interrogaçãoNa ETE – Escola Técnica Estadual Célia Siqueira, em São José do Egito, temos os cursos Técnicos de Administração e Meio ambiente.

Em setembro de 2016 o Rotary Club de São José do Egito, através de seu Presidente, Tarcízio Leite, fez palestra nesta escola sobre o Tema Gestão Pública – Educando para Cidadania.

Nesta oportunidade firmamos compromisso com a Escola para oferecer Estágio para os alunos do curso Técnico em Administração.

Encaminhamos a CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas de São José do Egito, ofício solicitando participar da parceria para o estágio.

Como os alunos estudam em horário integral, sugerimos à escola que o Rotary oferece treinamento para os alunos sobre o MEI – MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL – capacitando-os à constituição da empresa e orientação para o Microempreendedor Individual.

A ideia é que os alunos aos sábados façam o atendimento na sede da CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas – onde receberam a demanda e durante a semana irão executar o trabalho acompanhados por profissionais da Escola Técnica e do Rotary e no sábado seguinte, de volta ao atendimento na CDL, entreguem os documentos da empresa constituída, prontos para que ela possa funcionar.

Os alunos terão no site do Rotary, uma página, onde no link Serviços (https://rotaryclubsje.wixsite.com/rcsaojosedoegito/servicos) recebem toda orientação para atendimento ao Microempreendedor Individual.

Este trabalho terá início ainda neste mês de outubro proporcionando ao pequeno empreendedor a oportunidade de se legalizar e receber orientação, e ao aluno do curso Técnico em Administração a oportunidade de se capacitar para o mercado de trabalho.

Isto é “Rotary a Serviço da Humanidade”.

Esta matéria foi publicada no Saojosedoegito.Net no dia 19 de outubro de 2016, e como forma de dar uma satisfação aos nossos leitores, venho aqui informar que as palestras, o treinamento para os alunos selecionados e todos os nossos compromissos foram cumpridos.

Porque o estágio não aconteceu só quem pode informar é a ETE e seus parceiros, Rotary, e CDL, pois como profissional realizei tudo que foi proposto.

 

Texto: Tarcízio Leite

Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

Nenen Patriota é poeta, professor e ativista cultural. Foto: Facebook

NOVENÁRIO DA VERDADE! (TÍTULO ALTERNATIVO: O SERTÃO NÃO QUER SER A CAPITAL)!
PRIMEIRA NOVENA ( PAI NOSSO QUE QUE ESTÁS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME) – O primeiro equívoco do deputado Antônio Moraes é imaginar que capital seja algo superior. Capital não é crédito, mérito ou honraria. Capital é centro administrativo e centro político de altíssima responsabilidade. Sertão não é descrédito, demérito ou desonra. Sertão é raiz, identidade indestrutível e PATRIMÔNIO Cultural da Resistência! Eis a distinção. Ela (capital) se sustenta por seus valores; ele (sertão), igualmente;

 

SEGUNDA NOVENA (VENHA A NÓS O VOSSO REINO) – O segundo equívoco (este imperdoável) é mandar elaborar um Projeto de Lei sem conhecimento da temática nem da história de um povo e, muito menos, de toda uma região, que inclusive, ultrapassa as fronteiras da divisa pajeuzeira;

 

TERCEIRA NOVENA (SEJA FEITA A VOSSA VONTADE) – Para esclarecer quem é ignorante na temática da Poesia Popular, é oportuno que se elenque os 30 municípios que carregam o aroma da poesia no sertão de Pernambuco e da Paraíba, excluindo-se naturalmente, os municípios de outras regiões dos dois estados. São 15 municípios paraibanos e 15 pernambucanos. Da Paraíba, são: 1- Teixeira; 2- Matureia; 3- Patos; 4- Imaculada; 5- Taperoá; 6- Ouro Velho; 7- Prata; 8- Sumé; 9- Monteiro; 10- Livramento; 11- Pombal; 12- Cajazeiras; 13- Pilar; 14-Desterro e 15- Princesa Isabel. Do sertão de Pernambuco, são: 1- São José do Belmonte; 2- Sertânia; 3- Arcoverde; 4-Serra Talhada; 5-Afogados da Ingazeira; 6- Iguaraci; 7- Ingazeira; 8- Tabira; 9- Triunfo; 10 – Carnaíba; 11- Tuparetama; 12- Santa Terezinha; 13- Brejinho; 14- Itapetim e 15- São José do Egito. Quem quiser, faça igual a mim, passe 40 anos pesquisando e saiba o histórico, a prática, o cotidiano, a trajetória e as tradições poéticas dos 30 municípios iluminados dos sertões de Pernambuco e da Paraíba;

