O vereador José Aldo de Lima (PT), conhecido como Aldo da Clipsi, foi neste sábado o entrevistado do jornalista Geraldo Palmeira Filho na Rádio Cultura AM 1.320 KHz. Na pauta da política egipciense o foco continua sendo os bastidores da eleição da Mesa Diretora da Câmara, onde não há definição nem de um lado nem do outro de quem serão os candidatos de consenso. Outros pontos interessantes também foram abordados.

Na conversa foi pedido que o vereador fizesse uma análise e apontasse qual foi a falha cometida por seu grupo para que não obtivesse êxito na reeleição do prefeito Romério Guimarães. De pronto o parlamentar respondeu que “o excesso de confiança foi o causador desse resultado; não há como pensar diferente”.

Durante a entrevista o vereador fez defesa do governo de Dr. Romério, apontando obras e serviços que foram desenvolvidos nos quase 4 anos de mandato do petista.

Uma das matérias que vem causando mais repercussão na Câmara é o projeto que implanta o “Estatuto do Magistério”. Aldo da Clipsi disse que é favorável ao projeto enviado pelo Executivo na íntegra. Ele se opõe a emendar o documento. Nos últimos dias professores tem feito pressão para que o presidente da Câmara, Doido de Zé Vicente, coloque o projeto em votação. Doido tem dito que colocará, entretanto, defende que o item que trata de eleições para diretores seja modificado.

José Aldo disse ainda que fará uma oposição limpa, que fiscalizará todos os atos da gestão de Evandro Valadares. O parlamentar completou dizendo: “Subirei quantas vezes for preciso os degraus da prefeitura e conversarei com o futuro prefeito todas as vezes que forem necessárias”.

Sobre a eleição da Mesa Diretora, Aldo da Clipsi mais uma vez disse que poderá ser candidato. De forma mais enfática falou que “o fogo amigo é o que está atrapalhando mais o processo de união do grupo em torno desse tema”. Segundo ele, “o prefeito Romério e o ex-deputado Zé Marcos têm que participar mais do processo; têm que chamar mais os vereadores eleitos pra conversar”.

Aldo da Clipsi vai para seu segundo mandato na Câmara de São José do Egito. Nas últimas eleições ele obteve 924 votos.

Após a entrevista na emissora, ele também conversou com o Saojosedoegito.Net. Confira no vídeo:

Profissionais da Energisa desfizeram a ligação clandestina na residência da advogada. Foto: Reprodução/João Alencar da Notícia

Profissionais da Energisa desfizeram a ligação clandestina na residência da advogada. Foto: Reprodução/João Alencar da Notícia

Foi presa neste sábado (26) na cidade de Pombal, Sertão da Paraíba, a 371 Km de João Pessoas, uma advogada, que não teve a identidade revelada, após ser flagrada pela Polícia Civil praticando crime de furto de energia elétrica no local onde reside.

 

A advogada foi presa em flagrante e conduzida à delegacia da cidade, onde foi autuada, prestou depoimento e liberada após pagamento de fiança. A polícia não informou o valor imposto.

 

Profissionais da Energisa (concessionária de energia elétrica) desfizeram a ligação clandestina na residência da mulher depois da constatação da ilegalidade.

Imagem ilustrativa

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Uma empresa de auditoria constatou através de pesquisa que brasileiros que possuem smartphones estão cada vez mais causando problemas por conta do uso excessivo do aparelho. Para a pesquisa, 15% desses brasileiros atravessam ruas interagindo com seus aparelhos sem se dar conta do perigo de causar um acidente.

Os dados também apontam que 12% dos entrevistados dirigem quase sempre interagindo com seus aparelhos. Já em afazeres de casa, 35% dos brasileiros sempre ou quase sempre usam os aparelhos enquanto realizam uma refeição.

A pesquisa também mostrou que, durante o trabalho, 48% dos brasileiros que participaram do estudo admitem utilizar sempre, ou quase sempre, seus smartphones. Somente 6% afirmam que nunca usam seus aparelhos no horário de expediente.

Os aparelhos também estariam ligados a brigas conjugais, já que 30% dos entrevistados relataram ter pelo menos uma discussão de casal por semana em razão do excesso de uso do equipamento.

A pesquisa, que também foi realizada em outros países, ouviu 2.005 pessoas de todas as regiões do Brasil, com idades entre 18 e 55 anos.

Fidel Castro, morreu no fim da noite de sexta-feira (25), informou seu irmão e atual presidente Raúl Castro. Foto: Reprodução

Fidel Castro, morreu no fim da noite de sexta-feira (25), informou seu irmão e atual presidente Raúl Castro. Foto: Reprodução

Lenda da esquerda latino-americana, Fidel Castro, morreu no fim da noite de sexta-feira (25), informou seu irmão e atual presidente Raúl Castro. Fidel foi o líder histórico da revolução cubana, que, mais de cinco décadas depois de seu triunfo, sobrevive como um dos últimos regimes comunistas do mundo.

Os restos de Fidel Castro, serão cremados neste sábado (26), anunciou seu irmão, o presidente Raúl Castro.

“Em cumprimento da vontade expressa do companheiro Fidel, seus restos serão cremados nas primeiras horas” deste sábado, afirmou o presidente em uma mensagem na televisão.

A notícia da morte de Fidel, apesar de seu frágil estado de saúde, tomou de surpresa os cubanos e repercute no mundo através das mensagens de condolências de vários dirigentes.

Único nome ainda vivo dos grandes protagonistas da Guerra Fria, Fidel encarnou o símbolo do desafio a Washington: o guerrilheiro de barba e uniforme verde oliva, que fez uma revolução socialista, marxista-leninista, a apenas 150 km do litoral dos Estados Unidos.

