Advogados protestam no Recife contra a reforma da Previdência. Foto: Rafael Furtado/FolhaPE

Advogados protestam no Recife contra a reforma da Previdência. Foto: Rafael Furtado/FolhaPE

Um grupo de pessoas participaram de um protesto na tarde deste domingo (18), no Cais da Alfândega, Centro do Recife, contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que trata da reforma da Previdência. A manifestação, que aconteceu também em outras 18 cidades brasileiras foi encabeçada pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdencialista (IBDP) junto com o Instituto dos Advogados Previdencialistas (IAP) e contou com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
“Nós acreditamos que o Brasil precisa fazer uma reforma na Previdência, mas essa proposta colocada aí está suprimindo direitos constitucionais e não permitirá que os trabalhadores se aposentem”, afirmou o advogado coordenador do IBDP, Elizeu Leite, que apontou três itens da reforma como inaceitáveis: a fixação da idade mínima de 65 anos; aposentadoria integral apenas com 49 anos de contribuição; e aposentadoria rural após 65 anos.
“A gente está se organizando para apresentar uma contra-proposta com o objetivo de abrir uma discussão, porque do jeito que essa reforma está, o Brasil terá a pior Previdência do Mundo”, reclamou.
Já o advogado Almir Reis lembra que Pernambuco conta com algumas cidades em que a expectativa de vida é menor que 65 anos. “Nessas cidades, como Joaquim Nabuco, as pessoas não conseguirão se aposentar. Dificilmente o trabalhador rural de lá conseguirá trabalhar até poder tirar sua aposentadoria”, reclama.

 

Da Folha PE

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, neste sábado (17), por meio de nota, que investiga a morte de um homem de 58 anos no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), na área central do Recife. O óbito sob suspeita teria sido causado pela doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), conhecida como doença priônica. De acordo com o Ministério da Saúde, a moléstia, que atinge o sistema nervoso central, é rara e não infecciosa, na maioria das vezes. A incidência é de um a dois casos para cada um milhão de habitantes.

Em todo o mundo, uma variante dessa doença ficou conhecida popularmente como ‘Mal da Vaca Louca’. Caso seja confirmada a suspeita, será o sétimo caso de doença priônica desde 2005, em Pernambuco, segundo dados do Ministério da Saúde. No mesmo período, ocorreram 14 notificações no estado. É o primeiro caso investigado em quatro anos.

A suposta vítima é Gabriel Bráz da Silva. Ele estava internado na unidade de saúde desde agosto deste ano, segundo a família, e morreu na noite da sexta-feira (16). Conforme a secretaria, o corpo foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), centro com capacidade de realizar a retirada das vísceras cerebrais, única forma de investigação da doença.

De acordo com o sobrinho dele, Márcio Batista, o homem sofria com os sintomas da doença há dois anos. Porém, só foi internado pela primeira vez há nove meses, em Goiana, na Mata Norte. “Ele começou sentindo as pernas fracas e com dificuldade para mastigar”, relembrou. O quadro, no entanto, evoluiu rápido. Logo em seguida, Gabriel não andava nem falava mais.

Márcio diz que os médicos não sabem como o tio contraiu a doença. Entretanto, a família comenta que ele costumava comprar carnes na feira livre de Goiana, onde morava. “Mandaram a gente queimar as roupas dele e cremar o corpo, mas enterramos no município por falta de orientações”.

A SES garante que a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) foi acionada para explicar as medidas de segurança para manipulação do corpo. A moléstia atinge o sistema nervoso central. Ela se manifesta de várias formas. Os sintomas são demência progressiva associada a tremores musculares de extremidades.

Ainda segundo a pasta, a transmissão da doença pode ser prevenida ao evitar ingestão de carne. Principalmente, o cérebro ou outro tecido nervoso de animais doentes. Há ainda a contaminação por transfusão de sangue ou transplante de órgãos.

Explicações
Segundo a nota de Secretaria Estadual de Saúde, as doenças priônicas constituem um grupo de patologias crônicas, progressivas, de ocorrência imprevisível, invariavelmente fatais e afetam principalmente o sistema nervoso central, que acomete tanto homens como animais.

Na maioria dos casos registrados no Brasil, a doença não tem origem infecciosa, ocorrendo normalmente num padrão espontâneo (sem antecedentes na familia) ou familiar (quando há relatos de casos entre parentes).