 

QUARTA NOVENA (ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU) – Esclareça-se, também, que das 12 “cidades” citadas do Pajeú das Flores não há uniformidade similar entre elas. Cada qual teve e tem suas peculiaridades sui generis. Há uma relação parecida, mas o histórico faz-se distinto, inconfundível e autêntico;

 

QUINTA NOVENA (O PÃO NOSSO DE CADA NOS DAI HOJE) – No Pajeú, Santa Cruz da Baixa Verde, Quixaba, Solidão e Calumbi não exalam a mesma verve poética dos demais 12 municípios. Há manifestações e potencialidades isoladas, mas não raízes e frutos cotidianos e genuínos de efervescência no campo da poesia. Tal fato não as torna menores. Simplesmente são universos paralelos;

 

SEXTA NOVENA (PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS) – Tabira não é apenas um centro de produção poética de inteligência genial. Tabira é o município da religiosidade arraigada na alma popular. Tabira tem muito mais. De Dona Nevinha Pires, Dedé Monteiro (e família), Sebastião Dias, Genildo Santana, Pedro de Alcântara, da APPTA, dos educandários de qualidade, das festas populares, da Missa do Poeta, dos Grupos de Dança, do comércio pujante, do Movimento de Música Alternativa, da culturalíssima Feira do Gado, dos vaqueiros, aboiadores, das bandas marciais extraordinárias e das crianças e adolescentes aprendendo versificação com os mestres todo o tempo, dentre outras aptidões. Tabira é, sem dúvida, a “Cidade das Tradições”, tal qual Teixeira, Monteiro, Patos, Brejinho, Itapetim, São José do Egito (única cidade do Brasil a ter a Disciplina de Poesia Popular), Tuparetama, Triunfo e Serra Talhada. Todas elas multiculturais. Tabira não precisa de oficialismo pasteurizado da legalidade em forma de “consolação”. Tabira não necessita de condecorações oriundas de proselitismo politiqueiro. Ela já é sublime pela própria natureza e grandeza de seu povo;

 

SÉTIMA NOVENA (ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO) – Contar poetas por metro quadrado ou somar quem lança mais livros é matemática inútil. O que mede a legitimidade poética de um município é sua história, sua trajetória e suas manifestações conhecidas no Nordeste, no restante do Brasil e fora dele;

 

OITAVA NOVENA (E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL…) – Eis a história inequívoca e inapelável. Por volta de 1720, surgiram os primeiros poetas cantadores na serra de Canudos (hoje, Teixeira), sendo o primeiro genial repentista Agostinho Nunes da Costa, nascido em 1797, pai de três filhos cantadores, dentre eles, Ugolino (mais poeta que o pai e os irmãos). Por volta de 1750, alguns repentistas seguiram a nascente do Rio Pajeú (localizada em Brejinho) e encontraram um lugarejo denominado Umburanas (hoje, Itapetim) e lá se alojaram. Por volta de 1780, muitas destas famílias e seus descendentes passaram a residir em uma povoação maior, chamada de São José das Queimadas e depois São José da Ingazeira (hoje, São José do Egito). Por mais que exponha bairrismo, nada mais coerente que Teixeira ser a TERRA-MÃE DA CANTORIA; Itapetim, O VENTRE IMORTAL DA POESIA e São José do Egito, O BERÇO IMORTAL DA POESIA. A sequência foi recorrente. O Rio cuidou de expandir o seu mais rico fruto… O pioneirismo ou nascedouro se manteve nas três estrelas reluzentes das duas regiões circunvizinhas. Teixeira ofuscou o passado e o resgatou; Itapetim sempre manteve o vigor e São José do Egito aglutinou mais e se tornou mais conhecida no Brasil e no exterior. Qualquer versão não passa de versão. O que externo aqui é fato;

 

9- NOVENA FINAL (AMÉM)! –
QUEM NOSSA HISTÓRIA DESMENTE
NÃO CORRÓI O PATRIMÔNIO
COMO O “DETURPADO” ANTÔNIO
MORAES, TÃO INCOERENTE
SEU GESTO FOI IMPRUDENTE
ILEGÍTIMO, BANAL
UM ERRO CRASSO, FATAL
POR SER NÉSCIO NA RAZÃO…
SERTÃO É SEMPRE SERTÃO
CAPITAL É CAPITAL!
(POR NENEN PATRIOTA – Em 24/06.2017)

Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada

Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada

O Pajeú é um só!