Fidel governou por 48 anos a ilha, mas continuou sendo o líder máximo e guia ideológico da revolução mesmo quando, doente, delegou o poder a seu irmão Raúl, cinco anos mais velho, em 31 de julho de 2006.

No dia 1 de janeiro de 1959, Fidel Castro, à frente do em exército de “barbudos”, derrotou o ditador Fulgêncio Batista, após 25 meses de luta nas montanhas de Sierra Maestra. Este dia foi o começo de um pesadelo para Washington e uma era de polarização na América Latina.

Em seu comando, Cuba participou do momento mais quente da Guerra Fria, converteu-se em santuário da esquerda, inspiração e sustentação de grupos armados que enfrentaram regimes de direita e sangrentas ditaduras, na época financiadas pelos Estados Unidos em seu afã de frear o avanço do comunismo.

O patriarca
Fidel dirigiu com pulso firme o destino dos cubanos, para uns um pai insubstituível, para outros com um orgulho messiânico. Em seu governo nasceram 70% dos 11,2 milhões de habitantes da ilha.

Seus opositores o viam como implacável ditador que acabou com as liberdades, submeteu os cubanos a penúrias econômicas e não admitiu a decadência. Mais de 1,5 milhão de pessoas partiram para o exílio, principalmente para Miami, nos Estados Unidos.

Mas, para seus seguidores, ele sempre foi um paradigma da justiça social e da solidariedade para com o Terceiro Mundo, elevando Cuba à potência mundial no esporte, com os níveis de saúde e educação mais elevados da América Latina.

De personalidade excepcional, complexa e esmagadora, para ele nada passava indiferente. Opositores na ilha e no exílio, incluindo alguns “fidelistas”, traçam um retrato contrastado: inteligente, ambicioso, audaz, voluntarioso, corajoso e autoritário.

Eterno guerrilheiro
Fidel nasceu na oriental aldeia de Birán, no dia 13 de agosto de 1926, terceiro dos sete filhos do imigrante espanhol Angel Castro e da camponesa cubana Lina Ruz.

Fidel Castro foi educado e disciplinado desde pequeno por jesuítas, mas moldou sua rebeldia inata na Universidade de Havana, onde se graduou em direito em 1950.

Iniciou a revolução cubana aos 26 anos quando, com pouco mais de cem homens, tentou invadir, no dia 26 de julho de 1953, a segunda fortaleza militar da ilha, o quartel Moncada.

Sua famosa frase “A história me absolverá”, dita quando foi julgado por essa ação, mostrou o quanto compreendia do poder destas palavras. Foi um dos maiores oradores dos últimos 50 anos, famoso por seus discursos absurdamente infinitos.

Ficou exilado no México e retornou com 81 homens, entre eles o argentino Ernesto Che Guevara e seu irmão, em um desastroso desembarque no dia 2 de dezembro de 1956 para iniciar a guerra que derrotou Batista.

Sua história e a da revolução se confundem numa só. Sobreviveu a uma invasão da Baía dos Porcos, em 1961, à crise dos mísseis em 1962 e à desintegração da União Soviética. Sustentou militarmente e economicamente a ilha por mais de três décadas.

Onze homens da Casa Branca tentaram asfixiar o governo comunista por meio de um embargo econômico, vigente desde 1962, considerado “criminoso” por Havana e, segundo os opositores de Fidel, utilizado por ele como justificativa para o desastre da economia.

De acordo com as forças de segurança cubana foram 638 complôs orquestrados contra Fidel Castro, principalmente pela CIA.

Encantador de serpentes
Conspirador nato, teimoso e mestre na arte da estratégia, a emoção do risco foi o maior estímulo de sua vida. Em cada derrota via uma vitória disfarçada. Era um péssimo perdedor.

Praticou natação, basquetebol, beisebol, caça submarina e outros esportes. Disciplinado, em 1959 fumava em média uma caixa de charutos por dia, mas, no final de 1985 parou de fumar para combater o tabagismo em um país produtor de tabaco por excelência.

Homem de ação, leitor voraz dotado de uma memória invejável, conversador inveterado e inquieto, Fidel viveu em uma relativa austeridade.

Quando ficou doente em julho de 2006, manteve um regime de trabalho alucinante, ocupando-se do menor problema doméstico até o movimento mais calculado do xadrez político internacional. Contudo, um desmaio em 2001 e uma queda em 2004 acionaram os alarmes quanto à saúde do homem mitificado, acreditado como imortal por muitos cubanos.

Ergueu um intransponível muro entre sua vida pública e privada. São conhecidos oito filhos seus: seu primogênito ‘Fidelito’, do casamento com Mirta Díaz-Balart; Alina Fernández e Jorge Angel, de outras duas relações; Alejandro, Antonio, Alexis, Alex e Angel, com Delia Soto del Valle, sua parceira por décadas até sua morte.

Muitos amores passaram por sua vida, apesar disso se dizia tímido com as mulheres. Em um país engraçado, musical e sensual, era pouco dado a piadas e não sabia dançar.

Sempre foi um guerrilheiro, simbolizado por seu eterno traje verde oliva de Comandante-em-Chefe. “Jamais deixarei a política”, disse uma vez. Mas, depois das crises de saúde, no crepúsculo de sua vida passou a se dedicar a leitura e escrita, auto-intitulando-se “soldado das ideias”.

Na véspera da revolução disse aos seus companheiros: “Não viverei nem um dia a mais depois do dia de minha morte”.

 

Da AFP