Nos anos 80, a partir de um surto de doença ocorrido no rebanho bovino da Inglaterra, foi amplamente divulgado nos meios científicos que a existência de um agente transmissível como causa da moléstia e de outras doenças priônicas.

Esse agente causador não é um vírus ou qualquer organismo conhecido naquela época, e sim um novo agente. O príon é uma partícula proteinácea com capacidade infectante. A secretaria ressalta que que a expressão ‘Mal da Vaca Louca’ é utilizada, de forma equivocada, como sinônimo de Doença de Creutzfeldt-Jakob. “Nenhum caso dessa variante foi notificado no Brasil”, informa a nota.

Estatísticas
A vigilância epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde captou, de 2005 a 2014, 439 notificações de casos suspeitos de DCJ, dos quais 38 (8,6%) foram confirmados definitivamente pelo exame neuropatológico, 15 (3,4 %) foram classificados como DCJ possível, 54 (12,3%) se enquadram como DCJ provável, 38 (8,6%) foram descartados e 294 (67%) não possuem dados complementares suficientes para definição de caso ou ainda aguardam informações.

 

Do G1 PE

Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Pelo terceiro ano consecutivo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove a campanha Dezembro Laranja. Diante da chegada do verão, a proposta é conscientizar a população sobre a necessidade do combate e prevenção do câncer de pele.

Para participar, basta acessar o site da campanha e compartilhar o conteúdo nas redes sociais, utilizando as hashtags #dezembrolaranja e #controleosol. Também é possível alterar a foto de perfil no Facebook e no Twitter usando o aplicativo da campanha.

De acordo com a Sociedade de Dermatologia, o diagnóstico precoce do câncer de pele é fundamental para o sucesso do tratamento. A campanha reforça, portanto, a necessidade das chamadas atitudes fotoprotetoras de fácil execução no dia a dia do brasileiro.

Monumentos iluminados

Diversos pontos turísticos e monumentos em todo o país ganharam iluminação especial com a cor da campanha em pontos centrais das cidades no intuito de reforçar que o câncer da pele pode ser prevenido.

No Rio de Janeiro, o Bondinho Pão de Açúcar foi o primeiro monumento a abraçar a causa. No último dia 1º, além de se “vestir” de laranja, o local recebeu artistas, médicos e outros convidados para o lançamento da campanha, que contou com a presença da bateria da Escola de Samba Portela.

O Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, a Pinacoteca Benedicto Calixto, em São Paulo, a Ponte Newton Navarro, no Rio Grande do Norte e o estádio Beira Rio, no Rio Grande do Sul também se uniram no combate ao câncer da pele durante o Dezembro Laranja.

Super Protetor

O mascote Super Protetor é a estrela de um desenho animado lançado pela SBD para disseminar o Dezembro Laranja de forma descontraída e consciente a adultos e crianças. Ele tem como armas de proteção capa, óculos escuros e protetor solar, além de um relógio para avisá-lo qual o melhor horário para tomar banho de sol.

O desenho aborda situações do cotidiano e reforça a necessidade de fotoproteção no dia a dia, principalmente entre crianças e adolescentes. A entidade alerta que os efeitos nocivos do sol estão diretamente relacionados a intensidade da exposição solar desde a infância, sendo cumulativos e irreversíveis.

Cenário

Em 2016, a SBD, junto com o DataFolha, divulgou pesquisa inédita que imprime a radiografia do hábito de exposição solar do brasileiro. O estudo traz dados considerados alarmantes pelos dermatologistas:

– 106 milhões de brasileiros se expõem ao sol de forma intencional nas atividades de lazer – 70% da população acima de 16 anos

– 63% dos brasileiros não usam protetor solar no seu dia a dia

– 6 milhões de brasileiros adultos (mais de 4% da população) não se protegem de forma alguma quando estão na praia, piscina, cachoeira, banho de rio ou lago

Dados do Instituto Nacional de Câncer estimam que, em 2016, foram contabilizados cerca de 176 mil novos casos de câncer da pele não melanoma no Brasil. Os principais tipos de câncer registrados no país são os de pele não melanoma (para ambos os sexos), o de próstata e o de mama.

Já a Organização Mundial da Saúde prevê que, no ano 2030, haverá no mundo 27 milhões de casos novos de câncer, com 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com câncer. O maior efeito desse aumento incidirá em países em desenvolvimento. No Brasil, o câncer já é a segunda causa de morte por doenças, atrás apenas das do aparelho circulatório.

 

Por EBC