 

Melhor do que receber títulos, somente a graça de merecê-los.

O Pajeú acompanhou na última semana a divulgação de um Projeto de Lei de autoria do Deputado Estadual Antônio Morais (PSDB) que torna Tabira a Capital Estadual da Poesia. Ponderar a grandeza cultural que Tabira gera e alimenta é redundância. Tabira é mãe de inspirados poetas e de fato, vive uma atmosfera de cultura popular que vai das urnas aos palcos.

No entanto, o País Pajeú – que reúne 17 cidades no eixo que respira a poesia popular – parecia já haver superado o obsoleto debate de quem é berço, quem é ventre, e quem é capital da poesia. Discussão que jamais colaborou com a valorização institucional da cultura popular e que atrasou a integração de uma região que unida é maior em arte e em trabalho.

A pirotecnia política de um projeto de lei dessa natureza fere de morte a arte que é produzida em todas as outras cidades. Não é hora de discutir quem gerou mais poetas, onde reside mais cantadores, muito menos qual cidade merece o título. A legitimidade de região da poesia foi conferida pela história. É uma legitimidade secular e corroborada pelo povo.

Somos, enquanto pajeuzeiros e produtores do belo, invisíveis aos olhos políticos quando o assunto é investimento. Quando agonizamos na ânsia de elaborar um plano de política cultural que contemple cada cidade. Não vejo a Assembleia Legislativa de Pernambuco empenhar nenhum esforço na hora de reconhecer que existe uma região que exportou gênios e continua a fomentar espontaneamente a formação cultural de milhares de jovens.

Não é proposto nenhum projeto de lei que reconheça a contribuição do Pajeú na formação da história e da identidade do povo de Pernambuco. Não existe no Palácio da Princesas uma porta aberta quando o assunto é discutir e investir na cultura sertaneja.

É esse tipo de Projeto de Lei que o Pajeú precisa.

É o título de Região que reconhece e valoriza os artistas e os produtores culturais.

Muito do potencial inclusive econômico da nossa terra poderia ser potencializado pela gestão cultural responsável e estruturada, mas quando finalmente um olhar político resolve nos enxergar o que consegue propor é o retorno de um debate pequeno e que envergonha o patamar cultural que a região conquistou.

Tabira é a terra das tradições. Mãe do patrimônio vivo Dedé Monteiro. Elegeu por duas vezes um poeta repentista para o executivo municipal. Mas compreendo que eleger uma cidade que apesar de indiscutível destaque no cenário cultural não é exceção de uma região é simplesmente fechar os olhos para outras 16 que com ou sem título, fomentam, aquecem e imprime os valores da poesia na formação dos seus cidadãos.

Nós precisamos de integração. De uma política cultural que compreenda e valorize as diversas potencialidades da nossa região de forma paritária.

Tenho absoluta certeza que não é projeto de lei de Deputado Estadual que por ser votado em determinado município vai arrancar a legitimidade que a história já concedeu a um povo e uma região.

Enquanto os olhos políticos estiverem concentrados em faturar politicamente em cima da cultura, a causa poesia popular será manuseada como objeto de adorno e bravata partidária, longe da reverência justa que merece.

Não precisamos de mais títulos. Nossos títulos foram construídos no empenho de dezenas de cantadores de viola que elevaram o nome da nossa região Brasil a fora. Nosso título nasceu com Os irmãos Batistas (que só deletaram sentimentos e acumularam fãs), com Rogaciano Leite, Zezé Lulu, Job Patriota, Zé Catota, João Paraibano e diversas estrelas que compõe a constelação Pajeú.

Nosso título continua sendo legitimado. A safra nova não decepciona e se multiplica com uma força e uma rapidez que parece o embalo de um martelo a desafio ou de um galope a beira mar.

O título que o Pajeú precisa não é eleger uma Capital. É reivindicar investimento para fortalecer a integração de cada uma cidade irmã. Nós somos Tabira, São José, Tuparetama, Itapetim, Solidão, Carnaíba, Quixaba, Serra Talhada, Triunfo, Ingazeira, Afogados da Ingazeira, Santa Terezinha, Calumbi, Santa Cruz da Baixa Verde, Iguaracy.

Somos um soneto de Dedé Monteiro na voz de Antônio Marinho!

Somos um só povo, uma só arte e uma só história.

O capital que precisamos não é no sentido de cidade, é no sentido de recurso. Só assim seremos do tamanho do que produzimos. Integrados e exportando para o mundo a poesia popular em todas as suas dimensões.

 

Mariana Teles é pajeuzeira, poetisa, escritora e advogada.

