquire no seu dia-a-dia.

Portanto, quando há uma greve, independente do setor, quem paga a conta é o contribuinte, é o cidadão, por isso devemos estar atentos a estes movimentos, apoiar com responsabilidade e cobrando responsabilidade de quem o promove.

Este é um debate que é interessante ser construído buscando a justiça para todos e não simplesmente defendendo bandeiras em função do jogo político.

As únicas bandeiras que devemos levantar são as bandeiras da paz e da justiça onde os únicos vencedores que precisamos defender é o povo que trabalha, paga impostos para manter o serviço público funcionando em defesa de cada cidadão e cidadã.

Tarcízio Leite – 16 de novembro de 2016.

 

– As opiniões emitidas pelos colunistas e leitores são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião do Saojosedoegito.Net.

COLUNA DA QUARTA – Por Tarcízio Leite
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