Onda de violência assusta o Pajeú

 

Nesta terça-feira, dia 1º de novembro, segundo informações de blogs da Região, a agência dos Correios da vizinha cidade de Itapetim – PE foi assaltada.

Na vizinha cidade de Tabira-PE, de acordo com publicação deste blog, do Mais Pajeú, dentre outros, fora assassinada a esposa do vereador eleito Marcílio Pires, Érica Paula Leite, 30 anos, conhecida como Paulinha, morta a facadas.

Este é mais um dia marcado pela violência que assusta e nos coloca uma interrogação sobre a paz tão sonhada pelas pessoas que buscam as pequenas cidades do interior, correndo da violência dos grandes centros.

O que realmente está acontecendo com o ser humano?

Sabemos que os assaltos, assassinatos e outros atos de violência que vem ocorrendo em nosso Pajeú, no Estado e por que não no país, não são frutos apenas da crise econômica, política ou social, mas dentre estes fatores existem outros em evidencias que não se leva em consideração.

“No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o rio Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. Ora, a terra prometida era a cidade de Jericó, que era uma fortaleza inexpugnável. Para isso foi necessário derrubar as muralhas de Jericó.”

E hoje? Quem é o escolhido para propagar a paz? Será que cada um de nós não é responsável por este sinal tão esperado de desejado por todos? E o que estamos fazendo diante desta busca?

É necessário parar a cada dia e colocar em prática a frase que é título de livro do nosso admirável filosofo “Mario Sérgio Cortella” – Qual a minha obra?

Diante de fatos como estes nos dias de hoje, poucos se preocupam em refletir sobre a paz, sobre a busca de soluções pacíficas, a maior preocupação é acusar, falar de crimes bárbaros e de violência.

Por que será? Será que temos algumas muralhas dentro de nós mesmos que precisamos derrubá-las?

Será que trocando o nosso pessimismo, o negativismo por ações positivas, construtivas, não seríamos capazes de estimular a calma, a serenidade, caminho para paz interior e exterior?

Analisando pontos como estes, é possível que derrubando as muralhas da arrogância, da prepotência, do pessimismo, da falta de diálogo, que nada mais é do que a cegueira que desconstroem as atitudes positivas, se não construir, não estimularíamos a falta de paz.

Para isto precisamos estimular o diálogo, o que só acontece quando conseguimos conversar e não discutir. Conversar e não se defender do que não está sendo acusado. Escutar antes de agredir. Respeitar antes de ter medo.

Precisamos ainda entender o que é respeito e o que é medo, pois muitas pessoas praticam atitudes como se fossem de respeito, quando na verdade é apenas o ato de se esquivar de ser repreendida ou agredida, se não fisicamente, verbalmente ou moralmente.

Respeito deve ser um ato espontâneo e consciente de que o outro é merecedor, assim como quem age em sã consciência sabe que todos merecem.

Mas na maioria das vezes estas atitudes faltam em casa com os pais, com os filhos, com o esposo, com a esposa, quanto mais próximo, maior a liberdade, maior a falta de respeito, por que não se tem noção do que isto significa.

Faltando respeito no seio da família, gera mal-estar, e quanto não se agride em casa, agride na rua.

Se fossemos apresentar aqui as coisas mais simples que acabam gerando os maiores transtornos dentro da sociedade, teríamos muito o que relacionar, mas, aqui, quero chamar atenção apenas para estes pequenos fatos dentro dos lares que são invisíveis aos olhos da sociedade, que são: As muralhas da arrogância, da prepotência, da falta de respeito, da falta de diálogo, não por falta de oportunidade, mas por falta de sensibilidade humana de refletir sobre as pequenas atitudes.

Um dos grandes equívocos da nossa sociedade é a inversão de valores.

A paz não se constrói na rua, ela é construída nos lares e disseminada na sociedade.

Não se constrói a paz incentivando a discórdia!

 

Tarcízio Leite – 02 de novembro de 2016.

 

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floresNeste Dia de Finados os pernambucanos estão homenageando seus entes queridos de forma mais modesta. Pelo menos é isto o que afirma o Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais (Sindiflores). Segundo a entidade, as vendas de flores devem cair 31,8% em relação ao mesmo período de 2015. Afinal, os produtos estão mais caros. No entorno do Cemitério de Santo Amaro, por exemplo, o valor médio das flores gira em torno de R$ 15 e R$ 30, podendo chegar a R$ 60.

É por isso que 44% dos comerciantes ouvidos pelo Sindiflores em Pernambuco acreditam que irão vender menos neste Dia de Finados. E o movimento nas bancas de flores, ontem, confirmava os números da pesquisa.

Para atrair clientes e garantir as vendas nesta situação, muitos comerciantes prometem aderir à estratégia das promoções. Outros dizem até que estão abertos a negociações.

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Sílvia Patrício quando esperava para prestar depoimento na delegacia

A Polícia Civil efetuou a prisão de um homem e uma mulher que teriam matado a esposa de um vereador eleito de Tabira, no Sertão de Pernambuco. Érica da Silva Souza Leite, de 30 anos, era casada com o sargento reformado da Polícia Militar de Pernambuco Marcílio Fernandes Valadares Vieira, que também é dentista, e foi morta nessa terça-feira.

O crime aconteceu na manhã dessa terça, por volta das 10h, na zona urbana de Tabira. Ela foi assassinada com golpe de faca no pescoço, na calçada da casa onde morava, quando voltava da academia. Após o crime, a polícia realizou buscas na área, por meio do 23º BPM, Malhas da Lei, Ciosac, Polícia Civil e Guara Municipal.

O acusado foi encontrado na divida das cidades de Tabira e Solidão. Também foi localizada a faca utilizada no crime ainda com vestígios de sangue. Em depoimento, José Tenório, conhecido como Zé Galego, de 58 anos, confessou o crime. Ele apontou a fisioterapeuta Maria Silvaneide da Silva Patrício, conhecida como Paquira, de 44 anos, como mandante do crime. Paquita é ex-mulher do vereador eleito.

Paquita e Zé Galego foram autuados em flagrante por homicídio duplamente qualificado – por motivo torpe e a traição. Os presos serão levados ainda nesta quarta-feira (2) para audiência de custódia, no plantão judiciário de Afogados da Ingazeira. O inquérito policial será concluído, no prazo de 10 dias, pelo delegado Thiago Souza, titular de Tabira.

 

Fonte: FolhaPE