 

* Este artigo reflete a opinião do blog

espiritonatalinoFELIZ NATAL!

Chegamos ao final de mais um ano onde as pessoas, normalmente, se preparam para ceia de Natal, passagem de ano, confraternização natalina, enfim, há uma grande motivação para festas e preparação para um ano novo.

Muitos dizem que é momento de fazer uma retrospectiva sobre o ano que está chegando ao fim para planejamento do ano que se aproxima. Você já teve tempo de fazer a sua?

Se não teve as redes de TV vão fazer, só não sei se a sua retrospectiva está inclusa na história que elas vão contar e que você com certeza quer assistir.

Como está a sua preparação para o Natal? Árvore pronta, ceia encomendada ou ingredientes já preparados, e os convites? Já entregou todos? Não esqueceu ninguém? Que bom, agora é só festejar.

Neste período a correria é muito grande, muitas vezes só temos tempo para comprar os presentes, preparar os ingredientes para ceia, entregar os convites e daí falta o tempo para nossa retrospectiva.

Mas como dizem, faz parte!

Vou aqui tentar fazer a minha reflexão ao invés de retrospectiva, e se você tiver tempo de acompanhar, nesta acredito que tenha alguma coisa que possa se encaixar na sua.

Um jovem se aproximou, e disse a Jesus: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: Se você quer entrar para a vida, guarde os mandamentos. O jovem perguntou: Quais os mandamentos? Jesus respondeu:

Não mate. Não cometa adultério. Não roube. Não levante falso testemunho. Honre seu pai e sua mãe. E ame seu próximo como a si mesmo.

Independente de nossa crença religiosa, vamos aqui ver se o que está escrito em Matheus 19 – 16 tem a ver com a nossa vida.

Como já disse, mesmo que você não acredite em Deus, você acha correto este mandamento: Não mate!

E o que entendemos por, NÃO MATE! Será apenas tirar a vida física das pessoas? Será que já matamos alguém?

Será que quando alguém vem até nós, falar dos seus projetos, e não temos tempo para escutá-los porque a nossa preocupação é com o nosso trabalho, com a toalha que ficou em cima da cama, com a caminhada que não foi possível fazer, o que estamos fazendo com esta pessoa?

Será que quando rotulamos o aluno na escola, ou o filho em casa de incapaz, o que estamos fazendo?

E quando desprezamos os nossos pais, colocamos eles sempre em segundo plano, são sempre tratados como impotentes, incapazes, inúteis, o que estamos fazendo? Qual a nossa ação em relação a vida?

Não cometa adultério. Para os cristãos o que significa Adultério? Violação, transgressão da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial. Isto basta?

Simplificando, qual o nome mais comum que poderíamos dar a esta regra? Será que respeito não seria o suficiente e mais abrangente?

Considerando respeito, como está a relação de respeito em relação ao cônjuge? Tenho procurado respeitar ou apenas cumprir a regra do adultério onde não tenho relação carnal com outra pessoa? Isto basta?

E com os nossos filhos? Há uma relação mútua de respeito? Ou apenas de medo recíproco? Temos conseguido colocar limites, ou apenas proibições?

Não roube. Na linguagem jurídica e divina, seria o ato de subtrair coisa móvel alheia mediante grande ameaça ou violência.

E quando tiramos a paz, a esperança, a liberdade responsável, e algumas vezes sobre graves ameaças, que pela mente doentia, não nos damos conta, o que isto significa? Ou isto não acontece?

Não levante falso testemunho. Já pensamos sobre esta atitude? E o que é isto? Nada mais do que faltar com a verdade, mentir.

Este, assim como os outros, também leva a morte, pois quando falamos inverdades em relação a outra pessoa, acusamos de coisas que não temos certeza, não estamos apenas ferindo a honra, mas também provocando a angústia, a depressão, doenças da alma que desencadeiam outras doenças físicas capazes de subtrair-lhes a vida.

Honre seu pai e sua mãe. Poderíamos dizer que este seria um dos mandamentos direcionados aos filhos, que devem respeitar e admirar os seus pais.

Mas este seria um dos mandamentos mais universal, onde devemos respeitar e admirar nossos pais, dentre outros parentes, os nossos professores e alunos, a sociedade como um todo, pois se assim fosse teríamos uma sociedade mais justa e mais humana.

Vamos aproveitar para pensar: Estamos respeitando e admirando as outras pessoas? Estamos dando motivo para ser respeitados e admirados?

E por fim, ame seu próximo como a si mesmo. Quem ama a si mesmo, normalmente previne o seu próprio sofrimento. Portanto, se você ama ao seu próximo como a si mesmo, buscará prevenir o sofrimento dele.

Aqui se trata de uma questão simples do ponto de vista teórico e talvez complexa do ponto de vista prático.

Em primeiro lugar, você ama a si próprio? Se você ama seu próximo, de que forma?

É preciso diferenciar o amor do gostar, da paixão, do carinho e principalmente, do interesse.

As vezes estamos distantes fisicamente, mas o amor atencioso que transmitimos é bem mais intenso do que as reclamações que recebemos dos que estão presentes.

Mas não devemos esquecer que, amar não é suportar o outro, não é dar coisas materiais, é muito mais, é querer está perto para prevenir o sofrimento que possa estar por vir e aproveitar o presente, não só para afagar, mas para proporcionar paz, harmonia e coragem para suportar as adversidades da vida e viver a felicidade que a vida nos proporciona.

Um Feliz Natal, e que a manjedoura que se encontra em nossa sala seja apenas uma réplica da que se encontra em nosso coração.

Que neste natal, possamos abraçar a cada um como sinal de amor e não de obrigação, para que possamos crescer fortes e unidos no amor de Deus.

 

– As opiniões emitidas pelos colunistas e leitores são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião do Saojosedoegito.Net.

Imagem ilustrativa

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CRISE ECONÔMICA OU POLÍTICA?

 

O nosso país está passando por uma grande crise econômica provocada por uma crise política, fruto de grandes escândalos financeiros.

O povo ainda embriagado pelo pleito eleitoral que acaba de acontecer nos municípios brasileiros, continua a defender bandeiras em função da crise e da defesa do empreguismo inconsequente.

Defende-se a moral e a ética, desde que estas não façam parte da sua conduta, pois enquanto defendem estes princípios, buscam-se cargos e empregos no setor público sem o compromisso de melhorar da qualidade de vida do cidadão.

É preciso investir na educação e na formação cidadã para que possamos transformar os interesses privados em desenvolvimento econômico e social, onde o propósito não seja repetir os atos inconsequentes em função da falta da ética e da moral estampados em algumas instituições.

É necessário que a sociedade passe a entender que dar emprego é contratar, e contrato no serviço público nem sempre gera renda, mas gera despesas e pode diminuir a qualidade de vida das pessoas em função da falta de educação, saúde, saneamento básico, por falta de recursos financeiros.

Gerar emprego e renda no serviço público é quando esta contratação se dá por empresas que vêm executar obras contratadas pelo município que aplica os impostos arrecadados do cidadão, sejam estes, municipal, estadual ou federal, pois desta forma proporciona INVESTIMENTO para o desenvolvimento econômico e social do Estado e dos municípios, ou quando esta contratação não é apenas a oferta de cargos.

Precisamos analisar os fatos para não sermos influenciados por pessoas sem compromisso social, por discursos demagógicos de pessoas que têm condição econômica e capacidade técnica, mas não têm a coragem e a determinação de empreender para gerar emprego, renda e qualidade de vida para o povo, pois a sua preocupação é sempre com o seu bem-estar.

Todo cidadão e cidadã têm o direito de escolha, mas também tem responsabilidade com suas escolhas, e para isto é necessário o desenvolvimento não apenas da educação formal, mas da formação cidadã onde os princípios éticos e moral sejam trabalhados não só na escola, mas também na família, célula mater da sociedade.

Dentro destes princípios, defendo o que os políticos quando gestores não têm o menor compromisso e interesse que aconteça, pois muitas vezes conduzidos por pessoas egocêntricas, quando não são elas próprias, impedem o desenvolvimento da educação fiscal e financeira dentro das escolas e das comunidades, apenas por falta de conhecimento.

Por isto, se faz necessário que as pessoas passem a se candidatar para serem gestores públicos, servidores públicos, e não continuar com a concepção de ser servido pelo poder público, pois quando o povo começar a perceber esta lógica, é possível que os gestores mudem a forma de gerir e coloquem servidores comprometidos com o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida do seu povo.

 

– As opiniões emitidas pelos colunistas e leitores são de inteira responsabilidade dos mesmos e não refletem, necessariamente, a opinião do Saojosedoegito.Net.

Arte: Reprodução

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GREVE

Algumas universidades brasileiras, dentre outros órgãos, mais uma vez entram em greve, ou estão discutindo proposta de greve.

Sabemos que a greve é um direito do trabalhador garantido na Constituição Brasileira, e portanto, não há o que se questionar.

Sabemos que a greve nas universidades não é só em função de reivindicações salariais, além deste ponto, existem outros em pauta, tipo a falta de material em laboratórios, dentre outros que não vamos aqui discutir.

Um movimento de forma ordeira e com propostas bem definidas é uma forma não de pressionar, mas de discutir como os gestores públicos a situação das instituições, inclusive levando o debate sobre a remuneração dos profissionais.

Porém, deverá ser observado pelos comandos de greve como estes instrumentos são utilizados e a possibilidade de êxito, pois dentro deste processo, dentro da educação, estão os estudantes que atrasam e deixam de concluir os seus cursos.

É preciso analisar se a decisão é de greve para discussão de propostas pela melhoria na qualidade da educação ou se é apenas um período de férias onde muitos vão para casa, outros para os seus empreendimentos particulares, como escritórios e consultórios, apenas paralisando as suas atividades nos setores onde têm vínculos empregatícios?

Assistimos alguns movimentos grevistas onde profissionais simplesmente abandonam os seus postos de trabalho, vão para casa descansar ou para os seus serviços privados e não levam em conta o objetivo real da greve que é lutar por melhorias salariais e outras reivindicações propostas para a classe.

Isto não se chama greve, mais sim férias ou recesso para cuidar de atividades privadas.

Portanto devemos estar atentos e discutir estas questões que muitas vezes não percebemos o quanto nos afetam.

Não sou contra a greve, pelo contrário, é justo e necessário que aconteça, porém de forma organizada, ordeira e com propósitos definidos e que as paralisações tenham como objetivo lutar por direitos da classe, discutir propostas e não simplesmente abandonar o posto de trabalho aproveitando para um recesso em suas atividades.

Pois os vencimentos (salários) dos servidores públicos são pagos pelo contribuinte, pelo cidadão que pensa que não paga imposto porque não sabe que o verdadeiro imposto está embutido no preço dos produtos que ele adquire no seu dia-a-dia.

Portanto, quando há uma greve, independente do setor, quem paga a conta é o contribuinte, é o cidadão, por isso devemos estar atentos a estes movimentos, apoiar com responsabilidade e cobrando responsabilidade de quem o promove.

Este é um debate que é interessante ser construído buscando a justiça para todos e não simplesmente defendendo bandeiras em função do jogo político.

As únicas bandeiras que devemos levantar são as bandeiras da paz e da justiça onde os únicos vencedores que precisamos defender é o povo que trabalha, paga impostos para manter o serviço público funcionando em defesa de cada cidadão e cidadã.

Tarcízio Leite – 16 de novembro de 2016.

 

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DOIS BRASIS ou O BRASIL DE CÁ E O BRASIL DE LÁ

 

O brasil que atualmente

É manchete dos jornais,

Confunde-se com o Brasil

Das belezas naturais.

O Brasil que é verdadeiro

E envaidece o brasileiro,

É o mesmo país da gente;

Mas, deixando o “Brasil lindo”,

Aos porquinhos vai surgindo

Outro brasil diferente.

 

País que abraça o seu povo,

Sem dúvida, é o Brasil de cá.

Totalmente diferente

Desse tal brasil de lá.

Valorizando quem sonha,

O de cá tem mais vergonha

Pelo que foi no passado.

Enquanto o de lá disfarça

Sobre o caminho da farsa

No que deixa de legado.

 

O de cá tem mais cultura

Com músicas maravilhosas;

O de lá exalta à mídia

Do “Fank das Poderosas”.

O Brasil de cá – de graça,

Põe o seu bloco na praça

No carnaval da alegria;

E o de lá põe, com presteza,

A máscara da safadeza

No lugar da fantasia.

 

O brasil de lá venera

O deus que visa o valor;

Enquanto o de cá abraça

O seu Cristo Redentor.

O de lá levanta os muros

Sobre a base dos seus juros

Desejando o capital.

E o de cá, de braços dados,

Com seus 26 Estados

E 1 Distrito Federal.

 

O brasil de lá corrompe;

O de cá reprime o fato,

Clamando a devolução

Dos milhões da Lava-Jato.

O de cá não tem partido

E quer o pão dividido

Numa frequência diária.

Com a falácia já pronta,

O de lá não se dá conta

Da cegueira partidária.

 

Enquanto o de lá derrama

A sujeira pelos canos,

O de cá pinta o seu rosto

Pelos Direitos Humanos.

O outro brasil sem par

Tira em primeiro lugar

No ranking dos homicídios;

E entende, o Brasil de cá,

Que a solução não está

Na construção de presídios.

 

O brasil de lá ostenta

Seu falso patriotismo;

O de cá faz com que os jovens

Busquem seu protagonismo.

O de lá vê a cultura

Sem ter base de arte pura.

Diferente do daqui…

Que a cultura é necessária

Numa reta imaginária

Do Oiapoque ao Chuí.

 

No de lá tem quem se esconda

Por debaixo dos tapetes

Ou pelas trancas douradas

Dos seus próprios gabinetes.

O Brasil de cá não muda…

Não tem um “Deus nos acuda”

Pra mudar de opinião,

Pois tem sempre em sua mente

Que a mudança está presente

Na cultura e educação.

 

O Brasil de cá almeja,

E tem grande confiança,

Que um dia o brasil de lá

Trilhe os rumos da mudança;

E em vez de cavar aterros,

Que o de lá corrija os erros

Pra desatar esse nó,

Pois, vendo à luz da razão,

Pra que ter numa nação

DOIS BRASIS num Brasil só?

 

Por isso, mesmo descritos

Por diferentes perfis,

O povo tem que escolher

Só UM desses DOIS BRASIS.

Um Brasil de todos nós,

Onde o sem vez e sem voz

Fale à pátria mãe gentil

Com espírito de guerreiro

E grite pra o mundo inteiro:

SOU MUITO MAIS MEU BRASIL!

 

Felipe Júnior

 

 

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liberdade

É importante trabalhar a liberdade, porém em primeiro lugar precisamos entender o que isso significa.

É preciso diferenciar liberdade do desapego.

Liberdade não significa fazer o que você quer.

Significa nos libertar das opressões, do ódio, do rancor, dos vícios, das preocupações com a vida das pessoas, inclusive nos livrar da vaidade pois isto pode diminuir as angústias e nos trazer paz e prazer no que fazemos.

“É bom lembrar que precisamos nos preocupar com as pessoas, o que é bem diferente de se preocupar com a vida das pessoas”.

A liberdade nos dá a oportunidade de amar e ser amado, enquanto o apego aprisiona, escraviza e destrói.

Não precisamos nos apegar às pessoas, precisamos amá-las.

Não precisamos nos apegar às coisas materiais, precisamos saber a importância da sua utilidade para que elas possam ser instrumentos de prazer e não de sofrimento, principalmente das pessoas que em tese, dizemos que amamos, mas não somos capazes de proporcionar a felicidade em função do egocentrismo.

O apego e a vaidade são instrumentos preocupantes, uma vez podam a oportunidade e a liberdade de construir.

É neste sentido que necessitamos de nos libertar da vaidade, do apego e principalmente do reconhecimento, uma vez que o egocentrismo e a vaidade causam ciúmes e impedem pessoas de incentivar os benfeitores através do simples fato de reconhecer.

O apego é a necessidade do ter para satisfação do ego (egocentrismo).

O amor é um sentimento que leva a pessoa a necessidade de fazer outra pessoa feliz.

Por isso escuta a voz silenciosa da emoção, sente a necessidade do outro e sente-se feliz com a felicidade do outro.

Diferente do apego (egocentrismo) onde as pessoas se sentem perturbadas com o sucesso do outro.

Isso confirma que a felicidade está na liberdade, quando esta liberdade significa compromisso e não apego.

 

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conversa-de-segunda-felipe-juniorVAMOS PENSAR EM CULTURA?

A cultura é de todos e deve, necessariamente, e por direito, abranger os cidadãos sem distinção de gênero, raça ou preferência. Um dos seus requisitos é a qualidade, visto que o seu objetivo é educar e formar uma sociedade dinâmica e sustentável com suas tradições, crenças e moral.

Ela não permite exclusão. Ela se dá pela grandeza do diálogo. Onde será que existe cultura formativa em cantores, grupos e bandas que gritam pro povo, tipo “tem rapariga aí?”; ou “é tapa na xereca, papai”; ou “acunha, Riquelme!”; ou “chupa, Mon Amour!”; ou “mete gaia! mete gaia! mete gaia!”; ou “ei, novinha, vamos sair pro motel?”?

O grande problema das prefeituras é que pagam valores absurdos para esse tipo de manifestação (recuso-me a chamar de cultura) e, para a cultura popular e artistas locais, quando pagam, são valores extremamente insignificantes. Deve-se pensar políticas públicas de qualidade cultural, onde se encontre um denominador comum que seja diretamente proporcional ao valor artístico. Segundo as propostas do Por + Cultura, deve-se exigir um percentual de 70% nas contratações para os artistas da terra, além de incentivar a produção musical dos aspirantes à arte da música.

De que adianta pagar muito para alguns para produzir pouco ou quase nada ou nada? É o que se chama na teoria administrativa de processo eficaz e ineficiente.

Não tenho nada contra o forró estilizado, aliás gosto muito, mas convenhamos que nem tudo podemos nomenclaturar de forró estilizado. Cultura é para todos os tipos de gosto, mas quando os cofres públicos pagam esse tipo de manifestação que citei acima, correm o sério risco de deseducar sua gente.

É o meu ponto de vista. E aí, vamos pensar sobre cultura?

 

 

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Onda de violência assusta o Pajeú

 

Nesta terça-feira, dia 1º de novembro, segundo informações de blogs da Região, a agência dos Correios da vizinha cidade de Itapetim – PE foi assaltada.

Na vizinha cidade de Tabira-PE, de acordo com publicação deste blog, do Mais Pajeú, dentre outros, fora assassinada a esposa do vereador eleito Marcílio Pires, Érica Paula Leite, 30 anos, conhecida como Paulinha, morta a facadas.

Este é mais um dia marcado pela violência que assusta e nos coloca uma interrogação sobre a paz tão sonhada pelas pessoas que buscam as pequenas cidades do interior, correndo da violência dos grandes centros.

O que realmente está acontecendo com o ser humano?

Sabemos que os assaltos, assassinatos e outros atos de violência que vem ocorrendo em nosso Pajeú, no Estado e por que não no país, não são frutos apenas da crise econômica, política ou social, mas dentre estes fatores existem outros em evidencias que não se leva em consideração.

“No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o rio Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. Ora, a terra prometida era a cidade de Jericó, que era uma fortaleza inexpugnável. Para isso foi necessário derrubar as muralhas de Jericó.”

E hoje? Quem é o escolhido para propagar a paz? Será que cada um de nós não é responsável por este sinal tão esperado de desejado por todos? E o que estamos fazendo diante desta busca?

É necessário parar a cada dia e colocar em prática a frase que é título de livro do nosso admirável filosofo “Mario Sérgio Cortella” – Qual a minha obra?

Diante de fatos como estes nos dias de hoje, poucos se preocupam em refletir sobre a paz, sobre a busca de soluções pacíficas, a maior preocupação é acusar, falar de crimes bárbaros e de violência.

Por que será? Será que temos algumas muralhas dentro de nós mesmos que precisamos derrubá-las?

Será que trocando o nosso pessimismo, o negativismo por ações positivas, construtivas, não seríamos capazes de estimular a calma, a serenidade, caminho para paz interior e exterior?

Analisando pontos como estes, é possível que derrubando as muralhas da arrogância, da prepotência, do pessimismo, da falta de diálogo, que nada mais é do que a cegueira que desconstroem as atitudes positivas, se não construir, não estimularíamos a falta de paz.

Para isto precisamos estimular o diálogo, o que só acontece quando conseguimos conversar e não discutir. Conversar e não se defender do que não está sendo acusado. Escutar antes de agredir. Respeitar antes de ter medo.

Precisamos ainda entender o que é respeito e o que é medo, pois muitas pessoas praticam atitudes como se fossem de respeito, quando na verdade é apenas o ato de se esquivar de ser repreendida ou agredida, se não fisicamente, verbalmente ou moralmente.

Respeito deve ser um ato espontâneo e consciente de que o outro é merecedor, assim como quem age em sã consciência sabe que todos merecem.

Mas na maioria das vezes estas atitudes faltam em casa com os pais, com os filhos, com o esposo, com a esposa, quanto mais próximo, maior a liberdade, maior a falta de respeito, por que não se tem noção do que isto significa.

Faltando respeito no seio da família, gera mal-estar, e quanto não se agride em casa, agride na rua.

Se fossemos apresentar aqui as coisas mais simples que acabam gerando os maiores transtornos dentro da sociedade, teríamos muito o que relacionar, mas, aqui, quero chamar atenção apenas para estes pequenos fatos dentro dos lares que são invisíveis aos olhos da sociedade, que são: As muralhas da arrogância, da prepotência, da falta de respeito, da falta de diálogo, não por falta de oportunidade, mas por falta de sensibilidade humana de refletir sobre as pequenas atitudes.

Um dos grandes equívocos da nossa sociedade é a inversão de valores.

A paz não se constrói na rua, ela é construída nos lares e disseminada na sociedade.

Não se constrói a paz incentivando a discórdia!

 

Tarcízio Leite – 02 de novembro de 2016.

 

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